segunda-feira, 27 de março de 2017

Luta continua: Bancada do PT vai ao STF para barrar projeto da terceirização

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), anunciou nesta sexta-feira (24) que a bancada do partido na Casa vai entrar com um mandado de segurança para sustar a votação, e a efetividade do projeto de lei que libera a terceirização indiscriminada no País (PL 4302/98). A proposta foi enviada ao Congresso pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo o líder, a ação do PT será protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima segunda-feira (27), e vai questionar a forma ilegal como o projeto foi votado no plenário da Câmara. 
“O então presidente Lula, em 2003, tinha solicitado a retirada desse projeto da Câmara, o que na época não foi feito. Nós solicitamos que esse pedido fosse votado agora (antes da votação), mas o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) se recusou a cumprir o regimento”, disse Zarattini.
Na quarta-feira (22), antes do início da votação do projeto da terceirização, o líder e vários outros deputados petistas solicitaram a votação do pedido feito por Lula em 2003. Porém, o presidente da Câmara recusou todos os apelos e comandou o processo de votação que culminou com a aprovação da matéria com 231 votos favoráveis, 188 contrários e oito abstenções.

De acordo com Zarattini, o projeto da terceirização também apresenta outro problema. Segundo ele, a proposta inicialmente tratava apenas de trabalho temporário, mas depois foi incluído o tema da terceirização.
“Já houve julgamentos no STF dando conta de que isso é uma inconstitucionalidade. Portanto, esse projeto tem várias ilegalidades, por isso nós vamos ao STF pedir a suspensão da sua efetividade”, disse.
O líder petista também mandou um aviso aos defensores da proposta da terceirização.
“Nós não consideramos essa batalha encerrada. Vamos caminhar até o último recurso possível para evitar que se concretize esse crime contra os trabalhadores brasileiros”, garantiu Zarattini.
Héber Carvalho

quinta-feira, 23 de março de 2017

Plenário da Câmara vira palco de batalha dos deputados a favor e os contra os trabalhadores do país

A votação em plenário do PL 4302/1998, que precariza as relações de trabalho, nesta quarta-feira (22), transformou o plenário da Câmara em um campo de batalha. De uma lado, os que defendem os direitos dos trabalhadores. De outro, os que apoiam os empresários e a precarização do trabalho. Parlamentares do PT chegaram ao plenário em grupo, carregando vários patos – boias infláveis – numa analogia ao pato da Fiesp, postado em frente ao Congresso Nacional antes do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Partidos de oposição contrários ao projeto também aderiram ao protesto contra a aprovação da matéria. Os patos infláveis carregavam os dizeres: “o pato devorador de direitos”.

O Líder do PT, Carlos Zarattini (SP), criticou duramente a base do governo ilegítimo de Temer pela tentativa de aprovar uma proposta “perniciosa” aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras do país. “Trouxemos o pato devorador dos direitos, o pato da Fiesp, que está promovendo uma verdadeira destruição das leis do trabalho. Sim, porque este projeto representa o fim dos direitos dos trabalhadores. Nós do PT fazemos oposição radical a este projeto, condenamos esta votação. Os direitos dos trabalhadores são inegociáveis”, vaticinou.
Zarattini rebateu as declarações de setores do empresariado de que o projeto vai promover geração de emprego. “Este projeto não vai gerar emprego porque o que gera emprego é aumentar o salário mínimo, aumentar a aposentadoria, dar crédito para micro e pequena empresa. Ao contrário, este projeto é um retrocesso e vai reduzir a renda do trabalhador. Os únicos que vão ganhar são os empresários que vão aumentar a taxa de lucro. Este projeto não é de modernização da economia mas, sim, de retirada de direitos”, disse.

