terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Segredo de Justiça nas delações é estratégia para preservar aliados do golpe e desgastar Lula

Num universo de 77 delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, a grande imprensa continua pinçando supostos fatos em vazamentos ilegais para seguir com a estratégia de desgastar a imagem do ex-presidente Lula. Desta vez, o jornal O Valor destacou em sua edição desta segunda-feira (13) suposições sobre a compra de um terreno onde seria construída uma nova sede para o Instituto Lula. Muito embora seja ato ilegal, vazar delações sigilosas se transformou em prática corriqueira da mídia, o que demonstra que o segredo de Justiça é apenas mais uma artimanha para resguardar aliados e atacar desafetos, já que na prática o vazamento é seletivo.
O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), além de pontuar que todo vazamento é condenável, independentemente do alvo, avaliou que esse episódio é mais um reflexo da ação coordenada entre quem vaza as informações e quem as publica. “É bom lembrar que várias matérias baseadas em dados vazados já foram desmentidas inúmeras vezes, principalmente nos processos contra o Lula. O que aconteceu? Muitas denúncias foram feitas, como a do apartamento e a do sítio, mas todas elas estão caindo por terra, porque foram vazamentos que não se sustentaram no momento da materialização das provas”, afirmou Zarattini.
Sem provas, o texto do jornal Valor faz rodeios em suposições evasivas: um executivo que ouviu de outro executivo sobre o interesse em um terreno, que teria sido comprado para abrigar uma construção que sequer foi erguida. Para além de se basear num vazamento de delação, sem que haja materialidade do que está sendo dito, o jornal consegue ir além na habilidade de tergiversar sobre o tema. Simplesmente antecipa o que testemunhas ainda vão dizer em juízo sobre o assunto. Ou seja, deixou de ser jornalismo para virar futurologia.
O jornal usa frases como “o Valor apurou que algumas delas [testemunhas] vão relatar [ao juiz Sérgio Moro] que o terreno...”. Em suma, é romper com as bases do jornalismo, já que, para reforçar uma tese que incrimina alguém, a realidade deixa matéria-prima para a notícia, passando a ganhar força o que nem aconteceu, mas que poderá acontecer. Em outro trecho, o jornal afirma: “testemunhas também devem dizer que o negócio não foi pra frente porque...”, antecipando mais uma vez o futuro.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o sigilo das delações deve ser imediatamente derrubado, para evitar o que já está acontecendo há muito tempo: os vazamentos seletivos. “Acabar o sigilo seria acabar com a manipulação do Ministério Público, já que o segredo de Justiça tem se prestado unicamente à manipulação dos órgãos de Justiça. É preciso exigir total transparência dessas informações, pedindo o fim do segredo”, defendeu o parlamentar.
Em nota, o Instituto Lula contestou a matéria, lamentando que parte da imprensa continue recorrendo a vazamentos ilegais para dar seguimento à “tarefa de gerar manchetes contra Lula”, mesmo que, para isso, tenha “de recorrer ao ‘ouvi dizer’ e a documentos sem comprovação”. O instituto também aponta erros factuais acerca da agenda de audiências do processo. Isso porque o processo em questão ainda não está na fase de audiências com o juiz Sérgio Moro. Ou seja, dizer que testemunhas estão prestes a falar em juízo foi “mais um erro primário e grosseiro do jornal”.
Por fim, a contradita ao jornal feita pelo Instituto Lula mostra qual tem sido o desfecho de todos os vazamentos que serviram como mote à espetacularização de fatos negativos a Lula. “As acusações trazidas por delações vazadas com estardalhaço para parte da imprensa brasileira não têm se confirmado nos depoimentos desses mesmos delatores. Todos os ouvidos até agora afirmaram, frente ao juiz, não ter conhecimento de qualquer ilegalidade ou vantagem indevida obtida pelo ex-presidente Lula”.
PT na Câmara

