sexta-feira, 16 de junho de 2017

Zarattini vê como insustentável situação de Michel Temer

O líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores, Carlos Zarattini (PT-SP), avaliou nesta quarta-feira (14) que a situação do governo ilegítimo de Michel Temer é insustentável e ele está com os dias contados. Na próxima semana o procurador­geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa praticados por Temer. Esta é a primeira vez que um presidente da República será denunciado ao STF por supostos crimes cometidos durante o exercício do mandato.

“Temos uma denúncia de corrupção contra o Michel Temer que é gravíssima. É corrupção durante o exercício do mandato. Isso, sem dúvida nenhuma, vai criar um grande debate aqui na Casa, um debate que vai levar, acredito, a uma mudança de governo”, afirmou Zarattini.



Assim como o líder petista, o país aguarda com ansiedade o desenrolar de mais esse capítulo importantíssimo desta história que pode acelerar a saída de Temer do Palácio do Planalto. “Não é possível que um presidente da República que cometeu um crime de corrupção na residência oficial do governo possa continuar governando”, considerou.

Ironizou o líder a retórica discursiva da base aliada do governo que afirma ter convicção de que a denúncia não será acatada no Congresso, por ausência de provas. “Só com o que já temos de conhecimento, de fatos que envolveram Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures e Joesley Batista, só aí já temos muita coisa grave, sem dizer o que pode ainda aparecer em possíveis delações de Eduardo Cunha, Lúcio Funaro e outros”, salientou Zarattini, fazendo referência aos inquéritos em curso e aos depoimentos esperados do doleiro Lúcio Funaro, operador do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Um dos pontos altos citados por Zarattini é que os parlamentares, no momento em que a denúncia chegar ao plenário da Câmara, obrigatoriamente, terão que declarar o voto e esse voto vai aparecer no painel. Tal fato, observou, vai causar instabilidade muito grande no Congresso.

“O clima vai mudar totalmente. Não só pela gravidade das denúncias, mas porque é um governo impopular que ninguém no país acredita. Ele tem 3% de aprovação. Então, se juntarmos denúncia grave, impopularidade e a situação econômica que vai de mal a pior, os deputados terão que decidir se continuarão nesse barco ou se pulam antes que afundem”, considerou Carlos Zarattini.

Benildes Rodrigues Foto: GustavoBezerra/PTnaCâmara

Em artigo, o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) analisa que mercado financeiro começa a dar sinais claros que poderá passar a ser o maior inimigo de Temer nessa sua luta insana e pouco republicana de permanecer no Palácio do Planalto. Para ele, o mercado escancarou as inconsistências e o fracasso da “pinguela para o passado” proposta pelos peemedebistas. Na avaliação do líder, o Brasil está afundando sob o comando de Temer. “E não há outra saída senão convocação de eleições diretas. Para que por meio de um processo democrático, o povo possa escolher um projeto que faça o Brasil andar “. O texto foi publicado no Blog do Noblat. Leia a íntegra:


                              


Mercado financeiro manda recado para Temer

O governo de Michel Temer foi criado para atender aos interesses do mercado financeiro. Mesmo impondo uma política econômica recessiva e que atende somente ao setor especulativo, ele começa a ser abandonado. O mercado financeiro começa a dar sinais claros que poderá passar a ser o maior inimigo de Temer nessa sua luta insana e pouco republicana de permanecer no Palácio do Planalto.

Em recente entrevista veiculada na mídia, o diretor do Insper, Marcos Lisboa, escancarou o abandono do mercado ao governo Temer. Lisboa declarou que o Brasil atualmente não possui perspectiva de futuro. Logicamente, ele trata do futuro deles rentistas, aplicadores financeiros, aqueles que vivem de renda. Até esse grupo, que tanto defende e patrocina a agenda de retrocessos imposta por Temer ao povo, resolveu desobrigar-se de manter apoio ao governo.

