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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O combate ao crime tem exigido uma ação firme e uma presença forte do governo federal nas regiões de fronteira", afirma Dilma

No programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (21), a presidenta Dilma Rousseff falou sobre o Plano Estratégico de Fronteiras e os bons resultados que tem alcançado na prevenção e na repressão ao crime organizado. Para ela, essa “é uma das grandes contribuições que o governo federal dá para a segurança pública no nosso país”.

“Mesmo sendo a área de segurança pública uma responsabilidade constitucional dos estados, o governo federal tem o dever de participar, na sua área de atuação, para a melhoria da segurança pública por meio de programas. Por exemplo: o programa de construção de presídios de segurança máxima, as ações de inteligência levadas a efeito pela Polícia Federal e pelas Forças Armadas, que permitem desmontar as quadrilhas que atuam no Brasil, e a proteção de nossas fronteiras”, acredita Dilma.

Segundo a presidenta, desde o início do plano, há um ano e meio, foram apreendidas 360 toneladas de drogas, 2,2 mil armas, 280 mil munições e 20 toneladas de explosivos. Além de terem sido desarticuladas 65 organizações criminosas, com a prisão de mais de 20 mil pessoas, o que indica, para Dilma, que as ações combinadas das Forças Armadas, como a Operação Ágata, e das Forças de Segurança, como a Operação Sentinela, estão funcionando bem.

“Se essas drogas não tivessem sido apreendidas, teriam sido levadas para as grandes cidades e também para o interior do nosso país, alimentando redes de tráfico de entorpecentes e o crime organizado. (…) Imagine que esse armamento poderia estar hoje nas mãos dos criminosos. É por isso, Luciano, que vamos continuar agindo com muita firmeza para proteger as nossas fronteiras e a população do nosso país”, completa.

@http://www2.planalto.gov.br/imprensa/cafe-com-a-presidenta/programa-de-radio-201ccafe-com-a-presidenta201d-com-a-presidenta-da-republica-dilma-rousseff-69 e leia na íntegra.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Está mesmo melhorando, governador Alckmin?


Na tarde de ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tentou transmitir tranquilidade à população, ao dizer que o número de mortes "está baixando" e que o Estado está vencendo a guerra contra os criminosos.

Infelizmente, os números desta madrugada desmentem mais uma vez o governador. Apenas na última madrugada ocorreram uma chacina com quatro mortos, em Santo André, na Grande São Paulo, e outros oito assassinatos. Além disso, um ônibus biarticulado foi incendiado, ferindo o cobrador. E outras onze pessoas foram baleadas.

O governo não atribui a onda de violência diretamente ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, mas, ontem, o traficante Piauí, suspeito de ser o mandante dos ataques a policiais militares – nada menos que 91 PMs foram mortos a tiros desde o início do ano, contra 56 no ano passado –, foi transferido pela Polícia Federal para um presídio federal em Rondônia. É a primeira medida efetiva no plano de cooperação entre os governos estadual e federal.

Entre as medidas anunciadas para acalmar as famílias de policiais militares, o governo paulista anunciou que a cobertura do seguro para policiais assassinados será de R$ 200 mil.

Promotores também defendem a transferência de líderes do PCC para presídios federais de segurança máxima. Leia, abaixo, noticiário da BBC:

Luis Kawaguti, BBC Brasil

Um grupo de promotores de Justiça elaborou um documento defendendo o isolamento da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) e a transferência dos líderes da facção criminosa de presídios do Estado de São Paulo para unidades federais.

"O sistema prisional do Estado (de São Paulo) não tem condições de assegurar o isolamento de líderes das organizações criminosas e impedir (...) que exerçam influência e liderança", diz o documento, ao qual a BBC Brasil teve acesso.

O tema é sensível e polêmico. O chefe da facção, Marcos Herbas Camacho, o Marcola, e uma dúzia de criminosos que formam a cúpula do PCC são detentos do sistema prisional paulista.

Segundo o Ministério Público, eles são capazes de controlar todo grupo, enviando de dentro da cadeia ordens, por meio de telefones celulares, para gerir o tráfico de drogas, comprar armas e assassinar rivais e autoridades.