O Líder do PT alertou também que as mulheres serão imensamente prejudicadas com esta proposta. “Este projeto vai fazer com que as mulheres sejam ainda mais discriminadas porque reduz direitos já conquistados em suas lutas. Vejam só, ao fazer a terceirização, o empresário, que não aceita o afastamento da mulher por licença maternidade, vai fazer a contratação temporária e afastará a mulher jovem do mercado de trabalho. Então, as mulheres do Brasil precisam estar atentas para o que está sendo votado nesta Casa”, ressaltou.
“Fiquem atentos, pois o presidente ilegítimo Michel Temer, junto com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, dois golpistas que comandam o país, não têm pena do trabalhador. Muito pelo contrário, o que os golpistas querem é garantir que os empresários possam explorar os trabalhadores e de forma legal. Até porque, este governo golpista impediu a divulgação da lista das empresas que praticam trabalho escravo. Então, eles querem é explorar ainda mais o trabalhador deste país”, criticou o Líder Carlos Zarattini.
Gizele Benitz
Foto: GustavoBezerra/PTnaCâmara 

Bancada do PT votou contra terceirização; veja quem votou a favor

Todos os parlamentares do Partido dos Trabalhadores presentes na Câmara dos Deputados votaram, na quarta-feira (22), contra o projeto de terceirização. O texto permite a terceirização de todas as atividades das empresas e foi aprovado em plenário por 231 votos a favor e 188 contra.
O projeto foi apresentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998 e, em 2003, ao assumir a Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou a retirada do PL. Agora, a base do governo golpista de Michel Temer “ressuscitou” o texto que precariza as relações de trabalho, destrói a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e os direitos dos trabalhadores conquistados ao longo dos anos.

Além dos deputados petistas, também votaram contra o texto os parlamentares de PCdoB, PSOL e Rede. Partidos apoiadores do golpe (PMDB, PSDB e outros) votaram a favor.
Veja lista de como cada deputado votou na sessão da terceirização:

CPI da Carne: Zarattini espera aprofundar investigações que atingiram setor estratégico

Foi protocolado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22) à noite um pedido de instalação de CPI para apurar fatos relacionados à Operação Carne Fraca, desencadeada semana passada pela Polícia Federal. O pedido teve 212 assinaturas e foi protocolado pelo líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), juntamente com os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Ivan Valente (PSOL-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).
No requerimento, os parlamentares afirmam que as investigações da PF apontaram o envolvimento de frigoríficos de diversos tamanhos e lista os crimes identificados na operação, como reaproveitamento de produtos vencidos, entre outros problemas. Os parlamentares ressaltam, ainda, que a Polícia Federal identificou que as empresas investigadas teriam destinado dinheiro para campanhas políticas de partidos como o PMDB e o PP.
Os parlamentares pedem a apuração dos crimes descritos e também a investigação sobre o envolvimento de agentes públicos, incluindo eventualmente políticos. A PF diz que há provas do envolvimento direto do Ministro da Justiça, o deputado federal licenciado Osmar Serraglio (PMDB-PR), com o esquema de fraude na venda de carne desbaratado pela Operação Carne Fraca.
Há suspeita de que ele tenha feito pressão para que não fosse demitido o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, apontado como líder do esquema investigado pela Operação Carne Fraca. Segundo a PF, fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos.   
Crimes - Zarattini reafirmou que “é preciso investigar se efetivamente houve os crimes que a PF apurou, se atingem todo o setor ou se são questões pontuais". O líder informou que o setor de carnes é estratégico para o País: responde por cerca de 40% das exportações mundiais de carne avícola, 20% das de carne bovina e de quase 9% das suínas. Em 2016, o Brasil foi o segundo maior exportador de carne bovina do mundo, perdendo apenas, e por pouco, para a Índia. O setor das carnes foi responsável, apenas em 2016, pela exportação de quase US$ 14 bilhões.
Depois da operação da PF, as cifras despencaram, segundo Zarattini. As exportações de carne caíram de uma média diária de US$ 63 milhões, antes da operação, para US$ 73 mil/dia, mil vezes a menos. Zarattini observou que o setor de carnes estimula uma longa cadeia produtiva que envolve milhões de brasileiros e suas famílias, inclusive de pequenos agricultores e criadores.
Atualmente, estão em funcionamento na Câmara duas CPI’s e o regimento da Casa determina que poderão funcionar simultaneamente até cinco comissões com esta finalidade. Para que seja instalada, a CPI da Carne terá que aguardar o despacho do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) a respeito de outros requerimentos de abertura de CPI’s que estão na fila. No entanto, a comissão poderá ser instalada se for aprovado pelo plenário um projeto de resolução para a sua criação.
PT na Câmara, com agências

terça-feira, 21 de março de 2017

Zarattini defende CPI para investigar Operação Carne Fraca e ingerência política no Ministério da Agricultura

