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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Câmara volta atrás, faz manobra e aprova financiamento empresarial



Por: Redação - Carta Capital 

Com articulação de Eduardo Cunha, parlamentares aprovam proposta que permite que os partidos recebem doações privadas



Um dia depois de rejeitar a inclusão do financiamento empresarial de campanha na Constituição, a Câmara dos Deputados organizou uma manobra e colocou o tema em votação novamentecomo parte das discussões da reforma política (PEC 182/07). Com isso, foi aprovada, por 330 votos a 141, uma emenda aglutinativa que permite que partidos, e não candidatos, recebam doações de empresas nas eleições. Se a PEC for aprovada também no Senado, os candidatos continuam proibidos de aceitar financiamento empresarial de forma direta. Mas, na prática, as legendas poderão repassar os valores para seus candidatos nas eleições.A jogada foi organizada com apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB), e causou polêmica. O líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), argumentou que o acordo foi “quebrado”."É uma tentativa de repor o que foi derrotado, colocando ainda mais confusão no processo eleitoral", complementou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). 
A rapidez com que o tema foi trazido de volta pode ter relação com o julgamento da questão no Supremo Tribunal Federal
(STF). É que as doações de empresas são alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) n o Supremo. Para o órgão, os candidatos não poderiam contar com financiamento empresarial.No ano passado, a maioria dos ministros do Supremo se colocou a favor da proibição de doações de empresas privadas. Os magistrados entenderam que essas doações provocam desequilíbrio no processo eleitoral. Mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Caso, a Câmara não tivesse retomado o tema, o STF poderia decidir a questão."Mudança de sistema, fim da reeleição, é tudo cortina de fumaça. O objetivo é colocar na Constituição o financiamento empresarial. Essa votação é uma coletânea de votos perdidos no Supremo. Perderam no Supremo e agora querem aprovar", resumiu o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA). O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) chegou a admitir preocupação de que o Supremo acabe por julgar a questão. "Não podemos nos omitir."Diante da polêmica em torno de novas votações sobre o financiamento de campanhas, Cunha suspendeu a sessão e fez reunião com os líderes em busca de entendimento para prosseguir a votação. Acordo fechado, as lideranças voltaram ao plenário e retomaram. Em repúdio, Sibá Machado (AC), disse que o partido não fechará mais acordos para a votação da reforma política. Ele não esclareceu, no entanto, se o PT passará a obstruir os trabalhos. "Vamos mediar com os partidos um a um sobre os temas. Discordamos de qualquer forma de devolver o que já foi votado", disse.

*Com informações da Agência Brasil e Agência Câmara

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Deputado federal visita São Sebastião em pré-campanha




Foto: Jorge Mesquita/IL


O deputado federal Carlos Zarattini (PT) veio a São Sebastião ontem, em agenda política já visando a pré-campanha eleitoral. Zarattini estima concorrer para mais um mandato como deputado federal. 
Para ele o clima de Copa do Mundo no país não retarda essa fase de pré-campanha. Segundo o deputado o momento é de articulação, tendo uma campanha seus momentos mais intensos nos meses de agosto e setembro. “Quando o assunto eleição passa a dominar”, comenta. 
Questionado se tem algum receio de novos candidatos que pleiteiam a vaga que ocupa hoje, Zarattini se mostra tranquilo. Ele acredita que novos concorrentes irão fazer justamente uma campanha de apelo por renovação. “O que é muito forte, tendo em vista a última eleição em que quase 50% dos deputados foram trocados”. Entretanto cita que pré-candidatos em sua condição, a de já estarem exercendo a função, tem a chance de apresentar resultados de seus trabalhos e experiência no cargo. 

Redes sociais
Carlos Zarattini destaca em sua fala a presença das redes sociais no cenário político e sua participação em período de campanha eleitoral. Ele relembra a aprovação do Marco Regulatório da Internet, que segundo ele traz uma série de responsabilidades e “mais democracia”. Além de comentar a legislação eleitoral brasileira que permite uma campanha na Internet. 
“Mas a Internet ainda não está na maioria dos brasileiros, como a televisão. No entanto, as características do público de Internet são os jovens e formadores de opiniões”, avalia ao fazer a observação da crescente adesão dos brasileiros às novas tecnologias.  

Região
O nome de Zarattini foi ventilado no Litoral Norte quando estava sendo discutido o traçado estipulado no projeto estadual da construção dos Contornos. O deputado intermediou diálogo com a diretoria da Transpetro, permitindo alteração e incluindo parte das dependências da empresa como local por onde a nova estrada irá passar. A medida livrou a região central de São Sebastião de dezenas de desapropriações.  Na noite dessa quinta-feira, o deputado se encontrou com moradores da Topolandia, para ressaltar a participação popular. 
Outra circunstância em que o deputado se fez presente foi quanto às discussões sobre uma nova partilha dos royalties, em que estados e municípios não produtores também requereram parte do benefício. Na época Zarattini apresentou um projeto que garantia a manutenção dos royalties já existentes, não havendo assim perda de receita dos municípios da região, e uma divisão apenas do que se contabilizaria a partir da exploração do Pré-Sal. Mas seu projeto foi rejeitado, tendo sido aprovado outro que considera radical, e que reparte entre todos os recursos adventos dos royalties. Porém, os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo requereram na Justiça, a suspensão dos efeitos do projeto então aprovado. Apesar desse requerimento ter sido aceito, logo foi suspenso por meio de liminar. Assim, o projeto que propõem uma nova partilha dos royalties entre todos os municípios e estados brasileiros aguardam julgamento e um desfecho definitivo. 
O deputado explica que o interesse dos demais estados e cidades se deram pela perspectiva de aumento na arrecadação das localidades produtoras com o recurso. “Nós tivemos R$ 33 bilhões de royalties no Brasil no último ano. Espera-se que esse número vá para R$ 70 bilhões em oito anos”, comenta. 

Novas aspirações 
Caso consiga se reeleger como deputado federal, Zarattini revela que se dedicará a dois projetos em especial. Um voltado à moradia que versa sobre uma política regulatória de aluguel. Em outro trabalho, o pré-candidato estima propor novas propostas de penas alternativas a réus primários, como por exemplo, trabalho no poder público local. Carlos Zarattini retornou ontem mesmo para a capital. 
 Fonte: Jornal Imprensa Livre 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

GT da Reforma Política pode iniciar votação de propostas na semana que vem


O coordenador do Grupo de Trabalho para discutir a Reforma Política, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), acatou hoje proposta colocada pelos integrantes do grupo para iniciar na próxima quinta-feira (29) os debates e possivelmente a votação sobre os projetos mais importantes da Reforma Política. Vaccarezza pretendia realizar mais duas audiências públicas, com intelectuais e representantes da Associação dos Deputados das Assembleias Estaduais.