Zarattini repudia ação e lembra acusações infundadas contra o PT

O Brasil assiste estarrecido a mais uma faceta do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer. Conhecido internacionalmente como aquele que protege e blinda o seu staff denunciado na Operação Lava Jato, desta vez, entrou em cena a figura do censor. As vítimas da censura do Palácio do Planalto são, justamente, setores da imprensa, um dos tripés que sustentou o golpe de 2016: Folha de São Paulo e O Globo. Ambos foram impedidos pela justiça brasileira de divulgar matérias que revelam diálogo comprometedor entre um hacker e a primeira-dama Marcela Temer.
Ao comentar a censura, o líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), repeliu a nova prática adotada pelo governo ilegítimo e lembrou que a mídia que sempre afagou o golpista, sentiu agora o peso pesado desse afago.
“A Folha de São Paulo e O Globo, que sempre atacaram nosso governo, dizendo que era um governo que iria promover o controle da mídia, foram agora alvos exatamente de um controle exercido por um governo que eles apoiaram e apoiam sem restrições”, alfinetou Zarattini.
“Repudiamos esse ato do presidente da República e consideramos um crime contra a liberdade de imprensa no nosso país”, rechaçou Zarattini. Ele ainda observou que desde a sua fundação, o Partido dos Trabalhadores traz como uma de suas grandes marcas a defesa da democracia e o combate à censura.
O líder petista ainda se mostrou estarrecido com mais esse desmando promovido por aqueles que tomaram de assalto o Palácio do Planalto. Para ele, Michel Temer adotou uma medida “estranha” ao permitir que o seu secretário da Casa Civil (Gustavo do Vale Rocha) fizesse uma ação para impedir que esses órgãos de imprensa divulguem informações relevantes para que a população conheça ainda mais seus atos. “Esses dados são importantes porque demonstram uma atuação escusa do presidente da República”, observou.
O argumento usado pelo departamento jurídico da Casa Civil da Presidência da República – foi que, a divulgação do conteúdo incorreria em uma séria “conduta criminosa e atentatória de direitos fundamentais”. Ainda, para o Palácio do Planalto, a Folha e O Globo não atentaram para esse fator, e que a divulgação tinha como objetivo “aumentar o número de acesso a seus sites e venda de suas edições impressas”.
Benildes Rodrigues

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PT inicia série de debates para alertar sociedade e barrar o desmonte da previdência

Terá início nesta quinta-feira (9), com seminário na Câmara dos Deputados, o ciclo de debates “O desmonte da previdência pública brasileira”, promovido pela Bancada do PT no Congresso Nacional com o objetivo de informar a sociedade a respeito da gravidade do ataque à previdência social e mobilizá-la para barrar a proposta de reforma do setor, que tramita na forma da PEC 287/2016.
A abertura do evento, marcada para as 9h30, será feita pelo líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Os expositores convidados deste primeiro debate – “Fortalecer a Previdência social” – serão Leonardo Rolim Guimarães, que foi secretário de Políticas de Previdência Social do governo Dilma Rousseff, e Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na próxima quinta-feira (16) o tema será “Nenhum direito a menos na Previdência” e os convidados serão a economia Laura Tavares, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Carlos Eduardo Gabas, que foi ministro da Previdência Social nos governos Lula e Dilma.

“Não vamos dar trégua na luta para barrar essa reforma, que na verdade é um desmonte completo da previdência social, e esses debates serão fundamentais para que possamos informar e mobilizar a sociedade para essa batalha”, afirmou Zarattini.
O evento da quinta-feira ocorrerá no plenário 1 da Câmara, no anexo II, e será transmitido ao vivo pelo portal E-Democracia (https://edemocracia.camara.leg.br/audiencias) e pelo Facebook do PT na Câmara (www.fb.com/ptnacamara). Através das plataformas, os internautas poderão enviar perguntas sobre o tema aos palestrantes e parlamentares.
No dia 9 de março, também em Brasília, será realizado um seminário destinado a parlamentares e gestores petistas: vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos e governadores serão convidados.
Rogério Tomaz Jr.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Indicação de Alexandre de Moraes para o STF é ação do governo para se proteger na Lava Jato, denunciam petistas

