quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ARTIGO Zarattini condena postura ‘tacanha e ideológica ‘ de Temer em relação à Venezuela

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), criticou hoje (15) a decisão “tacanha e ideológica’’ do governo ilegítimo Michel Temer de tentar isolar a Venezuela e impor ao país vizinho ‘’ um bloqueio econômico e comercial que atenda aos interesses dos Estados Unidos’’.

Essa posição, na análise de Zarattini, além de jogar na lata de lixo os princípios historicamente seguidos pela diplomacia brasileira, como a não ingerência nos assuntos internos de outros países, contraria os interesses das empresas brasileiras. “Hoje, as relações comerciais entre os dois países são significativas para a balança comercial. “

“O Brasil deixou de ser um interlocutor de Caracas e, na prática, dá apoio tácito a radicais que desprezam o diálogo e cogitam soluções belicistas, como a defendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao qual o Planalto parece ter-se alinhado incondicionalmente”, comentou Zarattini, em artigo. ”Temer parecer ter predileção pelo patrocínio de ações para causar retrocessos na América do Sul, assumindo uma campanha da direita contra a esquerda no subcontinente.”



Leia a íntegra do artigo:

“Venezuela: Luta ideológica de Temer joga no ralo política externa

A atual posição do governo de Michel Temer em relação à Venezuela é tacanha, ideológica e enterra princípios que historicamente foram seguidos pelo Itamaraty. Temer foi um dos grandes articuladores do afastamento da Venezuela do Mercosul; a política adotada nessa ação buscou, em realidade, impor ao país vizinho um bloqueio econômico e comercial que atenda aos interesses dos Estados Unidos. É uma decisão que vai na contramão das necessidades dos empresários brasileiros. Hoje, as relações comerciais entre os dois países são significativas para a balança comercial.

O atual governo prega uma política externa livre de “preferências ideológicas”, mas suas ações têm claro caráter ideológico e partidário. Em vez de atuar num processo de diálogo e pacificação, ajudando na continuidade do processo democrático na América Latina, Temer assume uma oposição frontal ao governo venezuelano.

O Brasil deixou de ser um interlocutor de Caracas e, na prática, dá apoio tácito a radicais que desprezam o diálogo e cogitam soluções belicistas, como a defendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao qual o Planalto parece ter-se alinhado incondicionalmente. Temer parecer ter predileção pelo patrocínio de ações para causar retrocessos na América do Sul, assumindo uma campanha da direita contra a esquerda no subcontinente.

A verdade é que a diplomacia brasileira, respeitada por décadas em todo o mundo, está sendo vilipendiada. Ao ignorar os princípios da não intervenção nos assuntos internos de outros países e o respeito à autodeterminação dos povos, Temer joga no ralo as diretrizes básicas e tradicionais de nossa política externa. Hoje, o capital político e diplomático do Brasil, fortalecido nos governos Lula, segue ladeira abaixo. Décadas de mediações brasileiras em conflitos regionais, prezando a moderação, o diálogo e a solução pacífica das controvérsias, ficaram no passado.

O uso da força — já condenado, tardiamente, pelo Mercosul — viola os princípios básicos do Direito Internacional e, como disse o ex-chanceler Celso Amorim, levaria uma guerra civil para a Venezuela e provocaria uma espécie de novo Vietnã na América do Sul e na fronteira brasileira.

Um conflito armado no pais vizinho significaria arrastar todo os países da região para uma turbulência de consequências imprevisíveis. Um resultado negativo imediato seria no plano da integração regional, solapando todos os processos em curso, como o Mercosul, a Unasul e outras iniciativas para a aproximação entre os países sul-americanos, num objetivo comum de tornar a região próspera e sem conflitos. Esses esforços de integração regional têm sido levados a cabo nas últimas décadas. Tivemos avanços extraordinárias que a miopia do governo Temer parece não perceber.

É inconcebível o tratamento belicoso e provocador que o governo Temer tem com a Venezuela. Desde a destituição da presidenta legitima Dilma Rousseff, parece que o principal objetivo da política externa do atual governo é enfrentar Nicolas Maduro e destituí-lo do cargo, com o Brasil sendo uma espécie de representante plenipotenciário de Donald Trump na América do Sul.

Nós, do PT, temos insistido que a solução para a crise na Venezuela passa pelo bom senso e diálogo. Por isso defendemos que todas as forças políticas daquele país, juntamente com diversos atores internacionais, apostem numa solução democrática e pacífica para o conflito vivido hoje país vizinho. Um conflito intensificado pela interferência nada republicana e democrática de alguns países que estão de olho, com certeza, nas riquezas da Venezuela.”