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), destacou hoje (20) a importância da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o que de fato está por trás da Operação Carne Fraca realizada pela Polícia Federal. Segundo ele, é preciso investigar se há irregularidades no Ministério da Agricultura, a possível ingerência política em setores técnicos da Pasta e crimes cometidos por frigoríficos.
O ministro da Justiça, o deputado federal licenciado Osmar Serraglio (PMDB-PR), está diretamente envolvido no caso, segundo informações da PF. Há suspeita de que ele fez pressão para que não fosse demitido o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, apontado como líder do esquema investigado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A operação investiga fraudes em vendas de carne. Segundo a PF, fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos.
"Temos de investigar quais são efetivamente os crimes que a PF apurou, se atinge todo o setor ou se são questões pontuais", declarou Zarattini. O líder observou que graças à “espalhafatosa” operação da PF, vários países anunciam a suspensão da compra de carne brasileira, “jogando por água abaixo um trabalho de décadas para o Brasil ocupar o mercado externo”.
Zarattini observou que o setor de carnes é estratégico para o País: responde por cerca de 40% das exportações mundiais de carne avícola, 20% das de carne bovina e de quase 9% das suínas. Em 2016, o Brasil foi o segundo maior exportador de carne bovina do mundo, perdendo apenas, e por pouco, para a Índia. Também em 2016, o Brasil voltou a ser o maior exportador mundial de carne de aves.

O setor das carnes foi responsável, apenas em 2016, pela exportação de quase US$ 14 bilhões. Na área agrícola, só perde para o complexo da soja. Zarattini observou que o setor de carnes estimula uma longa cadeia produtiva que envolve milhões de brasileiros e suas famílias, inclusive de pequenos agricultores e criadores.
A Bancada do PT já preparou requerimento para a coleta de assinaturas visando a criação da CPI. Segundo o líder, haverá entendimentos com os partidos da oposição e até com os da base do governo (como PSB e PPS), que já anunciaram disposição de fazer a CPI. Para Zarattini, a comissão poderá apurar se houve exageros ou não da Polícia Federal. “Se houve, o que motivou? Por que houve uma operação tão espalhafatosa?”

Terceirização - Zarattini condenou também a decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de pautar para esta terça-feira (21) a votação do projeto da terceirização (PL 4.302/1998), que se constitui “em extermínio de direitos e é totalmente danoso aos trabalhadores”. O líder disse que o projeto estabelece uma terceirização ampla, geral e irrestrita, inclusive no setor público. Entre os retrocessos, ele citou que o trabalho temporário salta dos atuais três meses para nove. “Isso significa que ninguém mais terá direitos trabalhistas, como aviso prévio e outras conquistas, além de haver impacto direto na arrecadação para a Previdência, afetando as aposentadorias”.
O PL regulamenta a terceirização nas esferas privada e pública. A matéria não trata da atividade-fim e não proíbe a contratação para esse tipo de atividade. Cria até a figura da “quarteirização”, já que se passa a admitir que a empresa terceirizada subcontrate outras empresas para contratar, remunerar e dirigir os trabalhos dos seus empregados.
PT na Câmara

Projeto sobre terceirização pode ir a voto e PT defende pressão popular para barrar retrocesso

Após várias conversas com o Presidente Michel Temer nos últimos dias, o Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), destacou na pauta do plenário para esta terça-feira (21) o projeto de lei que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa. O PL 4302/98, que regulamenta a terceirização na atividade fim das empresas tramita em regime de urgência.
De acordo com o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a ideia agora é promover o convencimento de deputados a votar contra o projeto. “Temos que convocar a militância. Temos que ir aos aeroportos, nos estados de origem dos parlamentares que integram o governo, e pressionar para que rejeitem esse PL criminoso.”
O Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, disse que alertou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para o fato de que ele poderá entrar para a história como quem colocou fim a 70 anos de conquista da classe trabalhadora. E a resposta dele foi a de que conhecia a posição da CUT, respeitava, mas não concordava e iria votar o projeto.