Na reunião, não houve consenso entre os parlamentares sobre qual será o primeiro projeto a ser colocado na pauta, mas o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), representante do partido no grupo de trabalho, defendeu que o principal ponto a ser modificado e para valer já para as eleições de 2014 é aprovar o fim do financiamento privado das campanhas, como forma de baratear os custos. “Há um sentimento de baixa representatividade da política em geral e não podemos ignorar isso. A melhor maneira de enfrentarmos esse problema é concentrarmos esforços em um único tema para valer já no ano que vem, como o financiamento público exclusivo de campanhas”, afirmou.

Segundo ele, caso o grupo de trabalho concentre suas atenções sobre os modelos a serem adotados, provavelmente o foco central que é a presença do capital privado nas campanhas não será atacado. E se as novas regras não vigorarem a partir de 2014, é melhor que tais propostas sejam analisadas e votadas pelos novos parlamentares que serão eleitos no ano que vem.

Vaccarezza não descartou as mudanças já para o ano que vem, mas observou que para valer para 2014 “é uma decisão da Câmara, não deste grupo de trabalho. O debate aqui é mais global, mas a Câmara e o Senado podem aprovar mudanças imediatas”.

Berzoini disse que a posição do PT é clara, ou seja, apoia o fim do financiamento privado nas eleições, tanto é que entregou a Vaccarezza dois projetos de lei ordinária do deputado Henrique Fontana (PT-RS): um que estabelece o financiamento público e exclusivo e outro que define critérios para os gastos com as campanhas.

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) elencou nove tópicos que devem nortear a votação dos projetos. Ele defende o fim das coligações proporcionais, o fim da reeleição para cargos do Executivo e mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos. Marcelo Castro observou que desde que foi eleito, em 1999, a Câmara cria e recria grupos de trabalho para promover uma reforma política, que sempre fica no campo das intenções. Segundo ele, há dois anos e meio esse tema é discutido. “Se agora não conseguirmos avançar na reforma política, nunca mais eu participarei de qualquer grupo de trabalho da reforma política”, enfatizou.

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), indicado por Vaccarezza como relator informal, sugeriu um sistema eleitoral misto, proporcional e majoritário para deputados, limites para doações de pessoas físicas e jurídicas para campanhas e redução dos gastos na propaganda de rádio e televisão.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Bancada do PT faz balanço das eleições


O balanço dos resultados do processo eleitoral, os avanços e as dificuldades foram pauta da reunião da Bancada dos deputados estaduais do PT que aconteceu nesta quarta- feira (31/10). Também foi discutida a conquista de novas prefeituras, a reeleição de outras e, por outro lado, a perda de alguns municípios.

Na avaliação dos deputados estaduais, o PT saiu vitorioso e mais vigoroso dessas eleições e o saldo eleitoral é positivo em âmbito nacional e estadual. Todos os parlamentares se manifestaram no balanço das eleições, mas foram unânimes em apontar o enfrentamento aos ataques continuados e virulentos dos opositores às candidaturas petistas. 

O presidente do Diretório Estadual, deputado Edinho Silva, apresentou diagnóstico das eleições no Estado de São Paulo, onde destacou avanços do Partido nas pequenas e médias cidades e sugeriu a instituição de um Fórum para acompanhar e apoiar as prefeituras petistas: “seria uma maneira de integramos as experiências, desafios e de elaboração política”. 

Para o líder da Bancada, deputado Alencar Santana Braga, houve vitória eleitoral e política e “nesse processo eleitoral renovamos com a conquista de novos municípios, reconquistamos onde já governamos e tivemos vitórias simbólicas em várias regiões, como no Vale do Paraíba, no ABC, com a eleição dos companheiros deputados Carlos Grana e Donisete Braga”.

PT Nacional 

Já Rui Falcão, presidente Nacional do PT e deputado estadual, destacou que a avaliação se dá em dois momentos distintos; uma no calor da hora e outra minuciosa, sendo que, a segunda modalidade está em processo de elaboração pela Executiva Nacional. 

Rui destacou que o PT saiu vitorioso dessas eleições. “O PT teve mais votos, vai administrar cidades grande número de eleitores e com maiores orçamentos, além de termos ampliado nossa capilaridade nacional”, ressaltou o presidente. 

Enfrentamento ao “mensalão” 

Tema recorrente em todas as disputas, com algumas variáveis no “modus operandi”, como os adversários exploraram; o julgamento da Ação Penal 470, em breve, será alvo de manifestações da Executiva Nacional do partido. 

“Nós vamos fazer uma avaliação do julgamento, vamos respeitar o STF, mas vamos deixar claro que discordamos e vamos fazer críticas ao modo como o processo foi conduzido”, informou Falcão. 


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/SfwfoP

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PT conquista 635 prefeituras em todo o País


A Secretaria Nacional de Organização divulgou o balanço dos resultados do PT nas eleições municipais de 2012.

O PT conquistou 635 prefeituras nos dois turnos da votação e manteve o seu crescimento constante. De acordo com o levantamento, em comparação às eleições de 2008 o Partido ampliou em 14% o número de prefeituras.


O PT recebeu 17.264.643 votos para prefeito, que é a maior votação de um partido nas eleições deste ano.

Entre as cidades com mais de 150 mil eleitores, o PT venceu em 21 cidades, sendo quatro capitais (São Paulo, Goiânia, João Pessoa e Rio Branco). Nestas 21 cidades estão hoje 16,1 milhões de eleitores.

De acordo com a SORG, o Partido manteve a sua força nos grandes centros e aumenta a sua capacidade ao eleger mais prefeitos e prefeitas nos pequenos e médios municípios. Foram eleitos 264 prefeituras em cidades de 10 a 50 mil eleitores e 298 em cidades de até 10 mil eleitores.




Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/RtS6Kg

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vitorioso, Haddad propõe derrubar 'muro da vergonha' e unir a cidade


O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, agradeceu os eleitores, a militância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff no primeiro discurso após a confirmação da vitória. Como de praxe, o petista pregou a unidade e cobrou a derrubada do "muro da vergonha" que separa a cidade rica da cidade pobre. A fala de comemoração foi um resumo do tom de sua campanha no segundo turno, pregando a vontade de mudança dos paulistanos.
Ele disse que o objetivo central, "delineado, discutido e aprovado pela população de São Paulo" é "diminuir a grande desigualdade existe na nossa cidade, é derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica da cidade pobre". "Somos uma das cidades mais ricas e, ao mesmo tempo, uma das mais desiguais do planeta. Não podemos deixar que isso siga assim, por tempo indeterminado, exatamente no período em que o Brasil vem passando por uma das mudanças sociais mais vigorosas do mundo. A prefeitura tem um papel importante nisso, pois é ela que cuida da oferta e da qualidade de alguns dos serviços públicos mais essenciais."
No discurso, Haddad homenageou em primeiro lugar e especialmente aquele que foi o criador de sua candidatura: "Quero agradecer do fundo do coração o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Viva o presidente Lula", falou ao microfone em um hotel alugado pela campanha na região dos Jardins, bairro de classe alta de São Paulo, cercado pelas lideranças que participaram da festa de sua eleição, entre os quais os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, da Cultura, Marta Suplicy, e da Saúde, Alexandre Padilha. 
"Agradeço a presidenta Dilma pela presença vigorosa na campanha desde o primeiro turno, pelo estímulo pessoal e o conforto nos momentos maois difíceis dessa campanha", prosseguiu o prefeito eleito.
Ele mencionou também  os aliados e enfatizou a importância do apoio do PMDB ao falar dos "apoiadores que ampliaram nossa corrente no segundo turno, nos quais sintetizo minha homenagem e agradecimento nas figuras do querido deputado Gabriel Chalita (pausa para aplausos) e do vice-presidente Michel Temer". 
Com elegância e ironia, Haddad agradeceu os opositores: "Porque me obrigaram nessa campanha a extrair o melhor de mim para poder superá-los numa campanha limpa e democrática."
Fernando Haddad reafirmou o mote de sua campanha dizendo ter sido eleito "pelo sentimento de mudança que domina alma do povo de são Paulo. Fui eleito pela força deste signo. Ser prefeito pela força da mudança significa não ter tempo a perder. Significa sobretudo unir a cidade em torno de um projeto coletivo, de todos os paulistanos, de todos os moradores de São Paulo". E acrescentou: "Melhorar os serviços públicos é também uma forma concreta de distribuir renda, diminuir os desequilibrios, aumentar e garantir a paz social. Esta não é uma tarefa fácil, dado a complexidade dos problemas que veem se acumulando. Mas se São Paulo não conseguir resolver seus problemas, que cidade no Brasil e no mundo conseguirá fazê-lo? O fracasso de São Paulo seria o fracasso desse genial modelo de convivênvia, que a humanidade desenhou ao longo dos séculos para sobreviver e ser feliz. Essa invenção insuperável do gênio humano chamada cidade."
Fonte: Rede Brasil Atual - http://virou.gr/PCsEFH

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

No SBT, Serra se esquiva de perguntas e Haddad eleva tom contra acusações


São Paulo – José Serra (PSDB) esquivou-se de duas perguntas, e Fernando Haddad (PT) aumentou o tom contra o adversário ao responder acusações sobre o mensalão e o fim da parceria com as Organizações Sociais (OS) na área da saúde. Este é um breve resumo do debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo organizado hoje (24) por SBT e UOL na sede da emissora de televisão. Foi o segundo e penúltimo confronto antes do segundo turno. Os paulistanos vão às urnas dentro de quatro dias.
O candidato tucano deixou de responder diretamente a questões sobre combate a enchentes e construção de moradias populares. Ao formular a pergunta sobre inundações, problema que atinge sobretudo bairros da periferia, o petista disse que Serra ocupou o governo do estado por mais de três anos e “nada fez” para despoluir ou aumentar a calha do rio Tietê, que atravessa a capital de leste a oeste – e costuma transbordar na época das chuvas mais intensas. O ex-ministro da Educação lembrou ainda de reportagens que mostravam que o ex-governador deixou de fazer a limpeza da calha do rio, motivo para enchentes. O candidato do PSDB saiu pela tangente, preferindo rebater um ataque feito minutos antes por Haddad.
“Eu pergunto de enchentes e você vem me falar de um tal de Bilhete Amigão que ninguém sabe o que é?”, rebateu Haddad, que insistiu na questão das enchentes. “Isso você inventou agora porque não tinha projeto para o transporte coletivo.” O candidato tucano respondeu então que há dois anos não existe registro de vítimas fatais devido à ocorrência de inundações na capital; que nos últimos oito anos a gestão municipal despoluiu, em parceria com o governo do estado, mais de cem córregos em São Paulo; e que a prefeitura criou o parque linear da várzea do Tietê justamente para preservar o rio – e evitar que transborde.O petista lembrou que, em entrevista à Rádio CBN, Serra havia defendido a entrada de agentes da Fundação Casa – nome atual da antiga Febem – nas escolas públicas para detectar crianças que podem vir a se transformar em futuros delinquentes. “Onde você estava com a cabeça quando propôs isso?”, ironizou o petista. “Eles vão entrar também nas escolas particulares? Isso é proposta para rico e para pobre? É só para pobre?” O tucano aproveitou a oportunidade para falar de sua proposta para o transporte público: aumentar de três para seis horas o tempo de integração do Bilhete Único e expandir mais o benefício aos fins de semana, que aos domingos tem duração de 8 horas.

Habitação

Outra evasiva de José Serra veio quando o candidato do PT o interpelou sobre os programas habitacionais da gestão PSDB-PSD na administração da capital. Fernando Haddad havia lembrado, logo no começo do debate, que os últimos dois governos paulistanos construíram cerca de 3,5 mil unidades habitacionais por ano – e ressaltou: “São dados oficiais.” O petista comparou o desempenho do rival e de seu sucessor, Gilberto Kassab (PSD), ao das gestões de Luiza Erundina (1989-1992) e Marta Suplicy (2000-2004), ambas do PT, que ergueram, frisou, cerca de 9 mil e 5,5 mil moradias por ano, respectivamente.
Ao invés de responder, José Serra fez uso da palavra para reforçar suas propostas para o ensino técnico na cidade de São Paulo. O tucano lembrou uma ideia que apresentou em 2010, quando foi candidato à presidência da República: o Protec, programa que dará bolsas de estudos a jovens que não conseguirem entrar nas escolas e institutos públicos de ensino profissionalizante, como as Fatecs.
“Vamos aumentar em 100 mil o número de vagas nos cursos técnicos, que são cursos que viram emprego”, reforçou o tucano, que só depois, quando foi novamente provocado por Haddad e teve direito à tréplica, respondeu sobre habitação. “Urbanizamos uma série de favelas e construímos 28 mil unidades em parceria com o governo estadual.” Logo após, o petista fez uma conta matemática: dividiu 28 mil pelos oito anos da gestão Serra-Kassab na prefeitura e chegou ao número inicial: 3,5 mil moradias por ano.