Até Marcos Lisboa, que é defensor e ideólogo da política econômica apresentada por Temer no plano de governo chamado “Uma ponte para o futuro”, percebeu a incapacidade desse governo de resolver os graves problemas econômicos e sociais que o País enfrenta.

O mercado escancarou as inconsistências e o fracasso da “pinguela para o passado” proposta pelos peemedebistas. E é bom que se repita que o mercado financeiro apoia aprovação de reformas como da Previdência e Trabalhista nesse formato de arrocho e retirada de direitos dos trabalhadores.

Outra importante revelação feita neste percurso de abandono do governo Temer: o que entra no Brasil é especulação financeira, é compra de ativos já existentes, de ativos de energia elétrica e não se investe em novas infraestruturas, nem sequer em novas fábricas.

Com essa percepção, mesmo o setor financeiro entusiasta do governo, cada vez mais não acredita na sua capacidade em recuperar a economia, mesmo em se tratando de um modelo que os beneficia.

Mesmo na perspectiva do mercado, as expectativas para o crescimento do PIB em 2017, que há um ano se encontrava em cerca de 1%, hoje despencaram para menos da metade.

Atualmente as expectativas são de 0,4% de crescimento para 2017, mas provavelmente nós vamos chegar a menos do que isso. Já está se falando em 0,2%. Portanto, nada de crescimento este ano.

E isso quem está falando é o capital financeiro. São vozes que têm interesse em estabelecer uma política para transformar o Brasil num país agrário-exportador e minério-exportador. Aliás, as expectativas são de aumento da produção de petróleo, mas de redução da proporção da Petrobras nesse conjunto para menos de 80%, provavelmente em torno de 75%.

Portanto, mesmo esse projeto, que tanto agrada ao capital financeiro e aos rentistas do País, está no caos. Não há condições, segundo Marcos Lisboa e tantos outros que observam a economia nacional, de levar esse governo à frente. Nem os grandes empresários do “pato amarelo”, que patrocinaram o golpe e agora reclamam do fim da política de conteúdo nacional.

Esse governo, comandado por Michel Temer e Henrique Meirelles, já não tem condição alguma de atender ao mercado. Já que ao povo brasileiro ele nunca representou. Nunca atendeu à esperança de 200 milhões de brasileiros que querem emprego, querem melhorar a renda, querem ter acesso à educação e à saúde.

Portanto, não há salvação. O País está afundando sob o comando de Temer. E não há outra saída senão convocação de eleições diretas. Para que por meio de um processo democrático, o povo possa escolher um projeto que faça o Brasil andar.

Se esse projeto vai ser o do PT, do PSDB ou do PMDB, a população vai decidir. Mas queremos e precisamos dar ao povo o direito de decidir.

A democracia é o caminho para superar a crise política, a crise econômica e dar uma perspectiva ao povo brasileiro de mais emprego, distribuição de renda e oportunidades. Com mais de 13 milhões de desempregados, urge uma solução que devolva o Brasil aos trilhos.


Artigo publicado originalmente no Blog do Noblat: http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/06/mercado-financeiro-manda-recado-para-temer.html

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Artigo: Diretas para sair da crise, por Zarattini

Em artigo publicado no jornal O Globo de hoje (08/06), o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), destaca que nunca, em tempos recentes, um governo teve tão baixa aprovação. O parlamentar avalia que Temer cometeu crime de responsabilidade e quebra de decoro, e a única saída para o País é a eleição direta para presidente da República, deputados e senadores.

O Brasil vive dias trágicos e impregnados de desilusão. O governo ilegítimo Temer, envolvido em denúncias de corrupção comprovadas por malas de dinheiro e gravações comprometedoras, leva o país para o buraco. Adotou política econômica elitista e ortodoxa desastrosa, com mais de 14,3 milhões de desempregados. Ao mesmo tempo, promove a destruição de direitos sociais e econômicos e a desnacionalização da economia, com entrega irresponsável de riquezas nacionais a grupos estrangeiros, como o pré-sal.