A indicação do atual ministro da Justiça do governo golpista, Alexandre de Moraes, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a morte de Teori Zavascki foi duramente criticada por parlamentares do PT. O anúncio da indicação de Moraes, que terá que passar por sabatina no Senado, foi feito nesta segunda-feira (6).
Para o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o objetivo do presidente ilegítimo Michel Temer é proteger o seu governo em eventuais julgamentos que envolverem quadros pertencentes a ele. “Não concordamos que um ministro do próprio governo, filiado a um partido da base [PSDB], seja indicado para compor o STF quando se sabe que vários membros desse governo estão sob investigação e possivelmente serão julgados pela mesma corte”, afirmou Zarattini, que acredita haver nomes mais adequados e preparados para o cargo.
“Existem inúmeros juristas com melhores condições, com experiência, com conhecimento jurídico e, acima de tudo, com isenção para assumir esta vaga”, argumentou o líder petista.
Em sua conta no Twitter, o deputado Afonso Florence (PT-BA) chamou de “escândalo” a notícia. “Alexandre Moraes para o STF? É um escândalo! Sua militância advocatícia pregressa, sua incompetência manifesta no ministério. É golpe mesmo”, escreveu Florence, que foi líder da bancada em 2016.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse ser “preocupante” a indicação. Para Humberto, a escolha de Moraes é “ruim para o País” e atende a “interesses políticos” do governo. “Como ministro, por mais de uma vez, Alexandre de Moraes deu demonstrações de não conseguir gerir a segurança pública brasileira. Foi assim quando estourou a crise penitenciária, que acabou com mais de 100 mortes nos presídios brasileiros, cidades sitiadas e muita dor e sofrimento para centenas de famílias. Como alguém que fracassou na segurança vai ser indicado para o Supremo?”, questionou o senador.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) considera um “escárnio” e uma “vergonha” a escolha de Moraes para o Supremo. “Moraes é indicação viciadíssima. Não tem estofo. Está indo para ser instrumento de blindagem de gente do governo Temer. Muito fraco no MJ”, publicou no Twitter a parlamentar gaúcha.
Outro representante do Rio Grande do Sul, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), conclamou a sociedade a impedir a concretização deste ato. “O nome de Alexandre de Moraes é tentativa do governo ilegítimo de Temer escalar aliado para proteger integrantes do seu governo citados na Lava Jato. A sociedade brasileira deve ficar atenta e mobilizada para impedir mais este ataque à nossa democracia”, disse Fontana, também no Twitter.
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), em sua página no Facebook, chamou de “imoralidade” a decisão de Temer. “O ministro que deveria ter sido demitido pela sua omissão e irresponsabilidade nas rebeliões em Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte, ainda será o relator da Lava-Jato, ação que tem o seu chefe (Michel Temer) citado 43 vezes. Além disso, o próprio Alexandre Moraes, em sua tese de doutorado, defendeu que, na indicação ao cargo de ministro do STF, fossem vedados os que exercem cargos de confiança ‘durante o mandato do presidente da República em exercício’ para que se evitasse ‘demonstração de gratidão política’. Vamos à luta! Moraes no STF NÃO!!!”, anunciou Benedita.
“Sem surpresas, né? Alexandre de Moraes, como previsto, é indicado por Temer para o STF. Um filiado do partido da base. E aí? Teremos panelas?”, indagou a deputada Margarida Salomão (PT-MG) no Twitter.
“Temer debocha dos brasileiros com a indicação de Alexandre Moraes (PSDB) para o STF. Mãe Jucah acertando todas as previsões”, ironizou o deputado Chico D’Ângelo (PT-RJ) no Twitter, fazendo referência ao infame áudio do senador Romero Jucá (PMDB-RR) no qual ele cita as medidas necessárias para “estancar a sangria” causada pela Operação Lava-Jato.
“Ao indicar Alexandre de Moraes, Temer demonstra que quer alguém bem próximo para blindar seus amigos enrolados na Lava-Jato”, disse a senadora Ângela Portela (PT-RR) no seu Twitter.
Rogério Tomaz Jr.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PT entra com ação popular contra governo federal por propaganda “ilegal” e “terrorista” sobre reforma da previdência