Insanidades

Fernando Haddad foi mais duro do que de costume com seu rival ao responder ataques sobre o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o tema da corrupção não foi levantado pelo tucano: quem colocou o assunto na roda foram os telespectadores e internautas, que previamente haviam elencado alguns temas a serem tratados pelos candidatos. José Serra aproveitou a chance e acusou o petista de querer “repetir o mensalão em São Paulo”. O ex-ministro da Educação não gostou da alfinetada.
“Teu desrespeito chega às raias da insanidade”, rebateu Haddad. “Trazer mensalão pra cá? Do que você está falando?” O candidato do PT lembrou que não há nenhuma denúncia de corrupção contra ele pelos anos em que ocupou o primeiro escalão do governo federal e administrou um orçamento duas vezes maior que o da cidade de São Paulo. O petista aproveitou para lembrar o caso de Hussain Aref Saab, diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da prefeitura durante a gestão de Gilberto Kassab, acusado de cobrar propina para liberar obras na capital.
José Serra não deixou por menos: “Aref era alto assessor da Marta Suplicy”, destacou, lembrando que a atual administração patrocinou uma investigação contra seu funcionário assim que soube das denúncias movidas pelo Ministério Público. No tempo que lhe restava, o tucano lembrou ainda que Haddad pode até não estar envolvido com o mensalão, mas faz parte do partido que fez o mensalão. “Ninguém governa sozinho.”

Mentira

Outro ataque direto do petista contra insinuações de José Serra ocorreu quando o candidato do PSDB disse que Fernando Haddad, se eleito, acabaria com a parceria que a prefeitura mantém com as chamadas Organizações Sociais (OS) na área da saúde. “No programa do PT consta o fim da parceria com entidades como Santa Marcelina, Sírio Libanês e Albert Einstein”, recordou o tucano. “As OS fizeram no ano passado 50 mil cirurgias. Vou reforçar parceria com elas.” Contudo, Haddad afirmou que foi ele que, como ministro da Educação, autorizou a criação do curso de Medicina nas faculdades Santa Marcelina. “Acha que vou fechar o curso que eu mesmo abri?”, rebateu. “O povo sabe quem mente.”
Fonte: Rede Brasil Atual - http://virou.gr/TIrRy9

Esvaziamento de Serra murcha também o mensalão


Para quem assistiu o Jornal Nacional da última terça-feira, em que 18 minutos foram dedicados ao mensalão, com destaque para as passagens em que Marco Aurélio Mello citou a quadrilha formada pelo “sintomático 13” e Celso de Mello comparou o partido ao PCC e ao Comando Vermelho, era de se esperar que, ontem, a toada seguisse no mesmo ritmo.

Nada disso, o que se viu foram ministros brandos, ponderados, alertando sobre a cautela na fixação de penas (com fez Marco Aurélio) e, na maioria das vezes, seguindo as posições mais equilibradas do revisor Ricardo Lewandowski (com fez Celso de Mello). No noticiário do Jornal Nacional, a reportagem dedicada ao mensalão não citou mais o PT.

E o “clímax” que poderia ter ocorrido ontem, previsto pela coluna Radar de Veja, que seria a definição das penas de José Dirceu e José Genoino, ficará para depois de 5 de novembro (após as eleições, portanto), quando Joaquim Barbosa retornará de um tratamento na coluna na Alemanha.

O freio de arrumação, aparentemente, decorre da impossibilidade de que o julgamento tenha qualquer peso maior na eleição municipal de São Paulo. Segundo dois institutos, Datafolha e Ibope, Fernando Haddad, do PT, já está praticamente eleito. Sua vantagem nos votos válidos é de vinte pontos no Datafolha (60% a 40%) e de 14 no Ibope (57% a 43%).

Isso significa que, por maior que fosse o assopro de grandes telejornais, como o JN, ou dos ministros do Supremo Tribunal Federal com suas frases de efeito, nada seria capaz de impedir a vitória do PT no próximo domingo.

Talvez por isso, tenha sido feita a reflexão entre os ministros da corte, que não gostariam de ser ver acusados de participar de uma manobra eleitoral frustrada.

Ao mesmo tempo, jornalistas políticos deixaram de comentar suas próprias pesquisas. Na Globo, Merval Pereira nada falou sobre o Ibope, ligado à emissora comandada por Ali Kamel, assim como Eliane Cantanhêde não comentou o Datafolha, como sempre fez em suas colunas. Apenas Reinaldo Azevedo publicou um pequeno post onde disse torcer para que as pesquisas estejam erradas.

Não estão. No domingo, Fernando Haddad será eleito prefeito de São Paulo. Os ministros do Supremo Tribunal Federal já sabem disso, assim como os donos e colunistas dos principais meios de comunicação do País.

O balão de José Serra ficou vazio, esvaziando também o mensalão.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/RY1HI5

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Kassab esconde resultados de avaliação educacional de 2011


Outro resultado que deve aparecer é uma melhora no nono. De acordo ainda com a matéria, os resultados foram considerados inesperados e um consultor externo foi chamado para ajudar a analisar a situação. Ele começou a trabalhar apenas no mês passado e entregará o relatório após as eleições municipais.

Além de não ser possível avaliar a tempo a administração de Kassab, que apoia o tucano José Serra, educadores apontam outro prejuízo: a dificuldade de moldar e monitorar as políticas na área, pois os dados disponíveis já estão defasados.

A Secretaria da Educação afirma que a variação nos resultados ocorreu devido a diferenças metodológicas aplicadas pelas empresas responsáveis pelo exame, escolhidas por licitação (Cespe em 2010 e Avalia em 2011).