É uma sucessão de equívocos e escândalos que condenam o Brasil a ser um país periférico, verdadeira república bananeira. Nunca, em tempos recentes, um governo teve tão baixa aprovação. É a primeira vez que um presidente, no exercício do cargo, é investigado pela Polícia Federal.

Milhares de empresas faliram, há uma recessão a perder de vista. Esse quadro não mudará com a atual política econômica. Para sair disso, é preciso eleições diretas, para presidente e o Congresso, a fim de se garantir legitimidade e governabilidade que assegurem a implementação de um programa que tire o país da crise e traga paz à sociedade, conflagrada diante da ilegitimidade do atual governo. Temer não tem mais condições de governar.

                           


É necessário haver boa vontade de todos as correntes políticas e ideológicas para estabelecer uma plataforma mínima, que garanta crescimento com distribuição de renda e justiça social. Não se pode, contudo, abrir mão de direitos históricos, como aposentadoria pela Previdência pública e direitos trabalhistas. Tampouco a preservação dos interesses nacionais, num momento em que o mundo reforça a importância da soberania nacional na economia globalizada.

O substituto de Temer deve ser escolhido em eleições diretas. Defendemos a preservação de conquistas como a política de conteúdo local para o setor de petróleo e gás, o reforço à Petrobras e a valorização do pré-sal, ao contrário do que o governo faz. Não podemos abrir mão da capacidade de definir nosso destino como nação. Não podemos nos tornar um país menor, reforçando complexo de inferioridade que parte da elite tenta inculcar nos brasileiros, num país com riquezas naturais e humanas gigantescas.

O desafio está lançado. Para o PT, eleições diretas são o caminho para superarmos a crise atual. Um processo eleitoral amplo, democrático e sem financiamento empresarial suscitará debate sobre os rumos que queremos para o país, com compromissos programáticos de quem for eleito, quiçá sob a égide de uma reforma política e eleitoral que corrija as atuais distorções, responsáveis por escândalos e a crescente decepção da população com a política. Diretas para o Executivo federal e o Congresso significam reforço à democracia e uma barreira à atual blitzkrieg contra os interesses coletivos e conquistas de décadas.

Temer cometeu crime de responsabilidade e quebra de decoro ao receber na calada da noite o empresário Joesley Batista, dono da JBS e investigado na Lava-Jato. O Palácio do Planalto tenta transparecer um falso clima de normalidade, quando, na verdade, vive a continuação de uma farsa que está atrasando o Brasil e prejudicando o povo brasileiro. O Congresso não pode continuar fingindo que nada acontece. A saída passa pelo voto do povo. Esse é o leito natural da democracia no Brasil. Eleições diretas, livres e democráticas para deputados, senadores e presidente.

Artigo do jornal O Globo: https://oglobo.globo.com/opiniao/diretas-para-sair-da-crise-21447920?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

Foto: Lucio Bernardo Jr.

Artigo: “Diretas Já, o caminho para o Brasil sair da crise econômica e política

Em artigo, o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), analisa o 6º Congresso Nacional do PT, ocorrido no último final de semana, em Brasília e a decisão pelo apoio às Diretas Já. “O nosso partido mostrou unidade, saiu fortalecido de Norte a Sul, nas pequenas e médias cidades, pronto para engrossar as fileiras de uma grande movimento nacional cívico e popular, suprapartidário, para a realização de eleições Diretas Já e nenhum direito a menos. O presidente ilegítimo Michel Temer, tragado por denúncias de corrupção e em um permanente imobilismo que tem levado o País ao buraco, tem que renunciar, já não tem condições de governar”, diz o texto publicado no Blog do Noblat. Leia a íntegra:

“Diretas Já, o caminho para o Brasil sair da crise econômica e política"

Diretas Já! O apoio à eleição direta de um novo presidente da República é uma das principais decisões tomadas durante o 6º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado semana passada, em Brasília. Além de eleger a primeira mulher presidenta nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o partido deu mostras de vitalidade e de respeito à diversidade, deixando claro que tem propostas para o Brasil sair da atual crise econômica, financeira e social, provocada por um governo ilegítimo contagiado por denúncias de corrupção e preso a uma agenda neoliberal que todo o mundo já viu que é desastrosa.