A Bancada do PT na Câmara protocolou ação popular na Justiça Federal, nesta terça-feira (31), contra a propaganda ilegal do governo golpista de Michel Temer para defender a reforma da previdência que está em tramitação na Câmara sobre a forma da PEC 287/2016. Para o líder do PT, Carlos Zarattini (PT-SP), além de ser ilegal, a propaganda paga tem caráter “terrorista” contra a população.
“Este é o primeiro ato que estamos fazendo contra essa reforma da previdência. O governo está gastando milhões na propaganda enganosa dessa reforma da previdência, uma propaganda intimidatória, que leva medo à população brasileira e que visa pressionar não só a população, com esse terrorismo, como os próprios deputados”, explicou Zarattini.
A peça jurídica se dirige contra o golpista Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, e o Secretário de Comunicação Social da Presidência, Márcio de Freitas Gomes, e pede o cancelamento imediato da veiculação da publicidade. A ação também questiona o “custo total e individualizado por veículo da campanha”, o “custo da produção da campanha” e “todos os gastos efetuados para confecção e distribuição do material publicitário”, bem como pede a condenação dos réus por “todo e qualquer prejuízo que tenha sido ou venha a ser causados ao erário público”.

Segundo o líder petista, “nunca antes na história do País houve uma propaganda [de governo] tão acintosa com objetivos políticos” como esta campanha. “Não há nenhum objetivo de divulgação de políticas governamentais, nenhuma informação útil à população. A partir desta constatação nós estamos entrando com uma ação popular para que imediatamente sejam retiradas essas peças do rádio, da tv, da mídia, exterior, em todos os cantos do País onde elas estão sendo veiculadas”, afirmou Zarattini, ressaltando que “não vai ter trégua na luta contra a reforma da previdência”.
A ação listou “palavras de ordem” que são recorrentemente usadas na campanha para criar “pânico na população através de mensagens subliminares que tem o propósito de convencê-la” sobre a “necessidade de mudanças nas regras previdenciárias”, mas de forma distorcida: “Previdência: Reformar para não acabar”; “Minuto da Previdência: Reformar hoje para garantir o amanhã”; “Seus filhos e Netos merecem ter Previdência”; “Reformar hoje para garantir o amanhã” e “As próximas gerações de brasileiros merecem ter previdência”.
Confira a íntegra da ação popular:
Seminário – O líder anunciou que o PT fará uma grande reunião, no dia 9 de março, em Brasília, para aprofundar a discussão do tema com especialistas e pesquisadores. Serão convidados para o evento todos os deputados federais e estaduais do partido, senadores, vereadores, prefeitos e governadores.
“Vamos iniciar uma grande mobilização para que esta reforma seja derrotada e não imponha tanto sacrifício ao povo brasileiro”, disse o líder.
Rogério Tomaz Jr.
Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

Unanimidade: PT na Câmara define apoio a André Figueiredo (PDT) para presidência da Câmara

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE) para a presidência da Casa. A definição foi anunciada após reunião da bancada, na tarde desta terça-feira (31), em Brasília. A eleição para a escolha do parlamentar que vai comandar a Câmara nos próximos dois anos acontecerá na quinta-feira (2).
Para o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), a decisão representa “um gesto de unidade das forças de oposição, das forças de esquerda na luta por uma Câmara mais democrática”. “Por uma presidência (da Câmara) que respeite o regimento interno, os espaços dos partidos, onde o povo possa vir e ocupar as galerias, porque isso aqui é a Casa do povo”, afirmou.


Perfil André Figueiredo é filiado ao PDT desde 1984, partido do qual é presidente no Ceará e exerce a 1ª vice-presidência nacional. Cumpre seu quarto mandato como deputado federal. Foi secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego no governo Lula de 2007 a 2010. Em outubro de 2015, foi indicado ministro das Comunicações por Dilma Rousseff e ficou no cargo até o afastamento da presidenta eleita, em abril de 2016.
Contra golpistas - Em artigo divulgado no último domingo (29), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu que o partido se aliasse ao PDT, PCdoB, Rede e PSol para as eleições na Câmara e no Senado. Com a decisão divulgada nesta terça, o PT reafirma posição contra os golpistas. “Minha opinião pessoal é que nos unamos aos parlamentares da oposição (PDT, PC do B, Rede e PSol) num bloco a ser encabeçado (a) por alguém deste campo”, disse Rui.