Antiga reivindicação dos empresários para afrouxar a legislação trabalhista, o texto aprofunda um cenário nocivo à classe trabalhadora. Segundo o dossiê “Terceirização e Desenvolvimento, uma conta que não fecha”, lançado em fevereiro deste ano pela CUT e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), os terceirizados ganham 25% menos, trabalham quatro horas a mais e ficam 2,7 anos a menos no emprego quando comparados com os contratados diretos.
Favorece ainda situações análogas à escravidão. O documento aponta que, entre 2010 e 2013, entre os 10 maiores resgates de trabalhadores escravizados, nove eram terceirizados.
O PL 4302 foi elaborado durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e sua última tramitação foi no ano de 2002.

PT na Câmara com agências /
Foto: CUT Nacional

Líder do PT alerta para risco do PL 4302 e pede pressão popular: “Pior que a Reforma Trabalhista”

O Líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), em entrevista à imprensa nesta terça-feira (21), alertou para o esforço do Governo Temer para se votar hoje o projeto de lei (PL 4302/1998), que autoriza a terceirização em todos os setores da economia e em todas as funções dentro das empresas. “Esse projeto vai mais além que a Reforma Trabalhista, é muito pior que ela e é fundamental derrota-lo “, recomendou.
Zarattini esclareceu que a terceirização não é permitida na atividade fim. Ou seja, numa empresa de ônibus, o motorista, o cobrador, o mecânico, todos que estão ligados na produção das viagens não podem ser terceirizados. Num banco, o caixa, o tesoureiro e os que estão ligados às atividades do banco, pela legislação atual não podem ser terceirizados.
“O projeto 4302, de 1998, do século passado, foi votado na Câmara, no Senado em 2002 e voltou à Câmara pois foi modificado e está desde 2002 parado. Ressuscitaram esse projeto que permite que as atividade sejam terceirizadas na sua plenitude, inclusive no setor público”, alertou Zarattini.
Zarattini esclareceu que, além da terceirização, esse projeto amplia de três meses para 9 meses o trabalho temporário. “Praticamente todas as empresas vão adotar o trabalho temporário, que não tem fundo de garantia, aviso prévio e benefícios da legislação trabalhista”, disse.


“Temos que lutar muito para que ele seja rejeitado uma vez que é muito grave o que está por vir caso ocorra sua aprovação”. Lembrou o líder que, na Câmara, a base do governo votou no golpe, obtém cargos, emendas, por isso é fiel ao governo. “Mas essa base tem medo do voto popular e está preocupada com as eleições”, considerou. “Por isso é importante mobilização pela internet, pelo Facebook, por e-mails dos gabinetes... tem deputados incorrigíveis, mas outros são da turma do muro. Vamos traze-la para nosso lado”, defendeu.
Sobre a posição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de apressar a votação do projeto, Zarattini lembrou que Maia é ligado aos interesse patronais e quer fazer reforma radical. “Chega ao ponto de defender o fim da justiça do Trabalho, último recurso do trabalhador. Não podemos aceitar”, disse.
Blogueiro - Carlos Zarattini anunciou na entrevista a prisão do blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, numa atitude arbitrária do juiz Sérgio Moro. “Isso por conta de que o blogueiro obteve informação de operações da Polícia Federal e divulgou. Acontece que toda hora vemos a Folha, o Globo, a Veja, vazando informações contra Lula e o PT e nada acontece. Quando um blogueiro ligado ao PT divulga arbitrariedades, o que acontece: ele é preso”, denunciou. Ele anunciou que a Bancada do PT em São Paulo está atuando pela libertação de Guimarães. “Estamos numa luta política violenta no país. A República de Curitiba quer fazer purificação da política em cima do PT. Não admitem o que nosso partido fez para melhorar a vida do povo brasileiro”.
PT na Câmara / Foto: Gustavo Bezerra

segunda-feira, 20 de março de 2017

Zarattini diz que obra do São Francisco só saiu do papel por determinação de Lula