A saída passa pelas Diretas Já. E o Partido dos Trabalhadores une-se a outros segmentos da sociedade brasileira para a eleição de um novo presidente da República. O nosso partido mostrou unidade, saiu fortalecido de Norte a Sul, nas pequenas e médias cidades, pronto para engrossar as fileiras de uma grande movimento nacional cívico e popular, suprapartidário, para a realização de eleições Diretas Já e nenhum direito a menos. O presidente ilegítimo Michel Temer, tragado por denúncias de corrupção e em um permanente imobilismo que tem levado o País ao buraco, tem que renunciar, já não tem condições de governar.



Faltam a Temer legitimidade e capacidade de governar. Só acenar ao chamado mercado, agradando aos setores financeiro e ao capital estrangeiro, além de segmentos mais reacionários da sociedade que lhe dão apoio no Congresso, não é suficiente para tirar o Brasil da crise. Como destacou a presidenta legítima Dilma Rousseff, no Congresso do PT, a razão do golpe parlamentar de 2016 foi enquadrar o Brasil em todas as suas relações, a partir de uma visão neoliberal, nos aspectos econômicos, políticos, sociais e geopolíticos. É este o pano de fundo que move as reformas atuais que o povo brasileiro não chancelou nas urnas, em 2014.

O povo quer um governo que não retire direitos, impulsione a economia, com geração de empregos e renda, combata as disparidades sociais e regionais e defenda os interesses nacionais. Foi esse o recado que o ex-presidente Lula deu aos delegados do partido. A necessidade de despertar, de novo, a esperança no povo brasileiro.

As manifestações suprapartidárias ocorridas nos dois últimos fins de semana, no Rio e em São Paulo, com mais de 100 mil pessoas em cada uma, demonstram que a população quer eleger um presidente. São manifestações em todos os lugares, de movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs que demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

Nesse sentido, é de vital importância a criação da Frente Ampla Nacional em Defesa das Diretas Já, ocorrida na segunda-feira (5), em Brasília. Com mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, a Frente vai atuar para uma mobilização popular em todo o território nacional. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

Fora Temer! Diretas já! E nenhum direito a menos!”

Artigo publicado originalmente no Blog do Noblat em 7 de junho de 2017: http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/06/diretas-ja-o-caminho-para-o-brasil-sair-da-crise-economica-e-politica.html

Foto: Gustavo Bezerra

PT vai ao STF contra “toma lá, dá cá” de Temer

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), denunciou na quarta-feira (7), no plenário da Câmara, que o governo ilegítimo tem praticado uma verdadeira farra com o orçamento federal, privilegiando a liberação de emendas parlamentares de execução obrigatória para a sua base no Congresso, em troca de apoio. A bancada vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal por considerar que o governo golpista está agindo de forma inconstitucional, ao discriminar a oposição.

Segundo Zarattini, a base de apoio de Temer tem recebido recursos em volumes até dez vezes superiores aos destinados à oposição. Trata-se de um verdadeiro toma lá, dá cá, para obter a aprovação de medidas que destroem direitos da população e permitem a entrega de riquezas nacionais a grupos privados nacionais e estrangeiros, denunciou Zarattini.

                                      

Zarattini informou que nos últimos 45 dias, por exemplo, o governo liberou em média, aos parlamentares do PSC, R$ 2,4 milhões e, para o PMDB, um total de R$ 1,59 milhão. Para o PP, foram 1,57 milhão; ao PSD, R$ 1,44 milhão. “Porém, para o PT a média da liberação de emendas impositivas (obrigatórias) foi de R$ 243 mil, para o PDT, R$ 255 mil e, para o PCdoB, R$ 234 mil”, informou Zarattini.