Agência PT de Notícias / Fotos: Lula Marques/Agência PT de Notícias


sábado, 28 de janeiro de 2017

America Latina - repressão política e perseguição judicial a Lula, Cristina Kirchner e Fernando Lugo

Assim como Lula no Brasil, que sofre uma perseguição judicial jamais antes vista, a ex-presidenta Cristina Kirchner, na Argentina, e o ex-presidente Fernando Lugo, no Paraguai, também são vítimas de uma verdadeira “caçada” jurídica que tem por objetivo impedir as suas candidaturas nas próximas eleições presidenciais – Brasil e Paraguai em 2018 e Argentina em 2019.
A repressão policial com seletividade política – obviamente, contra a esquerda – também está ocorrendo em diversos países da América Latina neste momento, como no México e na Argentina, onde líderes populares e movimentos sociais são atacados por forças policiais e judiciais que atuam para defender medidas e governos neoliberais.
Assista ao vídeo no qual o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), explica o que está acontecendo na América Latina neste momento.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Zarattini anuncia forte campanha contra reforma da Previdência proposta por Temer

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), afirmou na quarta-feira (25), que o partido prepara uma série de ações para tentar impedir a aprovação da reforma da Previdência no Congresso e que a oposição ao projeto poderá contar com a participação de bancadas que hoje fazem parte da base aliada do presidente ilegítimo Michel Temer, como o PTB e o Solidariedade.
A crença de Zarattini em uma vitória contra o governo no debate sobre a Previdência se baseia principalmente na forma como o partido atuou com o projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União. “Ganhamos a rejeição ao projeto que arrochava os estados em troca da negociação das dívidas, comandamos a votação e obtivemos o resultado, tanto que Temer teve de vetar um projeto da sua iniciativa. Está aí embasada a ideia de barrar a reforma da Previdência”, disse, em entrevista à TV Estadão, argumentando que o PT não perdeu todas as votações.
O petista afirmou que partidos como o PTB e o Solidariedade, que fazem parte da base de Temer, também devem se opor à reforma da Previdência. “A oposição não é só do PT ou da esquerda, é mais ampla”, declarou. Segundo Zarattini, as ações contra a reforma devem ser desde manifestações de rua até a realização de plenárias e articulações com lideranças religiosas. “Vamos divulgar os malefícios da reforma da Previdência, que é repudiada pela população”, disse.

A ideia, segundo o deputado, é fazer uma contraposição à campanha que o governo tem feito na mídia a favor da reforma. “Estão gastando milhões e milhões, mas é muito difícil mudar a opinião dos brasileiros, que podem perder direitos previdenciários”, afirmou.
Delações - O líder do PT comentou também as delações de executivos da Odebrecht e disse que elas podem causar uma “forte desagregação” no Congresso. Ele disse ainda que tem ocorrido uma criminalização não somente do chamado caixa 2, mas também das doações legais de empresas a parlamentares. “Impedir a relação entre empresários e parlamentares é querer impedir que o sol brilhe de manhã”, afirmou o deputado.
Após a crítica, ele defendeu a regulamentação do lobby no Brasil para dar mais transparência às relações entre empresas e políticos, ao dizer que é natural setores empresariais buscarem ter seus representantes no Congresso. A regulamentação, portanto, serviria para “clarificar quem é quem no Congresso”. Apesar disso, Zarattini se posicionou a favor do fim das doações empresariais em campanha eleitorais e torce para que “elas não voltem mais”.
Ainda sobre as relações entre políticos e empresas, o deputado afirmou que “a cada dia está evidente que o PMDB operou recursos em empresas do governo, não só o Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara), mas também a participação clara e evidente do Renan Calheiros (presidente do Senado) e do próprio presidente Michel Temer”. “É preciso discutir isso.”
Futuro do PT - Sobre o futuro do PT, Zarattini negou que esteja havendo uma maior divisão no partido, depois do processo do impeachment e de derrotas nas eleições municipais. “Há um ano a imprensa falava que 40 deputados iam sair do partido e até agora não saíram. Estamos nos reaproximando, estamos cada vez mais unidos”, afirmou.

