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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Zarattini é o novo coordenador da Frente Parlamentar em Apoio e Fortalecimento da Mídia Regional



No II congresso de Diários do Interior do Brasil, que aconteceu nesta terça-feira (13), em Brasília, o Deputado Federal Carlos Zarattini tomou posse como novo coordenador da Frente Parlamentar em Apoio e Fortalecimento da Mídia Regional. No discurso que abriu o evento, o ex-presidente Lula defendeu o fortalecimento da mídia regional, criticou a cobertura jornalística por parte da grande imprensa e propôs a atualização da legislação do setor, especialmente de rádios e TVs, que funciona, sob um marco de 1962.


 

Zarattini, como novo coordenador da Frente Parlamentar em Apoio e Fortalecimento da Mídia Regional, falou sobre a força da imprensa local. O parlamentar avaliou que não só o governo federal, mas também os estaduais e municipais precisam se esforçar para se empenhar em fortalecer esse segmento da comunicação.

Ele também mencionou o processo de democratização da mídia no país. “É a mídia regional que mostra a diversidade de opiniões, de culturas, de movimentos. Agora, a cada dia que passa, cada vez mais usamos a palavra ‘regional’. O Brasil está se conhecendo", concluiu Zarattini.

Lula elogiou a iniciativa da Associação dos Diários do Interior do Brasil (ADI) e iniciou sua fala lembrando que, antes de 2003, o Brasil “era um país governado para apenas um terço dos brasileiros”, principalmente das capitais, mas que o seu governo iniciou um processo de inversão dessa “lógica perversa, adotando um modelo de desenvolvimento com inclusão social”.




O ex-presidente disse que a imprensa cumpre o importante papel de informar a população sobre a “nova realidade” brasileira. “E isso não se faz sem uma imprensa regional fortalecida, voltada para aquela grande parcela do país que não aparece nas redes de TV”, ressaltou.

Na opinião de Zarattini, quando se fala em democratização da comunicação, trata-se de “quebrar o monopólio de seis famílias” que controlam a chamada grande imprensa. “Em cada cidade existe um veículo regional que é tão ou mais importante do que a imprensa nacional. Por isso os governos federal, estaduais e municipais devem se envolver nesse processo de fortalecimento dos veículos da mídia regional, porque são eles que vão promover o verdadeiro debate político desse país, em toda a sua diversidade e pujança”, destacou o coordenador da frente parlamentar.


 

Lula encerrou seu discurso apontando o grande desafio para toda a mídia brasileira: a construção de um novo marco regulatório da comunicação, conforme preconiza a Constituição de 1988. “No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país. Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga”, defendeu.

Com informações do PT na Câmara

terça-feira, 4 de junho de 2013

Terrorismo da mídia e da oposição sobre volta da inflação não vingará, dizem petistas


Deputados do PT na Câmara criticaram o chamado “terrorismo midiático” que vem propagando o retorno da inflação em patamares elevados. Para os petistas, a estratégia da oposição e de parte da grande mídia, além de não encontrar base na realidade, os fará perder ainda mais a credibilidade perante a população.

Para o líder da bancada, deputado José Guimarães (PT-CE), a campanha é fruto do “desespero” dos oposicionistas. “Eles tentam encontrar algum tipo de agenda que possa interditar o processo de consolidação do crescimento da economia em 2014 e nos próximos anos. Mas o povo sabe que na sua vida real não há essa inflação alardeada por alguns setores da mídia e pela oposição”, afirmou Guimarães.

Em pronunciamento na tribuna nesta segunda-feira (3) o deputado Sibá Machado (PT-AC), vice-líder do PT, criticou a postura do que chamou de “aves de mau agouro” que preferem obter dividendos eleitorais a ver o Brasil crescer sob a condução do governo do PT. “Os chamados articulistas da grande mídia, junto com o discurso da oposição, não fazem uma leitura dos fatos e dos acontecimentos, fazem pirotecnia, onda de terror. Torcem pela desgraça no Brasil para que possam retomar a disputa política”, denunciou Sibá.

PIF

O deputado Fernando Ferro (PT-PE), que cunhou a expressão “Partido da Imprensa Golpista (PIG)”, diz que outra legenda foi criada para disseminar a volta da inflação. “Além do PIG, nós estamos vendo nascer agora o PIF, Partido da Inflação. Essa virou a bandeira única de parte da mídia e da oposição, que deseja espalhar um pânico quanto à volta de uma inflação descontrolada e, assim, revela defender os interesses do mercado financeiro, que está ganhando menos com os juros baixos e com o processo de distribuição de renda”, criticou o parlamentar pernambucano.