“O governo Temer tenta sobreviver a qualquer custo e comete todo o tipo de ilegalidade, como a liberação de recursos de forma inconstitucional”, disse o líder do PT.

DIRETAS JÁ
– No entendimento de Zarattini, a prática de Temer só mostra que o governo ilegítimo age com todos os instrumentos, à margem da Constituição, para conseguir aprovar matérias no Congresso como parte do pagamento do golpe que tirou Dilma do poder, como é o caso das reformas trabalhista e da Previdência. Para Zarattini, Temer já esgotou sua capacidade de governar e deve renunciar ao cargo, abrindo caminho para a convocação de eleições diretas.

O líder do PT observou que pesquisas comprovam que 90% da população quer eleições diretas. Ele lembrou que a crise atual – com 14,3 milhões de desempregados – e todas as medidas antipovo adotadas por Temer levaram o governo ilegítimo a ter o maior índice de rejeição da história recente do País. “Só 3% da população aprova Temer. Está na hora de o governo puxar o carro e ir pra casa, queremos diretas já!”, afirmou Zarattini.

O parlamentar disse também que a Bancada do PT, mesmo tendo ressalvas à atuação de certos integrantes do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário, não vai apoiar retaliações a essas instituições articuladas pela base de apoio de Temer no Congresso, por causa das ações que mostram o envolvimento do presidente golpista com corrupção. Segundo Zarattini, é preciso corrigir abusos eventualmente cometidos por agentes de Estado, mas a partir de um esforço maior que recupere a credibilidade de todas as instituições, a começar do Executivo Federal, com eleições diretas.


Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

“Só tem uma saída: o Temer sair”, diz Zarattini

O líder do PT, Carlos Zarattini (SP), participou, nesta segunda-feira (5), de reunião em Brasília, que criou a Frente Ampla pelas Eleições Diretas. Mais de 50 entidades ligadas aos movimentos sociais, entre elas, as Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, CUT, CTB, CSB, UGT, Força Sindical, Contag, MST, UNE e Anamatra, assinaram o manifesto pela criação da Frente. Zarattini avalia que a luta pelas diretas tende “a engrossar muito, uma vez que o governo de Michel Temer não consegue mais sair do atoleiro”.

Conforme o líder petista, a situação política de Temer só piora. “Agora, de fato, assistimos a crise se agudizar, com a possibilidade de novas provas, inclusive de indiciamento de Temer, e que pode resultar na antecipação de um processo de impeachment no Congresso”, aponta. Para o deputado, o governo não consegue mostrar uma política que apresente esperança ao povo. O parlamentar lembrou da pesquisa divulgada nesta segunda, em que o grau de rejeição de Temer chega a 93%, e apenas 3% de aprovação. “Só tem uma saída: o Temer sair”, recomenda Zarattini. Segundo o líder, as eleições diretas é o melhor caminho para a retomada da normalidade no País.

                             

Na próxima quarta-feira (7). haverá o lançamento da Frente Parlamentar Mista pelas Diretas Já, que reunirá além de os partidos de oposição, outros parlamentares descontentes com o governo e, que, passaram a apoiar as eleições diretas.

Sobre a greve geral marcada para o dia 30 deste mês, Zarattini destaca que as lutas contra as reformas Trabalhista e da Previdência receberão também o reforço das centrais sindicais nas mobilizações pelas Diretas Já!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Petistas tentam barrar privatização de satélite Geoestacionário

O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) e a deputada Margarida Salomão (PT-MG) entregaram nesta terça-feira (6) uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a privatização do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Os parlamentares foram recebidos pelo presidente do tribunal, ministro Raimundo Carreiro.

Em abril, uma representação com mesmo teor foi entregue ao Ministério Público Federal (MPF). Deputados e Senadores de outros partidos também assinam os dois documentos, além de entidades representativas da sociedade civil em defesa da democratização da comunicação.