Equipe PT na Câmara ,com agências
Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Prioridade do PT é dialogar com PDT e PCdoB para fechar posição sobre eleição na Câmara

Dialogar com o PDT e o PCdoB para uma possível composição da mesa diretora da Câmara dos Deputados é a prioridade da Bancada do PT, que se reuniu nesta terça-feira (24). Essa é a orientação anunciada pelo líder da bancada, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), após a reunião. “Não fechamos uma posição definitiva. Nós vamos procurar o PDT e o PCdoB para dialogar com eles sobre a possível candidatura do deputado André Figueiredo [PDT-CE´]. É uma candidatura que está colocada e nós queremos discutir essa possibilidade”, afirmou Zarattini.

Questionado se a bancada petista tem alguma dúvida quanto à manutenção da candidatura de André Figueiredo, o líder disse que o próprio PDT tem rejeitado isso. “É evidente que tudo indica que a candidatura continue até o dia 2 de fevereiro”, disse.
Zarattini alertou, porém, que será necessário que “se constitua em torno dela um arco de partidos capaz de lhe dar sustentação efetiva”.
O parlamentar afirmou ainda que vai manter conversas com os candidatos à Presidência da Casa, deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Rodrigo Mais (DEM-RJ) no sentido de garantir o respeito ao princípio da representação proporcional das bancadas na composição da mesa, bandeira que vem sendo reafirmada pela bancada petista desde dezembro passado. “Queremos uma mesa que respeite as regras estabelecidas no regimento interno da Câmara, que respeite a democracia interna, que permita que os movimentos sociais e entidades representativas da população possam estar presentes na Câmara dos Deputados para acompanhar os debates políticos, as votações. Vamos continuar dialogando nesse sentido. Essa é a questão fundamental para nós. É o que vamos colocar a todos os candidatos”, sustentou Zarattini, que lidera a segunda maior bancada da Câmara, composta por 58 parlamentares.
O líder informou que a decisão final sobre esse tema será tomada em reunião da bancada marcada para o dia 31 de janeiro.
Benildes Rodrigues

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bancada do PT estranha sigilo em investigação do acidente com Teori e cobra transparência

Em nota assinada pelo líder, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a Bancada do PT na Câmara questionou a decisão judicial que decreta sigilo sobre as investigações do acidente aéreo que vitimou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a bancada petista, “as investigações deste caso devem ser conduzidas de forma independente e cristalina”. Confira a íntegra da nota.

NOTA OFICIAL
INVESTIGAÇÃO COM INDEPENDÊNCIA E TRANSPARÊNCIA
A Bancada do PT na Câmara estranha a decisão do juiz Raffaele Felice Pirro, da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis (RJ), que decretou nesta segunda-feira (23) o sigilo das investigações realizadas pela Polícia Federal a respeito da queda do avião no qual faleceu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava-Jato, Teori Zavascki.
Diante do enorme interesse público sobre o episódio, consideramos imperativo que a apuração deste acidente seja feita com a maior transparência possível.
Considerando o impacto que a substituição do ministro na relatoria da Lava-Jato poderá ter, bem como as inúmeras dúvidas suscitadas e perguntas não respondidas acerca do acidente, entendemos que as investigações deste caso devem ser conduzidas de forma independente e cristalina.
Solicitamos, portanto, que o mencionado juiz reveja a sua decisão, de modo que não seja violado o direito da sociedade brasileira a informações de evidente e indiscutível relevância.
Brasília, DF, 23 de janeiro de 2017.
Dep. Carlos Zarattini (SP)
Líder do PT na Câmara dos Deputados