PT na Câmara

Artigo publicado originalmente no Blog do Noblat em 15 de agosto de 2017 
http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/08/venezuela-luta-ideologica-de-temer-joga-no-ralo-politica-externa.html

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Zarattini: Corte no Bolsa Família é ação cruel de Temer contra os pobres

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), criticou nesta sexta-feira (11) o governo Michel Temer por ter cortado, no mês de julho, 543 mil benefícios do Bolsa Família. “Trata-se de um retrocesso monumental e cruel: três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, a ameaça da fome volta a assombrar o povo brasileiro”, disse o líder.

Na opinião do parlamentar, retirar mais de meio milhão de famílias do programa insere-se na estratégia de Temer de atacar todas as conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro ao longo de décadas. “A opção de cortar benefícios e atacar os programas sociais revela a face cruel do “Novo Brasil” que Temer está construindo”.

Além do corte de beneficiários, há meio milhão de famílias à espera do benefício, sem qualquer previsão de serem contempladas, o que mostra, segundo Zarattini, que com Temer a crise econômica e social tem-se agravado, levando as pessoas a procurar ajuda dos programas sociais. “O desemprego alcançou o índice mais alto da história, com mais de 14 milhões de desempregados . Isso gera maior procura pelo Bolsa Família.”


O Programa Bolsa Família foi criado pelo ex-presidente Lula em 2003 e retirou 42 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Quando a presidenta legítima Dilma Rousseff foi afastada pelo golpe parlamentar, 13,9 milhões de famílias recebiam benefícios do Programa. Com os golpistas no poder, em julho passado caiu para 12,7 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social.

“Em pouco mais de um ano, mais de 1,2 milhão de pessoas saíram da rede de proteção. São quase 5 milhões de pessoas, a maioria crianças, que estão sendo atingidas por essa política desumana”, disse Zarattini. “ Temer desprotege justamente os mais vulneráveis”,

O líder observou que o ataque ao Bolsa Família acontece simultaneamente a ações contra outros programas sociais que colocaram o Brasil como exemplo mundial de combate à fome e à miséria. Um dele é o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), cujos recursos foram drasticamente reduzidos. O PAA é para a compra da produção do pequeno agricultor, para distribuição a hospitais, escolas públicas e presídios.

ARTIGO: Projeto de Temer é transformar o Brasil em república das bananas

O projeto antinacional e antipopular do governo Temer compromete o futuro do Brasil como nação independente, capaz de tomar decisões de acordo com os interesses nacionais. O alerta é do líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), em artigo publicado nesta semana no Blog do Noblat. “Temer implementa um projeto subalterno, que contrasta com a grandeza de um país continental com enormes riquezas, potencialidades e o maior parque industrial da América Latina”, diz o texto.

O líder lembra que Temer chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar e hoje amarga rejeição histórica de 90% da população. “Esse governo (…) não tem legitimidade para implementar uma política econômica ortodoxa e a agenda de desmonte de direitos de sociais e trabalhistas. Porque essa política econômica não foi referendada pelas urnas”, afirma.

Para Zarattini o único caminho para o Brasil sair do fundo do poço e superar a profunda crise econômica, política e social atual é eleições diretas.

Leia na íntegra:


Projeto de Temer é transformar o Brasil em república das bananas



O futuro do Brasil como nação independente e capaz de decidir seus destinos corre sérios riscos com a manutenção do governo de Michel Temer. Isso porque o projeto antinacional e antipopular em curso compromete a capacidade do Brasil de tomar decisões de acordo com os interesses nacionais. Temer implementa um projeto subalterno, que contrasta com a grandeza de um país continental com enormes riquezas, potencialidades e o maior parque industrial da América Latina.
Temer é ilegítimo e chegou ao cargo por meio de um golpe parlamentar. Hoje amarga rejeição histórica de 90% da população. Esse governo, que não teve um voto sequer, não tem legitimidade para implementar uma política econômica ortodoxa e a agenda de desmonte de direitos de sociais e trabalhistas. Porque essa política econômica não foi referendada pelas urnas.

O governo Temer, se não for barrado, vai levar o Brasil à mera condição de país periférico exportador de minérios e produtos agrícolas, à mercê de decisões externas. É uma lógica cruel, para atender exclusivamente ao setor financeiro e grupos estrangeiros.

O resultado é mais arrocho para o povo brasileiro que sofre com altas taxas de desemprego e cortes em programas e políticas de proteção social levando o velho fantasma da fome a assombrar as famílias brasileiras não só no Nordeste e Norte, mas em todo o País. Resultado da política cruel adotada pelo governo Temer.

Temer e seus apoiadores dão a entender que querem voltar à época da escravidão e do Brasil Colônia. Não há preocupação com projeto nacional, num momento em que os principais países do mundo fortalecem sua soberania. Os golpistas querem transformar o Brasil em república das bananas.