A pasta diz que o problema foi no momento de definir a média da rede. E nega que a eleição tenha influenciado. No entanto, não houve qualquer explicação pública sobre o porquê do atraso e ela só foi dada após questionamento à secretaria da reportagem.

"Como não divulgam antes esse problema? Levanta suspeitas. É um desgaste para as avaliações externas", disse o professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, que trabalhou na concepção da prova.

Aplicada aos alunos em novembro passado, a edição de 2011 da Prova São Paulo custou cerca de R$ 6 milhões.

O exame foi criado em 2007. Exceto a edição 2011, os resultados foram divulgados entre fevereiro e abril do ano seguinte à aplicação da prova.

"A avaliação já mostra situação passada. Se ainda atrasa, distancia o resultado da realidade", disse a diretora-executiva da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz.

Ela afirma que há sistemas educacionais, como o de Toronto (Canadá), que entregam os resultados nove semanas após a aplicação da prova.

Desde março, as escolas municipais tiveram acesso aos resultados individuais, pois não há suspeita de erro nessas notas. O problema é que uma das formas de analisar o desempenho delas é compará-lo com a média da rede -que está sob análise.

O que chamou a atenção da secretaria foi a queda de mais de 10 pontos em português e matemática dos alunos do terceiro e quarto anos (escala de 0 a 500). Eles eram os que mais vinham melhorando, de acordo com a administração pública. Já os do nono melhoraram entre 10 e 13 pontos. E eles vinham piorando até então.


Fonte: Linha Direta PT - http://virou.gr/UDhotr

Em ato da saúde, Haddad diz que não teme debate sobre gestão da saúde


O candidato a prefeito Fernando Haddad (PT) lamentou o clima de “terrorismo” que dominou a campanha de José Serra (PSDB) nesta última semana do segundo turno. Durante o ato de entidades e profissionais de saúde em apoio a Haddad, ocorrido nesta noite de terça (23), o candidato afirmou que vai fiscalizar e debater o que tem prejudicado o funcionamento da saúde pública da cidade, apesar do orçamento ter quadruplicado desde o governo de Marta Suplicy.
“Nós vamos temer o debate público do que funciona e do que não funciona na cidade?” Foi com questionamentos desse tipo que o candidato tratou o que chamou de “onda de boatos” que surgiram na última semana da campanha.
“Por acaso, garantir o controle social para fiscalizar os contratos de gestão da saúde, isso é ideia estapafúrdia, como costumam dizer eles?” disse Haddad, lembrando que o Tribunal de Contas do Município já solicitou que haja fiscalização, controle e transparência sobre os rumos dos 40% do dinheiro da saúde que a Prefeitura entrega aos poderosos hospitais da cidade. “Será que isso ofende alguém? Vamos acompanhar os custos de tudo que é público, privado ou da parceria. Temos que trabalhar diuturnamente para garantir que esses recursos que não são pequenos sejam a garantia dos direitos universais da nossa população”, disse o candidato.

Jogo sujo

Embora Serra negue, as pesquisas eleitorais estão influenciando o clima de sua campanha, que aposta num vale-tudo de ataques ao petista, que não permitem resposta à altura dos ataques. Serra diz que Haddad vai acabar com as parcerias com hospitais privados que gerenciam 237 unidades de saúde. Embora o PT sempre tenha questionado o modelo privatizante proposto pelos tucanos, Haddad é enfático em dizer que não vai romper as parcerias, gerando o caos anunciado por Serra. Em seu programa de governo, por outro lado, a meta é restituir a gestão pública de saúde, embora não detalhe como e quando fazer isso.
Haddad tenta não ficar na defensiva e manter a campanha propositiva nesta reta final em que há pouco tempo para argumentações mais sofisticadas. Mas as distorções simplistas ditas de forma categórica contaminam o debate sobre assuntos complexos como o gerenciamento do sistema de saúde pública por organizações privadas.
Diante de 1200 profissionais, servidores, acadêmicos, militantes e entidades representativas de profissionais e usuários da saúde, Haddad disse que apresentou seu programa de governo no dia 13 de agosto e só agora, ao fim do segundo turno, a campanha adversária resolveu distorcê-lo. “Podiam ter virado e revirado para esclarecer e tirar todo tipo de dúvida, mas chega ao fim do segundo turno e fazem esse terrorismo com o eleitor”, lamentou o petista.
“Com quatro vezes mais recursos do que Marta Suplicy teve e as pessoas dizem que o pior problema da cidade, hoje, é a saúde”, disse o petista. Apesar deste fato, Haddad diz que Kassab e Serra se negam a querer discutir o que precisa ser discutido. “Não vamos ter medo de terrorismo. Vamos dizer o que queremos para a saúde da cidade. Porque quadruplicar o orçamento não resultou em melhoria para a saúde? Vamos voltar a trabalhar com um SUS que sempre sonhamos”, disse Haddad, encerrando seu discurso sob aplausos no auditório da Uninove Vergueiro.