Idealizado pelos Governos Lula e Dilma para massificar o acesso à banda larga e promover a inclusão digital, agora o caráter público do SGDC será abandonado e grandes operadoras de telecomunicação se beneficiarão, sem exigência de qualquer meta de universalização ou preço mínimo de venda.


O projeto teve investimento de mais de R$ 2 bilhões para levar banda larga às escolas, postos de saúde, hospitais, postos de fronteira, especialmente na região amazônica e em outras regiões de baixa densidade demográfica, promovendo um preço mais acessível por meio da mediação de pequenos provedores.

Porém, a chegada de Michel Temer à Presidência da República trouxe profundas alterações no caráter público do projeto. Neste novo modelo, o edital de privatização da capacidade em banda Ka do satélite lançado pela Telebrás em março deixa inúmeras brechas e dúvidas sobre o processo e possui irregularidades, que são questionadas pela parlamentar.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite brasileiro foi lançado ao espaço no último dia 5 de maio, ele ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos. O SGDC é o único satélite de alta capacidade em banda Ka com cobertura totalmente nacional.

O satélite terá dois centros de controle (em Brasília e no Rio de Janeiro), além de contar com cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campo Grande e Salvador. As operações devem começar no segundo semestre de 2017.


terça-feira, 30 de maio de 2017

Artigo: Artigo: Um novo modelo econômico para o Brasil

Em um momento de turbulência institucional, diante da iminência de afastamento do presidente ilegítimo Michel Temer- denunciado por crime de responsabilidade e obstrução da Justiça – retoma-se o debate sobre caminhos para a superação da grave crise econômica por que passa o Brasil.

O primeiro passo é a convocação de eleições diretas o mais rápido possível. Só um governo legítimo conseguirá implementar políticas públicas que levem o Brasil de novo à rota do desenvolvimento.

Temer já não tem condições de governar e ainda patrocina modelo econômico ortodoxo avesso ao crescimento econômico e à justiça social. Temer comete ataques diários aos direitos do povo brasileiro, com reformas que são verdadeiros atentados à população, como o desmonte da legislação trabalhista e da Previdência.

Desmantelamento - Diante do quadro catastrófico da economia brasileira – desemprego recorde e sem qualquer perspectiva de melhora, com uma recessão histórica agravada por medidas como a entrega de riquezas nacionais a grupos estrangeiros a preço de banana e o desmantelamento do Estado nacional — é preciso adotar medidas completamente opostas ao modelo de Michel Temer.

As Bancadas do PT na Câmara e no Senado elaboraram um conjunto de propostas para tirar o Brasil do atual atoleiro. Foram apresentadas em abril, no seminário “Estratégias para a Economia Brasileira – Desenvolvimento, Soberania e Inclusão”, em Brasília, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

São propostas que vão na contramão das medidas ortodoxas de Temer e Henrique Meirelles. O trabalho é focado em seis eixos centrais, a partir da perspectiva de que o Estado tem papel fundamental como indutor do desenvolvimento, com investimentos públicos em setores estratégicos e sem retirada de direitos do povo.

Nosso país é rico, com grandes recursos naturais e humanos, e tem plenas condições de dar a volta por cima. São seis os pontos que norteiam a proposta das duas bancadas do PT:

1) defender os direitos e as conquistas sociais e econômicas da população; 2) fortalecer as empresas brasileiras; 3)recuperar a capacidade de investimento do Estado; 4) retomar os investimentos em infraestrutura; 5) recuperar o papel da Petrobras; 6) aplicar uma nova política monetária, com redução dos juros.

Sabotagem - O modelo adotado pelo atual governo, baseado na cartilha neoliberal dos anos de 1990, até o próprio FMI já mostrou ser ineficaz e injusto. A crise atual no Brasil surgiu como consequência de crise internacional, na esteira da crise financeira mundial de 2008/9, mas também em decorrência de uma sabotagem política dos perdedores das eleições de 2014, o que levou ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff sem que tivesse cometido nenhum crime, a não ser as chamadas pedadalas fiscais, que vão cair no anedotário da história.