Há inúmeros exemplos da prática antinacional de Temer. A entrega do pré-sal a preços irrisórios para petrolíferas estrangeiras; a privatização da Petrobras, disfarçada de venda de ativos e sob pretexto de recuperação de uma empresa vítima de corrupção de políticos; a venda indiscriminada de terras para estrangeiros; a abertura de mais de 20 mil áreas para mineração na Amazônia; venda de hidrelétricas já amortizadas para estrangeiros.

Querem reduzir a pó a nossa indústria, a pesquisa científica e tecnológica e sucatear as universidades públicas e os institutos de pesquisa e de desenvolvimento científico. É o complexo de vassalagem que move os atuais detentores do poder, como se o Brasil não pudesse almejar um lugar ao sol no concerto das nações, um país desenvolvido, soberano, autônomo, que se impõe perante os outros países num contexto internacional.

Os segmentos da elite brasileira que apoiaram o golpe são os mesmos que, no passado, lutaram contra governos que defenderam nossas riquezas e proporcionaram melhores condições de vida para o povo brasileiro. É o caso dos governos de Getúlio Vargas, de Juscelino Kubitscheck , João Goulart e, recentemente, os de Lula e Dilma.

Temer conseguiu enterrar até a clássica diplomacia brasileira, que sempre prezou os princípios da autodeterminação dos povos e da não ingerência nos assuntos internos de outros países. No caso da Venezuela, em vez de ajudar a pacificar, Temer aliou-se como lacaio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para intensificar a crise no país vizinho.

Temos que respeitar e não intervir, porque defendemos a autodeterminação dos povos. Temer concentra todos seus esforços numa política omissa e submissa destinada a atender interesses internacionais, especialmente, dos EUA. E o Itamaraty, simplesmente, foi levado a deixar de defender o Brasil como Nação.

Para o Brasil sair do fundo do poço e superar a profunda crise econômica, política e social atual, o único caminho é eleições diretas, para que mais de 100 milhões de brasileiros que podem votar decidam quem querem para presidente e qual o programa socioeconômico que nós devemos levar adiante para melhorar a vida do povo brasileiro.

O povo brasileiro não aguenta mais o desastre chamado Michel Temer.


Leia também no Blog do Noblat:

http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/08/projeto-de-temer-e-transformar-o-brasil-em-republica-das-bananas.html

Trajetória de lutas é lembrada em sessão de homenagem aos 80 anos da UNE

Luta, ousadia e sonho contidos nos 80 anos de existência da União Nacional dos Estudantes (UNE) foram lembrados por deputados e senadores que homenagearam a entidade estudantil em sessão solene realizada pela Câmara e Senado nesta quinta-feira (10). Na sua fala, o líder da bancada do Partido dos Trabalhadores, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) relembrou os momentos históricos nos quais a UNE esteve na vanguarda.

“A UNE, de fato, tem uma trajetória de luta que é integrada à luta do povo brasileiro. Ela sempre esteve ao lado da democracia e nos momentos de grandes inflexões no País, a UNE esteve presente”, afirmou Zarattini.

Destacou Zarattini, como principais lutas da entidade, a defesa do petróleo brasileiro quando a entidade esteve à frente da campanha ‘O Petróleo é Nosso’, na criação da Petrobras e no combate ao regime militar instaurado no País em 1964. Segundo o deputado, a União Nacional dos Estudantes enfrentou todas as lutas democráticas dos anos 50 e 60, combatendo as sucessivas tentativas de golpe, em particular o golpe de 64.


“Como naquele período, a UNE tem um dever a cumprir com o povo brasileiro que é a luta pela democracia no país. Essa luta, agora, significa afastar o golpismo e trazer de volta a democracia através de eleições livres e diretas para que o povo brasileiro possa escolher o seu destino”, recomendou o líder petista, se referindo ao momento de crise política, econômica, social e institucional que o Brasil vive com o golpe parlamentar que ocorreu no dia 17 de abril de 2016.

Em sintonia com o que acredita o líder Zarattini, a presidenta da UNE, Mariana Dias reafirmou os sentimentos que moveram a entidade. “Nascemos em 1937 movidos pelo sentimento de liberdade. O sentimento que existia entre os estudantes era o de criar uma entidade que não falasse apenas sobre educação, mas que se preocupasse como o Brasil e com o mundo”, afirmou.

Disse ainda Mariana Dias que o passado histórico da entidade merece ser lembrado sempre nesses 80 anos. Mas que a entidade não quer apenas o saudosismo e, sim, uma UNE antenada com o momento presente e com a própria geração.