Ideias estapafúrdias

Até então, Haddad apresentava suas propostas para a cidade, mas no evento desta noite, listou a boataria que Serra vem espalhando, revelando a defensiva em que foi colocado. “Imagina um ministro da educação baixar o salário dos professores como estão dizendo”, disse indignado o candidato, considerando que os boatos desta semana chegam às raias do delírio.
“Chegaram a importar um pastor do Rio de Janeiro para me atacar e acabaram dando um tiro no pé de bazuca”, disse Haddad, causando risos, ao mencionar o apoio anunciado de forma agressiva contra o petista pelo pastor Silas Malafaia, explorando o preconceito contra homossexuais. Serra acabou renegando o apoio, enquanto pastores de vários segmentos repudiaram a maneira indigna como o assunto foi conduzido. Cerca de 20 pastores declaram apoio a Haddad, esta semana, e repudiaram os ataques de Malafaia.
Desde o lançamento do programa de governo de Serra, no dia 15 de outubro, em vez de falar de suas propostas, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que o programa de Haddad é “uma antologia de bobagens” e “ideias estapafúrdias”. A campanha de Serra vem seguindo a risca a lista de “bobagens” do senador tucano, como a acusação sobre a parceria com organizações sociais e o respeito ao piso nacional dos professores.
“Dizem que nossas ideias são estapafúrdias, mas quem está propondo vender 25% dos leitos dos hospitais públicos para planos privados de saúde?”, disse Haddad, lembrando que Kassab prometeu três novos hospitais em sua campanha eleitoral, não entregou nenhum, e ainda defende essa proposta da terceira porta nos hospitais públicos. “Para Serra, essa não é uma ideia alucinada, mas um exemplo de seriedade, competência e planejamento pra ele”.
Haddad causou mais risos na plateia ao citar a resposta de Serra a um questionamento feito por um ouvinte da rádio CBN, em São Paulo, sobre o combate à violência e ao consumo de drogas dentro das escolas. “Ontem, o candidato deles barbarizou ao dizer que vai levar a Febem para dentro da escola para monitorar a propensão dos estudantes para o crime”, disse, acrescentando que foi questionado sobre a proposta de Serra: “Tentei ser elegante, perguntando se ele também ia fazer isso nas escolas particulares ou se era só para as crianças pobres”.
No rádio, para todo mundo ouvir, o candidato tucano defendeu a adoção de medidas preventivas que permitam identificar os jovens com “potencial para o crime”. “Vamos combater em parte com prevenção. Temos um programa feito conjuntamente com a fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), antiga Febem, para atuar nos jovens que estão dentro das escolas que ainda não entraram para o mundo do crime, mas que podem ter propensão para isso. Então nós vamos fazer com eles um trabalho preventivo, que é identificar quem tem um potencial para ir para o crime ou para ir para a droga para poder fazer um trabalho de acompanhamento, de monitoramento e ajuda a esses jovens. Não são somente medidas de segurança, são medidas preventivas. Essa é a questão fundamental”, declarou José Serra.
Em meio ao festival de boatarias a que Haddad tenta se defender, ele ainda falou no ato sobre a Rede Hora Certa que consta de seu programa de governo. “Identificamos em Diadema um programa em que o exame e a cirurgia ocorrem no mesmo local, o Quarteirão da Saúde. Aqui vamos fazer algo similar, que é a Rede Hora Certa, porque vai ser espalhado pela cidade”, disse.
Entre os que discursaram estavam a companheira do candidato, Ana Estela Haddad, a coordenadora setorial de Saúde do PT, Francisca Ivoneide, o coordenador do Grupo Técnico de Saúde da campanha, Milton Arruda, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e a candidata a vice-prefeita Nádia Campeão. Mariane Pinotti foi muito aplaudida ao justificar seu apoio e de Gabriel Chalita (PMDB) a Haddad no segundo turno. Estiveram no palco parlamentares e representantes de entidades representativas da área da saúde, entre outros apoiadores.

Fonte: Spresso SP - http://virou.gr/TzJE0l

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Serra está entregue às togas


O tucano José Serra esgotou seu repertório antes de terminar a campanha.

Seu maior problema nesses dias que restam da disputa em SP é decifra o enigma: o que mais dizer ao eleitor que não o ouviu até agora?
A percepção mais grave é que sua narrativa perdeu significado para o próprio PSDB. Pior: a imensa rejeição que atrai tornou-o um estorvo ambulante para o futuro do partido.

A obsolescência contagiosa prenuncia-se em isolamento. Este se reflete nos recados de pavões partidários, sempre ágeis em se desvencilhar do legado de uma derrota. Sobretudo, quando tende a deixar sequelas na opinião pública simpatizante da legenda.

FHC e Sergio Guerra vazam desapontamento com a condução das coisas em SP. Contabilizam como erro primário a fusão da candidatura com a agenda da intolerância.

O horizonte de uma vitória tucana em SP, associado a um termidor de malafaias, colocou em alerta parcelas da classe média que orbitam em torno do PSDB; adensou a percepção do partido como um agrupamento que age e urdi na base do vale tudo que condena.

Não só. Muitos consideram inábil a sôfrega exploração do julgamento em curso no STF pela campanha em SP.

Serra está distribuindo milhões de adesivos com o slogan ` Diga não ao mensalão`. A panfletagem é uma parceria calculada com o calendário desfrutável do Supremo, que deve culminar esta semana com a deliberação de penas.

É o tour de force que lhe restou nas horas que correm. Pode siginificar um desastrado saque contra o futuro, na avaliação de analistas embarcados na sorte do PSDB.

A mão grande de Serra na cumbuca da Ação Penal 470 dessacraliza um trunfo nacional contra o PT em 2014. Ademais de arguí-lo com uma derrota nas urnas em São Paulo, subtrai ao julgamento um cerimonial de ecumenismo e equidistância que o legitimaria. Cabos eleitorais togados poderão ir além do inexcedível espetáculo político eleitoral que emoldurou certos votos nas condenações decididas nesta 2ª feira?

Serra ignora limites e ponderações. A soberba é o seu ponto forte.

Do alto dela, o ex-governador menosprezou a importancia de uma plataforma consistente para concorrer em SP. Um aggionamento programático de seu perfil teria sido estratégico para suavizar as marcas ainda recentes de um abalroamento triplo, a saber: a) a segunda derrota presidencial em 2010, desta vez para uma adversária que ele próprio definia como `um poste` ; b) o bom governo e a elevada aprovação popular que `o poste` exibe hoje, desautorizando-o como avalista de um desastre que não se consumou; e, ao contrário, c) o desastre executivo de proporções ferroviárias da gestão que bancou como a melhor para São Paulo --a de seu afilhado Gilberto Kassab ,catalisador de um sentimento de rejeição quase unânime na cidade, expresso no desejo de mudança administrativa de 88% da população; sendo este o principal flanco da candidatura tucana.

O raciocínio político tosco é outro traço que os próprios amigos da Unicamp creditam a Serra.

O ferramental rudimentar definiu o teto de sua liderança com um pé direito insuficiente para acomodar todo o PSDB e convencer a sociedade a lhe conceder a delicada tarefa de presidir a Nação.

A falta de grandeza e a moderada argúcia levaram-no ao erro de avaliação que pode selar agora sua despedida da política.

Serra apostou que o manejo do ódio ao petismo, do qual se tornou o maior expoente com a derrocada dos Demos, seria abastecido just in time pela artilharia do STF. A entrega de munição à campanha deste ano culminaria numa apoteose, com a definição das penas em plena boca de urna do 2º turno.

As togas fizeram e fazem a sua parte nessa guerra de politização da justiça e vice versa. Mas o excesso caramelado pelo jogral enjoativo do dispositivo midiático conservador torna qualquer enredo desinteressante; em certa medida, suspeito.

A trama caricata chega ao seu epílogo --deliberadamente associado ao desfecho das eleições-- tropeçando em inconsistências que transpiram mais engajamento do que credibilidade.