O Brasil precisa estimular a reindustrialização, incentivando o desenvolvimento tecnológico e as exportações, com uma política cambial realista. Mais exportações, mais renda e empregos. O corte dos juros é outro desafio- não há economia que resista ao rentismo atrelado à mais alta taxa de juros do mundo. O Brasil precisa recuperar o papel estratégico do BNDES, hoje colocado pelo atual governo em segundo plano, com o objetivo claro de até fechar um dos maiores bancos de fomento do planeta.

O mercado interno brasileiro é de grande potencial, e deve ser explorado ao máximo, como fizeram os governos dos PT a partir de 2003. Como o próprio ex-presidente Lula frisa sempre, os mais humildes não são problema, são a solução. Com crédito para as camadas mais desfavorecidas, há impulso às compras e, por consequência, das atividades das empresas. A economia deve ser incrementada com a retomada dos investimentos nos serviços públicos. Os investimentos do Estado, em qualquer lugar do mundo, até nos países mais liberais, como os EUA, são estratégicos.

                                


Qualquer retomada do crescimento econômico do Brasil passa pela politica de aumentos reais do salário mínimo, a volta dos programas de estímulo à construção civil, como o Minha Casa, Minha Vida, o fortalecimento dos bancos públicos, a ampliação das parcerias do Brasil com países em desenvolvimento e a integração com os países sul-americanos.

Combater a sonegação fiscal, instituir um sistema de tributação progressiva, estimular os setores de alta tecnologia, valorizar a política industrial de conteúdo local e ter o pré-sal como fonte de riqueza para assegurar um futuro melhor para todos os brasileiros, tudo isso faz parte das propostas das bancadas do PT na Câmara e no Senado.

Por fim, é preciso fortalecer a Petrobras, empresa que está sendo destruída pelo atual governo, com a venda de seus ativos a preço de banana para grupos estrangeiros. A Petrobras tem papel estratégico e precisa ser salva, impedindo-se e revertendo-se sua fragmentação, destruição e privatização. É preciso restabelecer os planos de investimento da estatal, concluir as obras paradas, especialmente plataformas e refinarias. Outro desafio é fortalecer a política de conteúdo nacional e regional e de compras da Petrobras.

O PT já governou o Brasil e sabe como gerar emprego e renda- e sem destruir direitos. É preciso estimular a produção e implementar um projeto de longo prazo e autossustentável para o País, com justiça social, combate às desigualdades regionais e respeito à soberania nacional.

Artigo do líder do partido na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), publicado no Site Poder 360:

www.poder360.com.br/opiniao/opiniao/solucao-para-economia-e-o-contrario-do-que-prega-o-presidente-ilegitimowww.poder360.com.br/opiniao/opiniao/solucao-para-economia-e-o-contrario-do-que-prega-o-presidente-ilegitimo

Artigo: Eleição geral é a única solução para crise política e social

Mesmo diante da sua desmoralização política e pessoal, Michel Temer insiste em permanecer no cargo. E a cada dia que continua no comando do País a crise política, econômica e social se intensifica. É um governo ilegítimo, antinacional e antipopular que não reúne mais condições de continuar gerindo o País e nem de resolver os graves problemas enfrentados pelo povo brasileiro. 

Temer cometeu crime de responsabilidade e quebra de decoro ao receber na calada da noite o empresário Joesley Batista, dono da JBS e investigado na Operação Lava Jato. Segundo o Supremo Tribunal Federal, há indícios de crimes de corrupção e obstrução da Justiça. Diante da gravidade dessas acusações, a saída mais honrosa e rápida é a renúncia. Na Câmara dos Deputados, 13 pedidos de impeachment já foram apresentados e aguardam deliberação do presidente da Casa.