“Somos a UNE que aprovou as cotas. Somos a UNE do Prouni, do Fies e que ajudou a construir o Brasil em que o povo tinha felicidade, em que o povo tinha oportunidade e esperança. Temos hoje a coragem de, nos dias atuais, dizer também que somos a UNE do ‘Fora Temer’, que defende a soberania do país e que clama por democracia”, enfatizou.

Benildes Rodrigues

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Zarattini repudia política de aumento de impostos de Temer

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), repudiou hoje (8) a proposta do presidente ilegítimo Michel Temer de criar uma nova alíquota de imposto de renda para pessoa física, que pode variar de 30% a 35% para salários acima de R$ 20 mil. “O governo quer fazer a classe média pagar a conta, em vez de mudar o rumo da política econômica, que é equivocada e não dá nenhum horizonte para o povo brasileiro”, disse.

Zarattini lembrou que o atual governo já aumentou abusivamente o preço da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha, prejudicando toda a população, em especial os pobres. Segundo o líder, a política econômica de Temer e do ministro da Fazenda Henrique Meirelles está levando o Brasil para o buraco, com erros que só agravam a crise e aprofundam a recessão.

“Disseram que iam resolver os problemas e adaptar a economia brasileira ao que chamaram de novos tempos, mas a situação só piora”, criticou o líder petista.

Entre as derrapadas do atual governo, Zarattini citou o corte de investimentos públicos, a paralisação da Petrobras, a redução do papel do BNDES como banco de fomento e estímulo ao desenvolvimento e uma série de outras medidas que só resultaram em paralisação da economia. Com isso, cai a arrecadação. “Agora vem o governo com a proposta de aumentar os impostos, para punir ainda mais os pobres e a classe média”, comentou.



O líder do PT também criticou o tucano Armínio Fraga, presidente do Banco Central no segundo mandato do governo FHC (1995-2002), quando o Brasil ia de pires na mão pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional. Fraga disse, em entrevista, que política e eleições presidenciais atrapalham o ajuste fiscal.

Para Zarattini, Fraga mostrou desprezo à democracia, confirmando que o “dito mercado financeiro” não suporta povo e eleições. Na opinião de Zarattini, Fraga defende um ajuste fiscal “que só uma ditadura poderia implementar”.

Zarattini criticou Temer, Meirelles e Fraga por agirem movidos apenas pela lógica do mercado financeiro, defendendo reformas como a trabalhista. Essa reforma, na opinião do parlamentar, “em vez de aumentar a produtividade dos trabalhadores, como dizem representantes do sistema financeiro, vai apenas aumentar a exploração do povo brasileiro”. Pelo ataque aos direitos da população, o governo Temer é rejeitado por mais de 90% da população.

“Está passando da hora de o governo Temer encerrar suas atividades, o povo não aguenta mais”, disse o líder do PT. Ao contrário da posição antieleição de Armínio Fraga, o líder do PT defende que a única saída para o Brasil sair do atoleiro é a realização de eleições. “O povo quer se manifestar nas urnas e tem o direito de eleger um governo que não ataque seus direitos e tire o Brasil da crise”, completou Zarattini.

PT na Câmara

Frente suprapartidária quer derrotar Distritão que impede renovação política

Parlamentares do PT, PCdoB, PDT, PR, PSOl, PHS e PRB lançaram nesta quarta-feira (9), na Câmara, uma frente ampla contra a aprovação do chamado “Distritão”, sistema eleitoral que vai acabar com a renovação política no Congresso Nacional. O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), alertou que, diferentemente do que o PMDB e o PSDB afirmam, não há consenso sobre o Distritão. “Ao contrário, o que existe é uma forte divergência. Nós, nessa frente que já tem o apoio de 200 parlamentares de oposição e da base, estamos dizendo não a essa tentativa de acabar com a renovação política, que é fundamental para a democracia”, afirmou.

Zarattini explicou que o PMDB e o PSDB se uniram e querem passar o trator, querem aparecer perante a sociedade como se o Distritão já fosse uma questão resolvida, de consenso. “Não é, somos contra, não se pode conceber uma democracia onde quem está no mandato tenha o direito de continuar eternamente no poder”, reforçou o líder, lembrando que para aprovar o Distritão são necessários, no mínimo, votos de 308 deputados. “Isso porque tem que mudar a Constituição, deixar de ser o sistema proporcional, como é a tradição do nosso País há mais de 80 anos e ir para o sistema majoritário (Distritão), no qual são eleitos os mais votados, independentemente dos votos do partido. E acreditamos que eles (PMDB e PSDB) não têm essa maioria.

O líder Zarattini defendeu a aprovação do fundo público para financiamento de campanha e a proposta de emenda à Constituição (PEC 282/16) que veio do Senado e prevê o fim das coligações proporcionais nas eleições e a criação de uma cláusula de barreira para diminuir o número de legendas.