Outro que rechaça o “terrorismo midiático” é o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), que ainda ressalta as medidas para debelar as altas de preços sazonais e em setores específicos. “A oposição tem o direito e o dever de expressar as suas ideias, que são diferentes das nossas, mas não tem o direito de semear inverdades que gerem pânico na população e mesmo receio entre os empreendedores. A inflação está sob controle e os indicadores demonstram que ela está declinante. A presidenta Dilma Rousseff está adotando medidas que estimulam o crescimento econômico e o Banco Central tem atuado para proteger a economia”, argumentou Bittar.

José Guimarães crê que a própria oposição será a principal prejudicada por essa campanha. “Os partidários da tese do ‘quanto pior, melhor’ terão que, no mínimo, fazer uma autocrítica, porque vamos continuar crescendo e mantendo os níveis de emprego”, avaliou o líder petista.

Opinião semelhante tem Fernando Ferro, que também critica os interesses financeiros que estariam por trás da estratégia oposicionista. “Essa é a velha disputa entre 1% da população, de gente que ganha muito com a especulação e a agiotagem, contra 99% da população que faz parte do sistema produtivo. Isso está por trás dessa campanha que visa fomentar um clima de instabilidade frente a um governo que tem a aprovação da ampla maioria da população. Trata-se puramente da campanha de 2014 deflagrada pelos tucanos, que não têm bandeira para apresentar ao País e optam pela estratégia do discurso negativo, que vai se esvaziar e fazê-los quebrar a cara”, prevê Ferro.

Em texto publicado no site Observatório da Imprensa (“A inflação da carteira assinada”), o jornalista Luciano Martins Costa disseca a estratégia tucano-midiática que vem anunciando o retorno da inflação. Confira alguns trechos do artigo:

“A série de reportagens pintando um cenário de apocalipse na economia brasileira, que marca as edições recentes dos principais jornais genéricos de circulação nacional, traz como pano de fundo uma tese perigosa: a de que a plena oferta de empregos seria uma das principais causas de aumento dos preços no Brasil.

Observe-se que a imprensa brasileira não questiona se estamos de fato imersos no perigoso jogo inflacionário, embora os aumentos de preços tenham se mostrado pontuais e randômicos, não lineares, o que indica a ocorrência de causas múltiplas e não necessariamente um processo consistente de inflação.

Há apenas dois meses, os jornais e os noticiários da televisão e do rádio martelavam a tese da inflação de alimentos; depois, com o tomate voltando ao molho com preços 75% inferiores, a imprensa passou a ressaltar o custo de produtos eletrônicos, depois das viagens aéreas e agora o vilão é o setor de serviços.

Nesse período, artigos e reportagens tentam impor a seguinte teoria: se o crescimento econômico é insatisfatório, o pleno emprego torna-se fator de inflação porque a disputa por bons funcionários aumenta o custo das empresas, o que acaba se refletindo no preço final dos produtos. Por outro lado, dizem esses teóricos, o crescimento da renda dos trabalhadores aumenta a procura, porque há mais gente com dinheiro para as compras e, apesar do aumento recente dos juros, a oferta de crédito segue em alta.Os defensores dessa tese consideram que, para fazer a economia crescer sem inflação, é preciso manter um exército de trabalhadores sem renda, ou dispostos a ganhar pouco, para que os preços se mantenham estáveis e o Produto Interno Bruto possa crescer a níveis chineses.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Por que a mídia teme o debate?

Prá começarmos a discutir a questão da regulamentação da mídia, esse texto do Kotscho é um bom começo para entendermos os interesse por trás da questão.