Apesar de enfrentar uma avalanche de denúncias de corrupção e a acusação de obstrução da Justiça, Temer quer impor uma agenda de retrocessos. Quer aprovar sem discutir com a sociedade — atendendo só o capital financeiro e o empresariado — as reformas previdenciária e trabalhista. Quem empurrar uma política econômica de arrocho para o povo e de medidas favoráveis ao capital financeiro e estrangeiro.

Outra trapalhada autoritária desse governo foi a decisão, na última semana, em meio aos maiores protestos contra seu governo, de editar e imediatamente revogar ato que autorizou o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios, por completa condenação da sociedade.



Submeter o movimento social e sindical a uma repressão brutal é uma decisão antidemocrática que busca na realidade impedir que outras manifestações ocorram. E temos dito que nosso País caminha para uma ditadura, uma ditadura cujas consequências serão nefastas não só para o movimento de oposição, mas para a democracia. Um governante que não suporta uma manifestação não tem condições de continuar no cargo em uma democracia.

A manifestação do último dia 24 de maio, reprimida com violência pela polícia, reuniu mais de 150 mil pessoas nas ruas de Brasília. Foi uma manifestação histórica que demonstrou toda a insatisfação da população com o governo Temer diante das denúncias e das medidas de arrocho e retiradas de direitos dos trabalhadores.

É por isso que o Partido dos Trabalhadores já discute lançar a sugestão de eleições gerais. Ou seja, antecipar por completo as eleições de 2018 para todos os cargos.

Eleições diretas, livres e democráticas para deputados, senadores e presidente da República! Uma forma de pacificar o País e acabar com a crise política. E também de garantir ao eleitor o direto de escolher o quem governará o Brasil. Essa crise está nos levando ao empobrecimento e ao aumento do desemprego.

O governo de Michel Temer é sinônimo de retrocessos e de crimes de lesa-pátria. Digo isso com a convicção que sua permanência vai intensificar a crise política, econômica e social. Só a convocação de uma eleição democrática permitirá a retomada do crescimento e do desenvolvimento.

Artigo do líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), publicado no Blog do Noblat O Globo: http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/05/eleicao-geral-e-unica-solucao-para-crise-politica-e-social.html?loginPiano=true

"Este é um governo de patetas”, diz Zarattini

O deputado Carlos Zaratini classificou nesta quinta-feira, 25, o governo de Michel Temer como um "governo de patetas", ao criticar a edição, e sua posterior revogação, do decreto que determinava o uso do Exército nas ruas de Brasília, num ato que praticamente pôs a cidade em estado de sítio.

"Além de ilegítimo, anti-nacional e anti-popular, é um governo de patetas. O presidente da Câmara pede um reforço da Segurança e ele faz um decreto de GLO [Garantia de Lei e de Ordem]. Ele sequer consulta o governador do Distrito Federal, porque quem tem que dizer que não tem condições de conter o tumulto é o GDF", disse Zarattini ao 247.

                           
                          


O deputado lembrou que o GDF não se manifestou solicitando reforço na Segurança. "E depois, menos de 24 horas, ele revoga o decreto, que era para valer por uma semana. Então é um governo de patetas, de pessoas sem nenhuma capacidade, sem nenhum apreço com a legislação nacional, com o pacto federativo e da separação dos Poderes", critica o líder petista. "É um governo que realmente já acabou."

A medida controversa de Michel Temer também repercutiu no Senado. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que Temer tentou se aproveitar do momento de tensão para passar uma impressão de ordem e de força, e por isso decretou o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança nas ruas de Brasília. "Foi mais uma trapalhada de um governo sem rumo que tentou ali surfar num discurso de ordem e que está junto das Forças Armadas, mas o que houve foi isso. As Forças Armadas disseram: 'olha, calma aí. Essa não é uma situação para ser editado um decreto como esse'", afirmou.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a revogação do decreto só comprova que Michel Temer errou. "Classifico como intempestiva, inadquada. Um excesso em um momento de grade instabilidade institucional", afirmou.