Armação conservadora – O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), explicou que não se trata de uma frente parlamentar de oposição ou de governo. É uma frente ampla e suprapartidária do legislativo para desmontar essa armação conservadora que pretende aprovar o Distritão. Queremos derrotar a velha política, aqueles que querem se perpetuar aqui dentro”, afirmou.

Guimarães disse que a frente ampla foi formada por deputados que querem votar quatro questões fundamentais da Reforma Política: financiamento, cláusula de desempenho, o fim das coligações partidárias, e manter o sistema atual renovado para buscar a transição para o futuro. “Construímos a unidade em torno desses quatro pontos centrais e, por isso, já temos a adesão desses seis partidos, além de contar com o apoio de parlamentares do PDT, PSD, PSB e da Rede”, disse.

O líder da Minoria explicou porque é importante o fim das coligações. Ele disse que essa é uma mudança expressiva para inibir a ação dos chamados partidos de aluguel. “Com isso vamos acabar com a legenda de aluguel e com esse troca-troca de partido. Cada partido vai ter que apresentar o seu programa”, reforçou. Sobre a cláusula de desempenho, Guimarães disse que ela é fundamental para evitar que os partidos usem daquilo que a Constituição lhe garante: fundo partidário, tempo de TV, para negociatas em época de eleição. “Isso porque cada partido para existir e ter esse direito vai ter que receber pelo menos 1,5% de votos em nove estados”, argumentou.

Guimarães disse que a Frente contra o Distritão está segura de que deu uma cartada decisiva para enterrar o Distritão. “Vamos agir unidos contra esse modelo arcaico que só existe em 4 países do mundo. Um modelo que desestrutura os partidos e vai ser um desfile de vaidade, das individualidades. Vamos derrotar o Distritão e buscar mecanismos de controle no sistema atual”.

Vânia Rodrigues

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Em nome do povo brasileiro, PT vai lutar contra as reformas

Na manhã de quinta-feira (3), um dia após a rejeição da denúncia contra o presidente ilegítimo Michel Temer, o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), em entrevista à imprensa, avaliou que o governo saiu mais fraco desse processo, com sua base política fragilizada. Para ele, agora a bancada petista no Congresso terá como estratégia resistir às reformas que acabam com os direitos dos trabalhadores. E ficar de olho em novas denúncias contra Temer.




P- Passada a votação que salvou Temer do julgamento pelo Supremo pela denúncia de corrupção passiva, qual é a estratégia do PT para o próximo período?

R- A estratégia básica da bancada do PT agora é resistir à aprovação das reformas, que têm como objetivo uma revisão de avanços conquistados no país. Exemplo disso é a reforma trabalhista que, na prática, acabou com a CLT. Com ela o contrato do trabalhador continua existindo mas abriram-se outras formas de contratação, muito mais favoráveis aos empresários. Então, os empresários têm agora outras quatro ou cinco alternativas de contratar o trabalhador, diferentes das que estão na antiga CLT. E com isso barateia o custo da mão-de-obra no país e o trabalhador fica à deriva.

P- Quais outras reformas que preocupam a oposição neste momento?

R- Ao mesmo tempo que fizeram a reforma trabalhista eles (governo Temer) estão propondo uma séria de reformas econômicas estruturais que permitem uma recomposição do capital no Brasil. Então, você pega a autorização para que outras empresas possam operar no pré- sal. Isso vai permitir a entrada de capital estrangeiro na exploração do pré -sal. E também tem o desmonte da Petrobras. Eles estão vendendo refinarias, a Transpetro, a BR Distribuidora, que é uma rede de distribuição. Na prática, o governo Temer quer transformar a maior empresa pública do País somente em empresa exploradora de petróleo. Só vai fazer extração propriamente dita. Vai virar uma empresa pequena.

P- Quais outras ações do governo do PMDB que estão sendo mapeadas pelos petistas no Congresso, agora que Temer conseguiu se livrar de ser afastado do poder?

R – Na mineração, por exemplo, o governo ilegítimo está propondo abrir o mercado. Tem um projeto de redefinição do marco legal liberando mais de 21 mil áreas de exploração de mineral que já tem prospecção que eles pretendem abrir ao capital estrangeiro e a maior parte delas é na Amazônia. Com isso nosso Amazônia corre um risco gigantesco. Além disso, esse governo que está aí quer vender terras para estrangeiros, com objetivo de fundos de investimentos europeus, americanos chineses para compra de grandes áreas fazendo uma agricultura de exportação.