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), participou da caravana dos ex-presidentes Lula e Dilma, que esteve em Monteiro nesse domingo (19) para a inauguração popular da transposição do rio São Francisco. “Uma obra que só saiu do papel por determinação e empenho do presidente Lula!”, enfatizou. Para o líder, foi emocionante ver a felicidade de milhares de pessoas que participaram do evento certos de que a transposição, legado dos governos do PT, mudou a história do Nordeste.
“É uma coisa emocionante, gente de todos os cantos do Nordeste. Aqui está o canal, aqui está o rio Paraíba e as aguas estão se juntando para o bem do povo brasileiro”, acrescentou Zarattini.
Diante de um público estimado em 100 mil pessoas, Lula avisou: “Eles que peçam a Deus para eu não ser candidato, porque, se for, é pra ganhar”. Ele reafirmou sua autoridade sobre a histórica obra, adiada desde Dom Pedro II, que só saiu do papel em seu governo, em 2003. Ao falar, antes de Lula, Dilma ironizou a afirmação do governo Temer de que eles teriam concluído a obra em “apenas” seis meses.
“Tenho muito orgulho de ter tido a coragem de iniciar esse projeto. Se eles têm vergonha, nós não temos”, disse Lula. “Dilma e eu, nós temos orgulho de dizer: somos pai, mãe, irmão, primo, tio e sobrinho da Transposição das águas do São Francisco”, afirmou. “Agora é preciso levar para a água adutora, tratar a água e levar para a torneira”, disse ele, lembrando o compromisso do projeto em irrigar terras para produção em 290 comunidades.

Lula também advertiu aos que querem prejudicá-lo, apontando para as sucessivas acusações sem provas da Operação Lava Jato. “Se querem me prejudicar, pelo amor de Deus, criem vergonha, não prejudiquem 240 milhões de pessoas”, disse ele. “O povo não merece a safadeza de que está sendo vítima”, citando a reforma da Previdência, como um dos ataques. “Vamos nos encontrar em uma eleição direta. É logo ali. No tapetão não”, sinalizou Dilma.
Chapéu alheio - Em nome das senadoras e senadores, o senador Humberto Costa (PE), líder da Oposição no Senado, reafirmou as críticas à tentativa do governo golpista de fazer graça com o chapéu alheio. “Eles diziam que era uma obra faraônica, mas vieram aqui com esse presidente sem voto, com deputados que eram contra a transposição”, denunciou.
Também presente no evento, organizado por um comitê de entidades populares e sindicais, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), destacou o papel histórico de Lula para transformar a transposição em realidade. Em agradecimento, durante o ato público, Lula e Dilma receberam a Medalha Epitácio Pessoa, honraria da Assembleia Legislativa do estado. A proposta dos deputados estaduais Frei Anastácio (PT) e Estela Bezerra (PSB) foi aprovada por 26 votos a zero e cinco abstenções.
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PT na Câmara com PT no Senado/ Foto: https://twitter.com/CarlosZarattini

PT na Câmara quer CPI para aprofundar investigações da Operação Carne Fraca

Em nota assinada pelo líder, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a bancada do PT na Câmara anunciou, nesta sexta-feira (17), que vai coletar assinaturas para criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o esquema desmontado pela Polícia Federal através da Operação Carne Fraca, que realizou uma série de ações ao longo do dia. De acordo com Zarattini, "o Congresso Nacional deve contribuir com as investigações, já que as denúncias afetam diretamente os interesses do País". Confira abaixo a íntegra da nota.

NOTA DA BANCADA DO PT NA CÂMARA

Em razão da gravidade das denúncias levantadas pela Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17) pela Polícia Federal, a Bancada do PT anuncia que, a partir de segunda-feira, começará a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
O Congresso Nacional deve contribuir com as investigações, já que as denúncias afetam diretamente os interesses do País. Em 2016, as exportações de carnes só perderam para a soja e os minerais, nos grandes grupos de commodities. O Brasil detém 40% do mercado mundial da carne de frango, 20% do mercado mundial de carne bovina e 9% do de carne suína.
As denúncias devem ser apuradas com rigor, para evitar danos à imagem do Brasil no exterior e a nossas exportações.
A CPI complementará as investigações, incluindo apuração rigorosa do esquema de propinas com envolvimento de funcionários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e das denúncias de que o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), teria ligações com um dos participantes das irregularidades.