É desse paiol molhado que depende a munição dos últimos dias de campanha de Serra.

Por tudo isso, seu futuro político está entregue às togas, muito mais do que o dos petistas que demoniza. Com uma desvantagem robusta nas pesquisas, o recurso reiterativo deve adicionar pouco à insuficiência já acumulada.

Não é inusitado na história que o algoz tenha o destino concebido às suas vítimas; não raro, como alma penada de um ostracismo sem similar. Serra preenche os requisitos para ser um desses vultos capturados pelas suas próprias armadilhas.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/RTTsg1

Marinistas apoiam Haddad dizendo que Serra representa o Capital Imobiliário


Pela Suntentabilidade e Cidadania, contra o Atraso, apoiamos Haddad.

Somos cidadãos que apoiaram Marina Silva Presidente e Ricardo Young Senador. Acreditamos que o Brasil precisa urgentemente de uma Nova Política, pautada pela Ética, pelo aprofundamento da Democracia e Defesa das Instituições Democráticas, que avance na Defesa da Cidadania Plena, da Justiça Social e na busca incessante da Sustentabilidade.

Queremos que as novas gerações possam viver em um mundo justo e farto.

Constatamos que os últimos 8 anos da gestão Serra/Kassab foram nefastos para a Cidade de São Paulo. O processo de descentralização e democratização da administração retrocedeu. Políticas Públicas voltadas aos direitos do Cidadão, como Saúde, Educação e Inclusão Social, conheceram enorme precarização. Foi sistemática a implementação de ações que privilegiam interesses privados, como a terceirização sem transparência de vários serviços públicos e o favorecimento indisfarçável ao Capital Imobiliário. A candidatura Serra representa a continuidade desse modelo de gestão. Ademais, ao se servir de métodos repugnantes de campanha, reafirma-se como a candidatura do Atraso e da Velha e Viciada Política, contra a qual nos posicionamos enfaticamente.

A todos aqueles que desejam e lutam por uma Cidade e um País mais Justo, Democrático e Sustentável, fazemos aqui um chamamento de luta contra o Atraso! Consideramos que quem se sente parte do processo de recolocação da administração a serviço do Interesse Público, de formulação de propostas para a melhora das condições de vida dos paulistanos de hoje e de amanhã, de promoção de uma Cidadania efetiva e ampla, não vota branco ou nulo. Vota, sim, contra o Atraso. Vota com a esperança de uma Nova Política no país, que passa, no plano restrito da relação eleitoral, tanto pelos compromissos assumidos por candidatos como por nossa disposição a cobrar o seu futuro cumprimento.

Neste segundo turno recomendamos o apoio crítico ao candidato Haddad. Fazemos isso com atenção para o combate à desigualdade social e para a promoção da sustentabilidade ambiental urbana que vão anunciados em seu plano de governo, adendados pela sua adesão formal ao “Programa Cidades Sustentáveis”, compromissos esses que não nos furtaremos em cobrar.

Contra o Atraso, apoiamos Haddad.

Lista inicial de apoios:

Yuri Câmara Batista – Mestrando Administração Pública

Fernando L. B. Vianna – Antropólogo

Haldor Omar – Biólogo

Rose Russolo Losacco – Analista de Marketing

Raphael Malanconi – Graduando FFLCH-USP

Acauã Rodrigues dos Santos – Geógrafo

Gabi Juns – Comunicadora

Pedro Piccolo Contesini – Sociólogo

Carol Thelm – Bacharel em Letras

Majoi Favero Gongora – Antropóloga

Cristiane Fontes – Jornalista

Luis Henrique (Ike) Ferreira – Empresário e Gestor Comunitário

Rodrigo Más – Advogado-Direito Ambiental

Rafael Biscaro – Graduando Gestão de Políticas Públicas-USP

Rodrigo Guim – Ecólogo e Antropólogo

Henrique Moura – Graduando FFLCH-USP

Rivera Lizandro Guianze – Advogado

Samir Mansur – Economista

André Pinto Pacheco – Sociólogo

Giba Azanha – Antropólogo

André Luis Karpinski – Estudante

André Nascimento – Advogado-Direito Constitucional

Jaime Takano – Administrador Público

Carlos Dias Jr. – Antropólogo

Gabriella Contoli – Jornalista

Thais Chueiri

Raul Valle – Advogado-Direito Ambiental

Alexandre Goulart – Economista e Cientista Social

Sandra Mara Ortegosa – Arquiteta, Cientista Social e Ativista


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/S0rrqy

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dilma e Lula convocam mobilização total até dia 28


O Ginásio da Portuguesa foi tomado por um mar de bandeiras vermelhas e milhares de pessoas para ver e ouvir Fernando Haddad, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente Luís Inácio Lula da Silva , na noite de Sábado (20), O palco estelar de mais uma noite histórica na campanha para a Prefeitura de São Paulo recebeu Nádia Campeão, a vice-prefeita de Haddad, que declarou que “nossa campanha teve um fato novo, uma força diferente, e que tem sido decisiva para este novo momento que São Paulo está vivendo: a presença das mulheres. Estamos fazendo uma campanha de propostas, uma campanha limpa. Mas não vamos deixar os ataques sem resposta”.

Rui Falcão, o presidente nacional do PT, fez questão de alertar que nesse momento, faltando uma semana para o segundo turno, é preciso ter cuidado. “Nós estamos na frente nas pesquisas, estamos a um passo da vitória. Mas a vitória ainda não foi conquistada e para que ela aconteça é preciso não calçar o salto alto. É preciso que tenhamos grande mobilização. É isso que vai assegurar a nossa vitória”. E mandou um recado direto para a militância: “Vocês são nosso maior patrimônio, vocês garantiram que Haddad fosse para o segundo turno”.

Emocionado com tantos novos e velhos companheiros no palco e por todos os cantos do ginásio, Fernando Haddad lembrou que “quando eu estava com 3%, esse povo estava do meu lado, em todos os bairros, com suas bandeiras. Ao contrário de muito analista político, que dizia que não estaríamos no segundo turno”. E frisou uma das maiores diferenças de sua candidatura para a de seu adversário. “Nós queremos desbloquear São Paulo trazendo todos os programas federais para cá, sem exceção. Quero transformar São Paulo em um laboratório de políticas públicas e não vou colocar interesses partidários a frente do interesse público. Nos últimos anos, a cidade tem sido tratada como propriedade privada. Isso vai acabar. Agora será o que vocês quiserem”.