P- O senhor falou da tentativa do governo Temer de aprovar uma reestruturação da economia brasileira…

R – Então, os governistas querem uma reestruturação da economia brasileira. No entanto, eles falam da reforma tributária, mas até agora não apresentaram nada. Portanto, nosso objetivo principal agora é resistir a essa ofensiva e tentar nos apoiar nos interesses da população brasileira que está sendo contrariada. Por exemplo, temos sete milhões de jovens cursando universidade. Com esse modelo proposto por eles, de um país exportador de minérios e produtos agrícolas, aí não precisa de universidade e nem de tecnologia. Não precisa de muita coisa para isso. Então pergunto, qual a perspectiva para esses jovens e qual é a perspectiva para a indústria brasileira? Hoje ela está reduzida, mas ainda é uma indústria forte. É ainda o maior setor da América Latina. Esses setores começam a entender qual o objetivo do golpe. Então, nossa oposição aqui tem as batalhas do dia-a-dia mas também estamos fazendo toda articulação com todos esses setores.

P- A batalha agora no segundo semestre será a de defesa dos direitos então, e não mais o fora Temer? O PT já trabalha com a perspectiva de Temer ficar até 2018?


R- Se vier outra denúncia contra o Temer, do Janot, nosso empenho vai ser tirar o Temer. Essa coisa que dizem que o PT quer ver o Temer sangrar até o fim, na verdade ele está fazendo o país sangrar. Do ponto de vista fiscal é um desastre a gestão do Henrique Meirelles. Agora ele vai ter de fazer um ajuste na meta do déficit. Isso porque não conseguiram produzir aquele resultado. E, se eles não fizerem isso o país vai parar. O orçamento dos ministérios nosso vai acabar em setembro. Então, tem que fazer ajustes. Do ponto de vista fiscal eles produziram um verdadeiro desastre. A arrecadação vai caindo porque eles vão cortando e os cortes desaceleram a economia. Não tem nenhum programa de investimento.

P- Por que não houve mobilização popular durante a votação de quarta-feira?
R – Não adianta falar para a CUT, para o MST ou outros movimentos sociais se mobilizarem. O povo não acredita que o Congresso vai tirar o Temer. Quando se vê tanta notícia de que o governo compra voto, libera emendas e etc, o povo não acredita na ação política do Congresso. É difícil mobilizar uma coisa que as pessoas não acreditam. O Congresso não é esperança. É psicologia de massa. Já a reforma da Previdência é uma coisa que as pessoas entenderam, diferentemente da Trabalhista, que o povo não entendeu. O povo sabe que o pobre vai ter mais dificuldade para se aposentar. É mais claro para as pessoas. Então, a capacidade de mobilização é maior.

P- É mais facial derrotar a reforma da Previdência? E por quê?

R – Sim. É mais fácil por duas razões: primeiro, o governo precisa de 308 votos. Segundo, na reforma trabalhista, todo mundo sabe que a maioria dos deputados são empresários então, o cara vota em interesse próprio. No caso da Previdência é um dinheiro do governo, aí o deputado fala que não vai perder os votos por causa do governo. Para o PT, os pressupostos apresentados pelo governo não justificam essa reforma. Até 2012 não havia déficit da Previdência pois havia emprego, logo, havia contribuição. É evidente que várias coisas têm que ser ajustadas, mas não os direitos dos trabalhadores.

P- Avaliando a votação da quarta-feira (2) em que o governo teve menos votos do que imaginava e uma possível segunda denúncia do ministro Janot, qual vai ser a posição da bancada do PT?

R- O plano é tentar desgastar e aprovar o fim do governo. Logicamente trabalhar para ter mais mobilização social. Mas primeiro precisa ver a denúncia. Precisa ver se realmente há elementos importantes que envolvam Eduardo Cunha e Funaro. Ai sim pode ter uma ação mais favorável à aprovação da denúncia.

José Mello com agência

Zarattini: Projeto entreguista e antipopular de Temer ameaça futuro do Brasil

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), advertiu hoje (3) que o futuro do Brasil como nação corre sérios riscos, em decorrência do projeto antinacional e antipopular que vem sendo implementado pelo presidente ilegítimo Michel Temer. “Há uma inédita e grave crise política, econômica e social, iniciada com o impeachment da presidenta Dilma, que atacou a soberania do voto de 54 milhões de brasileiros e o Estado de Democrático de Direito”, disse o líder, em pronunciamento no plenário da Câmara.

Ele observou que a atual política econômica promovida pelo governo golpista
“é cruel, porque só atende aos interesses antinacionais, levando nosso povo ao desemprego, à miséria e ao desespero”. Paralelamente, há um ataque a direitos conquistados pelos trabalhadores em décadas de luta. “A elite golpista pensa ser possível retornar a um passado de escravidão e de um Brasil Colônia, com as ditas reformas, supressivas de direito, como a trabalhista, a previdenciária, a eleitoral e uma vergonhosa política econômica de entrega do patrimônio nacional”.