Brasília, 17 de março de 2017
Dep. Carlos Zarattini (PT-SP), líder do partido na Câmara dos Deputados

sexta-feira, 17 de março de 2017

Reforma da Previdência: “O governo está perdendo a guerra na opinião pública”, avalia líder do PT

Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (16), o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), disse acreditar que a pressão da sociedade fará a proposta de reforma da Previdência do governo golpista de Michel Temer ser derrotada. Segundo Zarattini, estão aumentando cada vez mais as manifestações de repúdio à PEC 287/2016, que traz as alterações pretendidas pelo governo.
“O governo está perdendo a guerra na opinião pública. A reforma da Previdência, cada dia mais, está sendo rejeitada pela sociedade porque a população está entendendo, cada dia mais, o que eles estão propondo. E isso vai fazer o governo perder a batalha no plenário”, declarou o líder.
Os atos públicos contra as reformas – a previdenciária e a trabalhista – na quarta-feira (15), segundo Zarattini, demonstram que a população não irá aceitar as mudanças apresentadas pelo governo no final do ano passado. “As manifestações aconteceram não apenas nas capitais e grandes cidades, também aconteceram em pequenas cidades, onde as câmaras municipais vêm aprovando moções de repúdio, onde os vereadores vêm expressando publicamente a rejeição a essa reforma”, argumentou o petista.
No caso da reforma trabalhista, Zarattini acredita que não vai demorar para a sociedade se informar a respeito do seu teor, que “implica na perda de direitos” em relação à jornada de trabalho, férias e outros aspectos da legislação. “A população não sabe ainda que as empresas vão ter uma força muito grande para decidir uma série de direitos do trabalhador. São medidas que não podemos concordar e temos que divulgar para a sociedade esse conteúdo”, apontou.

Zarattini também garantiu que a bancada do PT lutará para barrar a aprovação do PL 4302/98, que libera de forma “ampla, geral e irrestrita” a terceirização do trabalho no Brasil e o governo quer votar na próxima semana na Câmara. “É um projeto que estava engavetado desde 1998, portanto, um projeto antigo que não condiz com a realidade, nem os próprios empresários vão ficar felizes, pois é um projeto muito ruim”, criticou.
Reforma política – Diante da retomada do debate sobre a reforma política, que será tema de seminário internacional na próxima semana, o líder petista defendeu o voto em lista fechada. “Nós já defendemos, há bastante tempo, a questão do voto em lista organizada pelo partido político, consequentemente com financiamento público. O que aconteceu foi a falência do financiamento eleitoral por empresas privadas – isso acabou, inclusive, por uma decisão do STF – e agora, para que tenhamos um financiamento público, é necessário que a gente tenha um sistema eleitoral mais barato”, explicou.
“Os custos das últimas eleições, de 2010, 2014, foram astronômicos. Como podemos resolver isso? Com um sistema mais simples que gere menos disputa interna nos partidos. Hoje em dia, se você tem 50 candidatos, você tem 50 campanhas concorrendo entre si, são 50 custos de campanha diferentes. Se a gente tiver uma campanha única por partido, nós vamos reduzir muito os gastos das campanhas e, consequentemente, a despesa do financiamento público”, acrescentou Zarattini.
De acordo com o líder, um segundo benefício do voto em lista é o fortalecimento partidário. “Os partidos vão ter que se organizar melhor, vão ter que ser mais orgânicos e apresentar propostas efetivas à população”, frisou.
“A maioria dos países do mundo vem adotando esse sistema do voto em lista. Nós temos mais de 25 partidos no Congresso e não existe muita diferenciação política entre um e outro. O que nós achamos é que é preciso ter maior identidade política para que o povo possa ter clareza sobre em quem ele está votando”, concluiu o parlamentar paulista.
Rogério Tomaz Jr.
Foto: GustavoBezerra/PTnaCâmara