Presentes no palco estavam ainda os ministros Marta Suplicy, Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha, o senador Eduardo Suplicy, o vice-presidente Michel Temer, Gabriel Chalita, vereadores eleitos, deputados estaduais e federais. E todos prestaram muita atenção quando o presidente Lula começou a falar com seu habitual carisma e bom humor. “O fenômeno que está acontecendo com este companheiro é mais importante do que o aconteceu com a Marta, quando ganhou, ou com a Erundina. Porque este companheiro, no conceito dos adversários, era apenas um poste e um poste que não tinha transformador. E se esqueceram que o transformador era o povo”.

Lula também bateu na tecla da mobilização. “Até dia 28, nós não ganhamos nada. Ninguém pode colocar sapato alto. Cada companheiro, cada companheira, precisa ter consciência de que o nosso trabalho precisa continuar. O nosso adversário está cada dia mais raivoso”, e então olhou diretamente para Haddad e o aconselhou. “Não faça o jogo rasteiro que ele tá fazendo. Você não tem que dar resposta para ele, você tem que dar resposta aos milhões de paulistanos que acham que você significa a mudança para a cidade”.

A presidenta Dilma Rousseff começou sua fala traçando um paralelo entre a campanha atual para a prefeitura de São Paulo com a presidencial de 2010. O adversário era o mesmo nas duas e, não coincidentemente, o jogo sujo partindo do outro lado do front estava se repetindo agora. “Eu vim aqui lembrar isso para vocês, mas também vim dizer que o companheiro Haddad é um dos mais competentes e experientes para governar São Paulo”.

Então explicou que foi em sua gestão no Ministério da Educação que “nós conseguimos algo que nunca aconteceu antes: um milhão de estudantes pobres na universidade. E a quem se deve isso? A Haddad. Ele também nos ajudou a fazer a política de creches. Diante de vocês está um jovem que se dedicou nos últimos anos a trabalhar para transformar este país num lugar melhor para nós vivermos. E ele sabe a importância da cidade de São Paulo para a economia brasileira”.

Olhando para um palanque cheio de pessoas das mais diversas correntes do PT e de outros partidos como o PMDB e o PC do B, a presidenta mandou um recado direto. “Somos um projeto político de aliados que não persegue ninguém. Não olhamos para a cor da camisa do prefeito e do governador. Sempre garantimos recursos, mas é preciso trabalhar em equipe. Nós precisamos da Prefeitura de São Paulo. Precisamos de gente comprometida com a Lei das Cotas, com o ‘Minha Casa, Minha Vida’ e com pessoas que não tem raiva dos outros. Não achamos que o que o povo fala não deve ser escutado. Somos pessoas que respeitam a vontade do povo, temos esse compromisso”.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/TCLAz2

Bem posicionado em 15 cidades, PT lidera corrida do segundo turno


São Paulo – O PT é a legenda com maior número de candidatos com chances de vencer nas cidades em que ocorre o segundo turno das eleições municipais, daqui a uma semana.  Ao todo, eleitores de 50 cidades voltam às urnas no próximo domingo (28). Segundo levantamento da Secretaria de Organização do partido, feito com base em pesquisas públicas e internas, o PT está bem posicionado em 15 dos 42 municípios em que havia sondagens disponíveis até a última sexta-feira.
Em seis dessas cidades, a diferença dos petistas para os adversários é superior a 12 pontos percentuais: São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mauá, João Pessoa e Niterói. Nas demais (Cuiabá, Montes Claros, Fortaleza, Ponta Grossa, Salvador, Vitória da Conquista, Rio Branco, Campinas e Cascavel) a situação é de empate técnico.  
Em segundo lugar entre os bem posicionados (na frente ou em empate técnico) vem o PSDB, com nove cidades: Rio Branco, Manaus, Belém, Teresina, Taubaté, Pelotas, Campina Grande, Blumenau e Sorocaba. Em seguida vem o PMDB em sete: Vitória da Conquista, Juiz de Fora, Petrópolis, Uberaba, Florianópolis, Guarujá e Sorocaba. 
Na disputa direta contra o PSDB, seu principal adversário, o PT está à frente em três cidades (São Paulo, João Pessoa e Guarulhos), atrás em duas (Pelotas e Taubaté) e empatado em uma (Rio Branco).
De acordo com os dados, e considerando os que já foram eleitos no primeiro turno, o PT pode chegar a 28 prefeitos no universo das 119 cidades com mais de 150 mil eleitores; o PSDB pode chegar a 26; e o PMDB a 20.

Mídia x políticas públicas

O bom desempenho do PT nas eleições de 2012 tem surpreendido a muitos, considerando o bombardeio midiático e a coincidência do julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, com os dois turnos do processo eleitoral. Para o cientista político Francisco Fonseca, da Fundação Getúlio Vargas, o julgamento teve pouco efeito para os propósitos eleitorais porque “há uma dissociação no Brasil, mais recentemente, entre o que aparece na mídia e o efeito das políticas públicas desenvolvidas pelos governos do Partido dos Trabalhadores”. 
Segundo ele, não é causal a coincidência entre os calendários das eleições e do julgamento do STF. “Não é uma coincidência fortuita e sim uma decisão política. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por exemplo, disse que gostaria que o julgamento do mensalão produzisse efeito (eleitoral). Além disso, o STF está sendo pautado pela mídia. Isso é muito problemático para a democracia”, analisa Fonseca.
No entanto, para ele, o eleitor não se deixa mais levar tão facilmente pelo  “massacre” midiático. “O cidadão comum entende que há duas coisas diferentes. Uma é o que aparece na mídia. Outra, sua vida está melhor, e ele entende que há mais emprego, mais crédito, transferência de renda inédita no país, aumento real de salário, programas com Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida”, avalia.

Primeiro turno

No primeiro turno das eleições municipais, o PT foi o partido com maior número de votos em números absolutos. Foram 17,3 milhões (4,2% a mais do que em 2008). O PMDB foi o segundo, com 16,7 milhões de votos, mas caiu 10% em relação à eleição anterior.
Já o PSDB caiu em relação a 2008. Teve 13,9 milhões de votos no primeiro turno em 2012, contra 14,6 milhões em 2008, queda de 4,8%.
Fonte: Rede Brasil Atual - http://virou.gr/Sh7d9B