Em 2006, a transferência dessas lideranças para presídios paulistas de regime disciplinar mais rígido teria sido, segundo analistas, um dos gatilhos de uma onda de ataques que parou a cidade e matou quase 500 pessoas.

Uma série de transferências de integrantes de escalões mais baixos da facção, que já faz parte da nova parceria entre o Estado de São Paulo e a União, está programada para ocorrer nos próximos dias. A medida é interpretada por analistas como um recado do governo paulista para a cúpula da facção.


Fonte:  Linha Direta - http://virou.gr/RJMai9

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Começa hoje a ação do governo federal para conter a violência em São Paulo.


Depois de quase seis meses de um recrudescimento contínuo e sem precedentes da violência no Estado, o descontrole da segurança pública em São Paulo encaminha-se para a superação com a parceria acertada entre a presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), pela qual o governo federal passa a ajudar a administração tucana estadual a conter e a debelar o problema.

Em reunião programada para hoje, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, e autoridades da área de segurança de São Paulo acertam os detalhes da parceria. A transferência de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios de segurança máxima federais - em Mossoró (RN), Cabreúvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO) - e o apoio da Força Nacional de Segurança, com ação nas favelas paulistas, podem ser os pontos iniciais desse trabalho conjunto.

A parceria pode trazer, também, a ocupação (ou "pacificação", como chamam no Rio) de favelas em São Paulo pela Força Nacional de Segurança. Inicialmente da favela Paraisópolis - a imprensa noticiou que o PCC esconde ali criminosos comandantes do tráfico no Rio desde que as favelas de lá começaram a ser ocupadas.

Ocupação de favelas paulistas

O governo federal oferece esta ajuda a São Paulo desde junho pp. e é uma pena que a solução não tenha vindo antes e que o PSDB e o governador politizem a questão, para não reconhecer o fracasso da politica de segurança tucana no Estado - se é que ela existe.

Um editorial publicado pelo Estadão 6ª feira pp. sob o título "Proposta indecente" e notas veiculadas pela Folha de S.Paulo são uma confissão e uma confirmação explícitas dessa politização. No editorial o Estadão posiciona-se contra atuação da Força Nacional em favelas paulistas argumentando que nelas há a presença do poder do Estado e de sua ação, situação diferente das favelas do Rio.

O editorial do Estadão chega a ser ridículo ao estabelecer esta diferença entre as favelas do Rio e de São Paulo, já que as favelas cariocas têm, como em São Paulo, todos os serviços públicos prestados pelo Estado.

A questão é outra. O crime organizado controlava essas favelas e seu território, o mesmo que já acontece em São Paulo em varias regiões da área metropolitana. Sem falar no poder que ele exerce nas penitenciárias do Estado, muitas sobre o controle do PCC.

A politização da questão

Notas publicadas no Folhão reforçam a politização ao explicarem que o governo Alckmin resiste à parceria porque vê a ofensiva do governo federal para ajudar no combate ao crime organizado como tentativa de fragilizar a gestão do PSDB no Estado cuja conquista seria a próxima meta petista.

Além da resistência política à parceria, e de o secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto ter afirmado várias vezes que a oferta de ajuda da União era "oportunismo barato", também o comandante da PM, coronel Roberval França, fez declarações inoportunas. Numa destas, afirmou que a parceria é desnecessária porque o chefe do Comando Militar do Sudeste, general Ademar da Costa Machado Filho, confia no trabalho da polícia paulista.

A citação é extemporânea e até mesmo ilegal. Quem responde pela segurança é o Ministério da Justiça e não as Forças Armadas. Muito menos um comandante de região. Se é que o comandante da PM não o citou sem autorização. Afinal, responsáveis, cada um por uma área distinta, que tipo de relação eles mantém?

20 anos de fracassos: por que querem continuar no governo?

Como vocês acompanham diariamente, na ausência de uma verdadeira politica de segurança pública que dê respostas a nova realidade do crime organizado, o que salta à vista, também, é o fracasso da politica de extermínio que o governo adotou e a PM colocou em prática.

Infelizmente, como vemos pela reação do governo e de sua mídia, a preocupação central é com a manutenção do poder nas mãos do PSDB. Cabe, então, só uma pergunta: para que depois de 20 anos de governo em que os tucanos fracassaram tão rotundamente em todas as áreas?

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/SPoOG4