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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Câmara amplia direitos trabalhistas de empregados domésticos e líder do PT cita “marco histórico”


O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (21), em primeiro turno, com 359 favoráveis e dois contrários, o relatório da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) à proposta de emenda à Constituição (PEC 478/10),que amplia os direitos trabalhistas das empregadas e empregados domésticos.
Para o líder da Bancada do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), a aprovação da proposta representa o “resgaste de uma dívida histórica” com a categoria. “É um marco. Na verdade, isso já devia ter acontecido na Constituição de 88 pois as empregadas domésticas ficaram com uma situação de segunda classe no universo dos trabalhadores e trabalhadoras domésticas. Está de parabéns a Câmara”, afirmou o líder petista.
A deputada Benedita da Silva, relatora da PEC na Comissão Especial, considerou um avanço a aprovação da proposta. “O Brasil caminha mais uma vez para a justiça. Essa aprovação é um avanço para essa classe de trabalhadores que há tempos luta pela ampliação de seus direitos. Eles são responsáveis por um serviço tão humano e familiar, que não há nenhum salário que pague mas, sim, nosso devido respeito e reconhecimento de que a classe tem que ter seus direitos assegurados”, disse a parlamentar.
A proposta estende a domésticas, babás, cozinheiras e outros trabalhadores em residências 16 direitos que hoje já são assegurados aos demais trabalhadores urbanos e rurais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre eles, jornada de 44 horas semanais, recolhimento de FGTS, seguro-desemprego, hora extra, adicional por trabalho noturno, salário-família e auxílio-creche.
Hoje, dos 34 direitos trabalhistas previstos na Constituição, apenas nove valem para o trabalhador doméstico.
A PEC ainda precisa ser aprovada pela Câmara em segundo turno, antes de seguir para apreciação do Senado Federal.
Fonte: Partido dos Trabalhadores - http://virou.gr/10k3Hki

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Comissão aprova projeto que garante direitos trabalhistas para domésticas


A Comissão Especial da PEC das Domésticas aprovou nesta quarta-feira 7 o parecer da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) à proposta que estende a domésticas, babás, cozinheiras e outros trabalhadores em residências 16 direitos que hoje já são assegurados aos demais trabalhadores urbanos e rurais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Desses 16 direitos, alguns podem entrar em vigor de imediato se houver a promulgação da emenda à Constituição, como a jornada de trabalho de 44 horas semanais, hora extra e adicional noturno. Outros, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego, salário-família e seguro contra acidentes de trabalho, ainda precisariam de regulamentação.
Para Benedita da Silva, a aprovação da proposta não traz o risco de aumento da informalidade. “Hoje, o mercado está oferecendo outras oportunidades para esse tipo de trabalhador e de trabalhadora. Por exemplo, na prestação de serviços, hoje, 13º salário, jornada de trabalho, horas extras remuneradas, licença-maternidade, vale-refeição, vale-transporte. Se você não estiver trabalhando em uma casa que possa oferecer essa segurança, vai evidentemente optar por outro tipo de serviço que vai lhe oferecer essas garantias e que não vai exigir de você tanta escolaridade”, explicou.
Estima-se que no Brasil 7,2 milhões de pessoas trabalhem como empregados domésticos.
A proposta precisa ser aprovada em dois turnos pela Câmara, com no mínimo 308 votos favoráveis, em cada um deles. Depois, terá que seguir o mesmo trâmite no Senado.

Fonte: Carta Capital - http://virou.gr/UzubYR