Petróleo – O líder do PT citou vários exemplos da prática antinacional do golpista Temer, que entrega aos estrangeiros as riquezas nacionais. É o caso do pré-sal, que está sendo entregue a preço de banana para petrolíferas estrangeiras, e da Petrobras. “A estatal está sendo privatizada sob o pretexto de venda de ativos e de recuperação de uma empresa vítima de corrupção de políticos. Isso é uma mentira, uma propaganda enganosa divulgada pelos setores golpistas da mídia cujo objetivo real é a demonização da política”.



Para o líder, as reformas de Temer pretendem na verdade fazer com que o Brasil se torne um país de economia primária, exportador de minérios e de produtos agrícolas. “Esse projeto visa reduzir a pó a nossa indústria, reduzir a pó a pesquisa científica e tecnológica e inutilizar as universidades públicas e os institutos de pesquisa e os institutos de desenvolvimento científico”, alertou o parlamentar.

“Nós no Brasil temos que nos opor a esse projeto”, afirmou Zarattini. “Esse é um projeto não só apoiado pela elite financeira do País, mas também apoiado principalmente por interesses internacionais que não admitem que o Brasil seja um país desenvolvido, soberano, autônomo, que se impõe perante os outros países num contexto internacional”.

Avanços – Para o líder do PT, a elite golpista não aceita avanços de governos que defenderam nossas riquezas e proporcionaram melhores condições de vida para o povo brasileiro. Ele citou como exemplo os governos de Getúlio Vargas, de Juscelino Kubitscheck, de João Goulart e, recentemente os de Lula e Dilma. Todos governos que defenderam os interesses nacionais e propiciaram condições de melhoria de vida da população como um todo, observou Zarattini.

A elite usou o tema corrupção, com amplo apoio dos conglomerados de mídia, para atacar os presidentes nacionalistas. Zarattini referiu-se ao caso específico de Lula, que vem sendo atacado dia e noite pela maior parte da mídia brasileira, sem provas, para ser impedido de disputar as eleições presidenciais de 2018.

Zarattini lembrou que Lula é atacado desde que se projetou na política, assim mesmo se elegeu presidente duas vezes e lidera todas as pesquisas para a campanha presidencial. “Lula disputou quatro eleições para ser eleito, agora a elite, que levou Vargas ao suicídio, que cassou Juscelino, que derrubou João Goulart, quer impedir que novamente Lula volte a se candidatar, e ser eleito”, denunciou o líder do PT.

“Contra Lula voltam a ser feitas acusações mentirosas, por uma mídia irresponsável, que pelas rádios e tevês, todos os dias, em todos os noticiários, em todas as horas propagam essas mentiras, destituídas de qualquer prova, invertendo-se o direito consagrado na Constituição de 1988, de que o acusado é inocente até provem contrário”.

Na opinião de Zarattini, a elite golpista quer evitar a volta de Lula por saber que ele defende os interesses nacionais e é contra as reformas que Temer, o ilegítimo, tem empurrado, como o desmonte da legislação trabalhista e da previdência, além do ataque a outros direitos históricos. “Com Lula, nós não teremos essa reforma. Lula também não vai permitir um criminoso desmatamento da Amazônia, que agride o meio ambiente, para garantir a criação de bois pelos setores mais atrasados da agropecuária e do latifúndio improdutivo”.
O líder denunciou Temer por pretender autorizar a venda indiscriminada de terras para estrangeiros. “Isso permitiria que fundos de investimentos norte-americanos, europeus e chineses possam comprar grandes extensões de terra em nosso País, na região do Cerrado, na Região Amazônica, para produzirem culturas de curta duração e poderem fazer uma agricultura voltada unicamente para a exportação, voltada unicamente para os mercados internacionais de commodities. Uma agricultura que não se preocupa em nenhum momento com a segurança alimentar do povo brasileiro, nem muito menos com o meio ambiente do nosso País”.

Venezuela – Em relação à crise na Venezuela, Zarattini repeliu a pecha de “bolivarianos” que direitistas e setores da mídia têm dado ao PT. “O que queremos é exatamente respeito, a não ingerência nos assuntos internos de cada nação, porque cada uma delas tem uma realidade econômica, social e política diferente das outras. Elas têm uma história e culturas. E temos que respeitar e não intervir, porque defendemos a autodeterminação dos povos”. Essa é, aliás, a tradição diplomática brasileira, a qual está sendo rompida pelo governo golpista Temer.

Para Zarattini, esse princípio deve ser observado em razão dos próprios interesses do Brasil. “Nosso País tem que ser soberano, e não aceitamos a ingerência externa, como se tenta fazer e como se faz muitas vezes, e como nós observamos com a espionagem conduzida pela NSA, agência de espionagem americana, que interveio no Brasil, espionando a presidenta Dilma, segredos industriais da Petrobras, numa atitude absolutamente inaceitável”.