Por que a mídia teme o debate?
Postado Por Balaio do Kotscho Em 10 de novembro de 2010 (9:51) Na Categoria Política

“A proposta é recebida com receio pelo setor, que teme o cerceamento do conteúdo jornalístico”, escreveram na Folha as repórteres Elvira Lobato e Andreza Matais, sobre o seminário promovido pelo governo federal, que começa nesta terça-feira, em Brasília, com o objetivo de discutir uma nova regulamentação para os mei os de comunicação eletrônica. Os outros jornais também mostraram o mesmo receio.
Afinal, o que tanto temem os barões da mídia? É sempre a mesma coisa: basta qualquer setor da sociedade civil ou representantes dos três poderes colocarem em discussão a regulamentação dos meios de comunicação social no país para que as entidades representativas do setor reajam em bando, assustadas, como se um exército de censores estivesse de prontidão para acabar com a liberdade de imprensa no país.
Do que se trata? Com base na legislação de outros países, que enviaram representantes ao seminário, o atual governo está preparando um anteprojeto de lei para estabelecer novas regras do jogo numa área revolucionada nos últimos anos pelos novos meios eletrônicos.  O resultado deste trabalho será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff, que decidirá se enviará ou não um projeto de lei ao Congresso Nacional, a quem cabe a última palavra.
Em qualquer democracia do mundo, é assim que as coisas funcionam. Aqui, não. Nossa mídia não admite que nenhuma instância da sociedade, dos parlamentos ou dos governos eleitos se atreva a se meter em sua seara. É como se a mídia constituisse um mundo à parte, uma instituição autônoma, acima do bem e do mal, inimputável como as crianças e os índios.
Desde o começo do primeiro governo do presidente Lula, já se gastaram milhares de quilômetros de matérias em jornais e revistas e horas sem fim de comentários em emissoras de rádio e televisão para falar das ameaças à liberdade de expressão no Brasil. O nome do fantasma é “controle social da mídia”, um negócio que ninguém sabe direito o que é nem como faz para funcionar, mas é muito perigoso.
Pergunto: qual foi até agora a iniciativa concreta do governo Lula para cercear qualquer profissional ou orgão de imprensa? Sim, eu sei, falarão do episódio da “expulsão” do correspondente Larry Rother, um grave erro do governo que não se consumou, e da “censura” ao Estadão, que já dura não sei quantos séculos, impedido de falar dos rolos de um filho do ex-presidente José Sarney, por determinação da Justiça.
Só por ignorância ou má fé casos assim podem ser citados por entidades como a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), venerando clube que congrega o que há de mais reacionário e ultrapassado no continente, como exemplo de que no Brasil não vigora a mais absoluta liberdade de imprensa e de expressão.
Não adianta o ministro Franklin Martins, da Comunicação Social, responsável pelo seminário e pelo anteprojeto, repetir mil vezes que o objetivo da discussão é defender, e não ameaçar, a radiodifusão, que sofre a pesada concorrência das empresas de telecomunicação. “Se prevalecer só o mercado, a radiodifusão será atropelada da jamanta das teles”.
Os números publicados pela Folha dão razão a Martins. “Enquanto as teles faturaram R$ 144  bilhões em 2009, o faturamento somado das rádios e TVs foi de R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões”, informa o jornal. O ministro também descarta qualquer “controle social” sobre a mídia. “A imprensa já é observada, criticada e fiscalizada pela internet, que, aliás, faz isso de forma selvagem, mas faz”.
A maior prova de que as empresas e suas entidades representativas não querem regulamentação alguma e só aceitam prestar contas a Deus, se acharem necessário, foi o fracasso da tentativa de criar uma comissão, no último encontro da Associação Nacional de Jornais (ANJ), para começar a discutir a autorregulamentação do setor.
Na área de publicidade, a iniciativa foi tomada há mais de 30 anos com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que envolve agências, veículos e anunciantes, e funciona muito bem. Mas as Organizações Globo foram contrárias à criação da comissão e, portanto, não se falou mais no assunto.
É esta, por sinal, a principal recomendação do estudo “Indicadores da Qualidade de Informação Jornalística”, que será lançado hoje pela Unesco, com base em 275 questionários respondidos por profissionais de todo o país. “Cabe às empresas do setor definir os padrões de qualidade”, resumiu Guilherme Canela,  o coodenador do estudo, que propõe a autorregulação.
Só falta agora os tementes da SIP, da Abert, da ANJ (da líder oposicionista Judith Brito), da Aner, os de sempre, enfim, acusarem a Unesco, um orgão da ONU, de se meter onde não foi chamada e ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil.
Razão tem meu amigo Luciano Martins Costa, que escreveu ontem no “Observatório da Imprensa” a melhor definição sobre a crise existencial vivida pela nossa velha imprensa:
“O que acontece é que as empresas tradicionais de mídia vivem no regime monárquico e lutam para impedir a proclamação da República”.