O líder repudiou a tese de setores da elite que querem tirar Temer do governo e colocar no lugar dele alguém eleito por via indireta. “A elite quer eleição indireta e não o voto popular, porque sabe que o projeto de um Brasil democrático, soberano e socialmente justo, garantiu direitos para mais de 30 milhões de brasileiras e brasileiros excluídos da vida econômica do País”. Queremos eleições diretas, para que mais de 100 milhões de brasileiros que podem votar decidam quem querem para presidente e qual programa socioeconômico que nós devemos levar adiante para melhorar a vida do povo brasileiro”.

Leia a íntegra do discurso:

http://www.camara.leg.br/internet/sitaqweb/TextoHTML.asp?etapa=2&nuSessao=202.3.55.O%20%20%20%20%20&nuQuarto=29&nuOrador=3&nuInsercao=0&dtHorarioQuarto=15:24&sgFaseSessao=GE%20%20%20%20%20%20%20%20&Data=03/08/2017&txApelido=CARLOS%20ZARATTINI&txFaseSessao=Grande%20Expediente%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20&dtHoraQuarto=15:24&txEtapa=Sem%20supervis%C3%A3o



Assista ao discurso:
https://www.facebook.com/dep.zarattini/videos/1412153672172369/

PT na Câmara
Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Oposição protesta na Câmara pelo afastamento de Temer

Dezenas de parlamentares dos partidos que fazem oposição a Michel Temer na Câmara realizaram na manhã desta quarta-feira (2) uma forte manifestação no salão verde e no plenário da Casa onde gritaram palavras de ordem pelo afastamento de Michel Temer. Eles exigiram a realização de eleições diretas para eleger um novo presidente. Uma grande faixa e cartazes com as palavras “Fora Temer” e “Diretas Já” foram exibidas por parlamentares do PT, PC do B, PDT, PSOL, Rede e alguns deputados do PSB e de outros partidos.

Até mesmo uma mala, com muitas cédulas de reais estampadas com o rosto de Temer, foi carregada pelos parlamentares- inclusive dentro do plenário- como forma de lembrar aos deputados presentes sobre um dos motivos que levaram a Procuradoria Geral da República (PGR) a denunciar Michel Temer por corrupção passiva. Segundo a ação da PGR, embasada em filmagens da Polícia Federal, o ex-assessor especial da Presidência da República, Rodrigo Rocha Loures, recebeu 500 mil reais em propina em uma mala que seriam destinados a Temer.



A manifestação dos parlamentares da oposição ocorreu logo no início da abertura da sessão que vai analisar o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que pede o arquivamento da denúncia contra Michel Temer. A peça foi elaborada pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). A oposição decidiu em reunião na terça-feira (1º) que não dará quórum para a votação da denúncia contra Temer, enquanto a base governista não registrar os 342 votos necessários para iniciar a votação no plenário.

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), explicou durante o ato que a responsabilidade de garantir o quórum para votar o parecer que trata da denúncia contra Temer é da base governista, que deseja desesperadamente arquivar a denúncia da PGR.

“Nós não vamos registrar presença. O governo é que tem que registar presença. São eles que desejam salvar Temer”, disse o petista.



Na mesma linha de pensamento, o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), também destacou que a oposição não vai contribuir para a tática do governo de votar rapidamente a denúncia. Ele também alertou que a derrota do governo no plenário depende não apenas da luta dos deputados da oposição, mas também da pressão da sociedade.

“O governo Temer é que tem a responsabilidade de colocar os seus deputados aqui para votar o arquivamento da denúncia, nós não vamos dar quórum para que isso aconteça. E se essa votação ocorrer, queremos que seja em horário nobre (da TV) para que toda a população acompanhe. É fundamental nesse momento a pressão nas ruas e nas redes sociais para pressionar os deputados para votarem contra Temer”, ressaltou.

Héber Carvalho / Gustavo Bezerra

Petistas simulam “tatuagem” de “Fora Temer”

Parlamentares do PT compareceram no plenário da Câmara nesta quarta-feira (2) com adesivos de “tatuagem” com a frase “Fora Temer” colados nos ombros.

O desenho é uma alusão à tatuagem feita nesta semana pelo deputado Wladimir Costa (SD-PA), na mesma parte do corpo, em homenagem ao presidente Michel Temer (PMDB).


Costa apareceu com a tatuagem – uma bandeira do Brasil e o nome de Temer—desenhada no ombro direito no último sábado (29), em Salinópolis (PA), durante a entrega de caminhões de coleta de lixo.

                            




Wladimir Costa provocou os deputados em plenário e gerou tumulto após sua fala em defesa de Temer.


PT com agencias /Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara