quinta-feira, 20 de março de 2014

PEC 307 de 2013 do Dep. Zarattini é aprovada: Recursos da CIDE-Combustíveis para baratear os transportes públicos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (19) o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 307 de 04/09/13 do Deputado Zarattini que  prevê a descentralização das receitas do tributo mais diretamente relacionado com o transporte: a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre combustíveis (CIDE-Combustíveis). 

Com o aumento da fração das receitas da CIDE-Combustíveis destinadas a Estados e Municípios e a possibilidade de sua utilização na concessão de subsídios às tarifas do transporte coletivo urbano de passageiros auxiliará no barateamento das passagens que tanto pesam no orçamento das famílias mais carentes.

Tramitação: Agora a proposta será analisada por uma comissão especial e, depois, deverá ser votada pelo Plenário da Câmara em dois turnos.

Leia texto da PEC 307/2013 do Dep. Zarattini na íntegra http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=B2BC291B44C23B514C2D4172627EB920.node2?codteor=1126044&filename=PEC+307/2013

terça-feira, 11 de março de 2014

Pronunciamento do Dep. Carlos Zarattini avalia 5 anos da Estratégia Nacional de Defesa

O SR. PRESIDENTE (Deputado Izalci) - Pela indicação do Partido dos Trabalhadores, concedo a palavra ao Deputado Carlos Zarattini. 

SR. DEPUTADO CARLOS ZARATTINI - Sr. Presidente desta sessão, Deputado Izalci, a quem parabenizo pela iniciativa de convocar esta Comissão Geral; queria cumprimentar ao Secretário-Geral do Ministério da Defesa Ari Matos Cardoso; ao Almirante de Esquadra Carlos Augusto de Sousa, representando o Comandante da Marinha; o General de Divisão Luiz Felipe Linhares Gomes, representando o Comandante do Exército; ao Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, representando o Comandante da Aeronáutica; os representantes das entidades que aqui falaram, senhores militares, demais presentes, nós gostaríamos aqui, hoje, de reforçar essa visão que foi apresentada aqui pelo Comando das três Forças e pelo Ministério da Defesa.

Nós estamos vivendo o quinto ano, e vamos para o sexto ano, da aprovação da Estratégia Nacional de Defesa, que marca um novo período na defesa brasileira, que marca um novo momento nas Forças Armadas, porque nós passamos a constituir um projeto de defesa que é muito mais do que uma somatória de ações, como vinha sendo feito anteriormente. Somatória que, inclusive, colocava em dúvida, como bem relatou aqui o Deputado Raul Jungmann, a necessidade das Forças Armadas. Havia quem discutisse isso, e se não era o caso de prescindirmos da Defesa e das Forças Armadas, até porque, do ponto de vista internacional, colocava-se o fim da bipolaridade no mundo, a hegemonia norte-americana, e, portanto, não haveria mais do que se falar em Forças Armadas.

Mas nós recuperamos essa discussão e colocamos de pé esse projeto, o Projeto da Estratégia Nacional de Defesa, que não é um projeto simplesmente das Forças Armadas, mas é um projeto de país, é um projeto de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, capaz de fazer com que o nosso País evolua, evolua muito do ponto de vista do conhecimento, do ponto de vista dos meios de defesa, do ponto de vista de garantir autonomia brasileira. E isso está sendo colocado em prática. O que nós estamos vendo — e aqui foi apresentado pelo Comando das três Forças — é exatamente o quanto nós estamos avançando neste projeto, estamos avançando concretamente.

Já demos passos significativos em relação à questão da defesa nuclear, do submarino nuclear, das forças navais. Demos passos significativos em relação ao desenvolvimento das forças terrestres, através do Exército, e da defesa cibernética, que hoje se coloca como uma questão central. Nós estamos a cada dia vendo a importância desse debate da defesa cibernética. Não é uma questão marginal, é uma questão central, e o Exército, na defesa das infraestruturas, tem que estar muito atento à questão da defesa cibernética, e, também, as nossas Forças Aéreas, com o desenvolvimento de um projeto brasileiro, que é o Projeto KC-390, agora, finalmente resolvida a questão do desenvolvimento do caça em parceria das forças da Suécia. Esse desenvolvimento vai garantir a autonomia da indústria brasileira e a autonomia da nossa defesa.

 Nós tivemos agora uma informação, Deputado Izalci — V.Exa., que é uma pessoa preocupada com o desenvolvimento tecnológico —, que o FINEP, através do programa InovaDefesa, já recebeu a solicitação de 13,5 bilhões de reais de financiamento, dos quais foram aprovados 8,4 bilhões. Portanto, nós não estamos falando aqui de um projeto que ainda estamos tentando colocar em prática. É um projeto que já está em prática e que precisa avançar ainda mais. E, nesse sentido, Deputado Izalci, eu acredito que nós temos que discutir a indústria, temos que discutir o desenvolvimento tecnológico, temos que discutir o desenvolvimento das Forças, temos que discutir também, como V.Exa. bem colocou aqui, a questão da remuneração das Forças Armadas. Não é uma questão que pode ser deixada de lado. E, nesse sentido, este Congresso também aprovou aqui a constituição da Amazul, que é uma empresa que tem a finalidade também de garantir a manutenção das pessoas que adquirem esse conhecimento. Nós precisamos desenvolver muito mais que isso. Nós precisamos melhorar efetivamente a questão salarial das Forças Armadas.

 Mas, para isso, me parece que é fundamental estabelecermos o próximo passo, que é ter um orçamento da defesa em nosso País, um orçamento constituído e garantido. Esse, sim, é um passo importante para que possamos ter a garantia da continuidade dos projetos — e isso é importante não só para a defesa, como para a própria indústria — e a garantia da permanência dos membros das Forças Armadas nos serviços, para que efetivamente não percamos o conhecimento que eles adquirem ao longo do tempo.

É necessário, sim, estabelecer um projeto de orçamento da Defesa com as suas fontes de recurso. Durante a discussão da questão dos royalties nós colocamos a necessidade de destinar parte dos royalties para a Defesa. Não logramos êxito, não logramos êxito nisso. Os royalties do Pré-Sal foram destinados 75%para a educação, 25% para a saúde, e dos royalties que não são do Pré-Sal continuam se destinando uma parte para as atividades da Marinha. Mas é necessário nós retomarmos esse debate.

 É necessário nós aprofundarmos e discutirmos a viabilidade da utilização de um patrimônio das Forças Armadas que hoje já não é possível se utilizar. São patrimônios que estão no meio das cidades, altamente valorizados, e que poderiam ser fonte de recurso para o desenvolvimento de todo esse projeto. Então, para concluir, Deputado Izalci, queria dizer que nós temos um futuro pela frente. As Forças Armadas de hoje são completamente diferentes do que nós vamos ter no futuro. Nós vamoster um desenvolvimento da Defesa muito forte em nosso País, desenvolvimento industrial, tecnológico e desenvolvimento humano.

E é importante que as Forças Armadas estejam sim vinculadas às grandes questões nacionais e às necessidades de nosso povo, não só na área da segurança, mas agora mesmo estamos enfrentando problemas de enchentes no Norte do País. Lá estão as Forças Armadas! E elas têm que estar de mãos dadas com o povo brasileiro, atendendo exatamente a essas necessidades. É para isso que elas existem. Não só para a Defesa, em relação a outros Países, mas para a Defesa do próprio povo.

Então, nós achamos que temos sim é que estar com as Forças Armadas em atividade. E mais:consideramos também fundamental que nós possamos, nesse projeto de defesa das nossas fronteiras, povoar as nossas fronteiras, porque esse é um grande problema. Não basta nós termos um destacamento do Exército lá na divisa com qualquer outro País, na selva amazônica. Nós temos que, sim, povoar, ter atividades econômicas sustentáveis, mas temos que dispor de atividades econômicas para que a gente possa garantir que haja povo brasileiro nas fronteiras.

Esse é um caminho que temos que fazer de mãos dadas, todos, Forças Armadas, povo brasileiro, numa só missão. Muito obrigado. Um abraço a todos. (Palmas.)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mais uma da Folha!

O jornal Folha de São Paulo publicou hoje uma nova pesquisa do Datafolha sobre as eleições presidenciais. Mais uma vez tratou de "editar" a pesquisa. Vejam só:

A manchete: "Dilma para de subir, mas seria reeleita no primeiro turno". Nem na matéria se destacam as seguintes informações: Aécio Neves caiu de 21% em outubro para 19% em novembro e para 17% em fevereiro (empatando com os votos em branco).

Eduardo Campos caiu de 15% em outubro para 11% em novembro e subiu para 12% agora.

Marina cai de 29% em outubro para 23% agora.

A rejeição de Dilma, Aécio e Eduardo subiu de 25% para 30%, todos empatados.

Lula continua com a rejeição lá em baixo, subiu de 16 para 17%.

A Folha deveria ter destacado: "Oposição não consegue avançar"

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Dep.Zarattini participa de entrevista no programa "Notícias em debate"

Hoje pela manhã o Deputado Zarattini participou do programa "Notícias em Debate" TVB afiliada do SBT da região de Campinas com o apresentador Helton Pimental para debater política em geral e alguns dos seus projetos.





Confira a entrevista  no link:  Notícias em Debate - Carlos Zarattini TVB afiliada Record

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Dep. Zarattini e Secretário de Saúde Fillipi visitam Butantã para discutir Unidades de Atendimento de Saúde

Ontem o Dep. Zarattini e o Secretário Municipal da Saúde, José de Fillipi visitaram a UBS (Unidade Básica de Saúde) da São Remo junto a comunidade local para verificar as obras em andamento. A UBS deverá ser entregue na segunda quinzena de Março para a população. O Secretário e o Dep. Zarattini apresentaram o prédio e discutiram com a população a melhor forma de atendimento da UBS para a região.




Na visita ao Jardim São Jorge, o Secretário Fillipi e o Dep. Zarattini vistoriaram terrenos possíveis para a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) dando continuidade a plenária ocorrida ano passado que decidiu a construção da unidade de atendimento. Além disso, visitaram a AMA (Assistência Médica Ambulatorial) e a UBS locais para verificar o trabalho em andamento.  


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CEO – CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS Deputado Zarattini participa da inauguração do milésimo CEO


 Foi inaugurado ontem, em Santo Amaro (Zona Sul de São Paulo), a milésima unidade dos Centros de Especialidades Odontológicas. O ato contou com a presença do Prefeito Fernando Haddad, do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do Secretário de Saúde do Município, José de Fillipi e de outras autoridades.

Deputado Zarattini também estava lá para prestigiar mais essa parceria entre o Governo Federal e o Município de São Paulo. O atendimento na área da saúde bucal vai ser duplicado com a oferta de novos serviços oferecidos para a população, trazendo mais saúde e qualidade de vida para quem mais precisa. 


Os centros são uma das frentes de atuação do Brasil Sorridente. O tratamento oferecido nos Centros de Especialidades Odontológicas é uma continuidade do trabalho realizado pela rede de atenção básica e no caso dos municípios que estão na Estratégia Saúde da Família, pelas equipes de saúde bucal.

Os profissionais da atenção básica são responsáveis pelo primeiro atendimento ao paciente e pelo encaminhamento aos centros especializados apenas casos mais complexos.

Cada Centro de Especialidade Odontológica credenciado recebe recursos do Ministério da Saúde. A implantação de Centros de especialidades funciona por meio de parceria entre estados, municípios e o governo federal, isto é, o Ministério da Saúde faz o repasse de uma parte dos recursos e Estados e municípios contribuem com outra parcela:

Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) são estabelecimentos de saúde, participantes do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES, classificadas como Clínica Especializada ou Ambulatório de Especialidade. Os Centros de especialidades Odontológicas estão preparados para oferecer à população, no mínimo , os seguintes serviços:
- Diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca.
- Periodontia especializada
- Cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros
- Endodontia
- Atendimento a portadores de necessidades especiais

Com informações do site do Departamento de Atenção Básica.http://dab.saude.gov.br/CNSB/atencao_secundaria_centro.php

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A recuperação da crise no Mundo aumenta as desigualdades

Mundo perde 62 milhões de empregos, diz OIT

21 de janeiro de 2014 | 8h 05

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE - Agencia Estado
GENEBRA - A crise financeira iniciada em 2008 expulsou do mercado de trabalho 62 milhões de pessoas no mundo e, hoje, 202 milhões de pessoas estão desempregadas, o equivalente a um Brasil inteiro. Enquanto isso, uma elite composta por apenas 85 indivíduos controla o equivalente à renda de 3,5 bilhões de pessoas no mundo.
Dados divulgados na segunda-feira, 20, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela entidade Oxfam revelam o impacto social da crise de 2008. Meia década depois do colapso dos mercados, os ricos estão mais ricos e a luta contra a pobreza sofreu forte abalo. Hoje, 1% da população mundial tem metade da riqueza global.
Os levantamentos foram publicados na véspera do Fórum Econômico Mundial, que começa na quarta-feira, 22, em Davos. Pela primeira vez nos mais de 40 anos da entidade, os organizadores reconhecem a desigualdade como o maior risco para o planeta.
Para a OIT e a Oxfam, a crise mundial gerou uma concentração de renda inédita no mundo rico nos últimos 70 anos e fez o número de desempregados bater recorde. O que mais preocupa as entidades é que a recuperação da economia não está sendo seguida por uma geração de postos de trabalho e a previsão é de que, em 2018, 215 milhões de pessoas não terão emprego. "A crise é muito séria e o número de desempregados continua a subir", disse Guy Ryder, diretor-geral da OIT. "Precisamos repensar todas as políticas. A crise não vai acabar até que as pessoas voltem a trabalhar."
Em 2013, mais 5 milhões perderam o emprego, principalmente na Ásia. Desde 2008, um volume extra de 32 milhões de pessoas busca trabalho, sem sucesso. Mas outras 30 milhões de pessoas simplesmente abandonaram o mercado de trabalho e desistiram de procurar empregos. Só em 2013, foram 23 milhões. "Essas são taxas inaceitáveis", disse Ryder. Hoje, a taxa de desemprego global é de 6%. Por enquanto, não há sinal de queda do desemprego na Europa, enquanto outras regiões começaram a registrar aumento.
Jovens
Outra preocupação da OIT é com o fato de que 13,1% dos jovens do mundo continuam sem emprego - 74,5 milhões de pessoas. Apenas em 2013, 1 milhão de jovens perderam seus trabalhos. Mesmo entre os empregados, a situação nem sempre é adequada. Segundo a OIT, 375 milhões de pessoas ganham menos de US$ 1,25 por dia. Outros 839 milhões ganham menos de US$ 2.
O que a OIT registrou ainda é que os esforços de redução da pobreza foram afetados pela crise. Em média, o número de pessoas que ganhavam menos de US$ 2 por dia caía em média 12% ao ano. Em 2013, a redução foi de apenas 2,7%.
Enquanto a luta contra a pobreza perde força, dados da Oxfam mostram que a disparidade social no planeta ganhou força desde 2008, quando a crise mundial afetou em especial as classes médias. Hoje, as 85 maiores fortunas do mundo somam US$ 1,7 trilhão, a mesma renda de metade da população. O grupo de 1% mais rico tem renda 65 vezes superior aos 50% mais pobres. 70% da população vive hoje em países onde a desigualdade aumentou nos últimos 30 anos. "As elites globais estão mais ricas e a maioria da população mundial está excluída", diz o informe.
Cerca de 10% da população mundial controla 86% dos ativos do planeta. Os 70% mais pobres controlam apenas 3%. Nos EUA, 95% do crescimento gerado após a crise de 2008 ficou nas mãos de 1% da população. Os dez mais ricos da Europa mantêm fortunas equivalentes a todos os pacotes de resgate aos países da região entre 2008 e 2010 - cerca de 200 bilhões.
No que se refere ao Brasil, a Oxfam aponta para o "significativo sucesso" em reduzir as desigualdades graças a investimentos públicos e aumento de salário mínimo em mais de 50% desde 2003. Ainda assim, o Brasil é a economia onde a renda dos pais mais determina o sucesso dos filhos. A Dinamarca e Suécia estão no lado oposto da tabela.
Para Winnie Byanyima, diretora da Oxfam, o controle da economia mundial por um pequeno grupo não ocorreu por acaso. "A concentração de renda aconteceu por um processo em que a elite levou o processo político a desenhar regras no sistema econômico que a favorecessem." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

2013, ANO DE TRABALHO INTENSO E DE MUITAS CONQUISTAS

Pronunciamento do Deputado Carlos Zarattini na Câmara dos Deputados em 12 de dezembro 2013

Sr. Presidente, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas,
Gostaria de nesse pronunciamento de final de ano fazer um balanço de nosso mandato e avaliar as perspectivas do desenvolvimento do nosso Brasil.
Temos lutado muito pela melhoria das condições de vida do nosso povo, em especial dos que mais precisam. Para isso, conseguimos conquistar neste Congresso Nacional importantes vitórias.

Redução do valor das contas de luz para todas as famílias e empresas do Brasil
Aprovamos a Lei da Tarifa Social de Energia Elétrica (Lei N⁰ 12.212/2010) que garante a mais de 14 milhões de famílias brasileiras, desde 2010, descontos na conta de luz, além de equipamentos mais eficientes como lâmpadas, chuveiros e geladeiras. É umaLei importante que antecedeu a redução nas contas de energia levada a cabo pela Presidenta Dilma no início deste ano de 2013 e que não só diminuiu as despesas de todo o povo como também beneficiou a indústria e o comércio.

Royalties do Petróleo para a Educação e para a Saúde
Neste ano, conseguimos aprovar também a destinação dos recursos dos royalties do petróleo do Pré-sal para a Saúde (25%) e para a Educação (75%) - Lei n⁰ 12.858/2013. Foi uma vitória fundamental porque que vai garantir mais de R$ 200 bilhões para a Educação e R$ 70 bilhões para a Saúde nos próximos dez anos!
Tive a responsabilidade de trabalhar nesse projeto por mais de um ano como seu relator e posteriormente presidi a Comissão Especial que o analisou. Vale ressaltar que esses recursos são adicionais ao que já é exigido hoje de aplicação nesses setores pela Constituição.
Com o início da exploração do Campo de Libra no Pré-sal até 2018, não só vamos avançar muito na Educação, mas, principalmente, vamos ter uma indústria do petróleo muito mais vigorosa. Serão novas sondas, plataformas, navios, oleodutos e gasodutos, refinarias, que vão impulsionar o desenvolvimento nacional e o emprego de milhões de brasileiros.

Não existe corrupto sem corruptor! Aprovação da Lei Anticorrupção
Também avançamos bastante com a aprovação da chamada Lei Anticorrupção (Lei n⁰ 12.846/2013). Fui relator desse projeto enviado ao Congresso pelo Presidente Lula e conseguimos, pela primeira vez na história, estabelecer uma legislação que pune as empresas corruptoras.

Se já houvesse essa lei antes não estaríamos vendo tantas empresas saírem impunes de tantos escândalos de corrupção. É o caso das fabricantes de trens Siemens e Alston que fizeram a farra durante os governos tucanos em São Paulo. E também das construtoras que sonegaram R$ 500 milhões de ISS para a Prefeitura de São Paulo durante os governos de Serra e Kassab.
Mas não paramos por aí!

Menos impostos! Tarifas de ônibus mais baratas!
Conseguimos este ano, no calor das manifestações de junho, a aprovação pelo Senado do Projeto do REITUP (PLC n⁰ 310/2010)de minha relatoria que prevê a desoneração (fim dos impostos) que recaem no transporte urbano e encarecem a tarifa. Esses impostos representam mais de 20% do que pagamos nos ônibus, metrôs e trens. E, além de reduzir a tarifa, o Projeto ainda prevê a implantação do Bilhete Único em todas as cidades e Regiões Metropolitanas do Brasil, a transparência na elaboração das planilhas de custo e a fiscalização para valer do funcionamento das empresas, garantindo a mais qualidade no atendimento da população que usa o transporte público.

A aprovação desse projeto em votação final na Câmara dos Deputados vai baratear o transporte para milhões de usuários e permitir que avancemos para o Bilhete Mensal, que já está implantado em São Paulo, garantindo que essa despesa obrigatória dos trabalhadores custe cada vez menos no bolso dos trabalhadores.
Dessa forma temos colaborado para os avanços do Brasil e do nosso povo.

Trabalhando pelo Brasil e por São Paulo
Hoje, temos a menor taxa de desemprego da nossa história. É menor também que a taxa de todos os países do mundo desenvolvido e em desenvolvimento. A renda dos trabalhadores continua crescendo apesar da crise mundial que nos impõe muitas restrições. O salário mínimo tem uma legislação que garante aumentos reais e sua recuperação todo dia primeiro de cada ano. As categorias organizadas também têm conseguido aumentos acima da inflação.

E as perspectivas para 2014 são muito boas. A exploração do Pré-sal vai dinamizar a indústria naval e metalúrgica; a agroindústria continua batendo recordes de produção; a construção civil e o projeto Minha Casa Minha Vida estão a pleno vapor com mais de dois milhões de moradias em obras; temos cinco grandes aeroportos sendo ampliados, dezenas de rodovias sendo duplicadas; mais de cinco mil quilômetros de ferrovia sendo implantados; portos sendo construídos e ampliados.

Além disso, a Presidenta Dilma destinou mais R$ 50 bilhões para a construção de metrôs e corredores de ônibus nas principais cidades brasileiras. Só em São Paulo, o Governo Federal está investindo R$ 4 bilhões em corredores de ônibus e em quatro linhas de metrô e monotrilho, além da recuperação dos trens e terminais urbanos nas cidades da Região Metropolitana.

Menos impostos para quem mais emprega
Na Câmara dos Deputados, estamos trabalhando na reformulação da Lei da Micro e Pequena Empresa e do Empreendedor Individual. Queremos desonerar ainda mais as pequenas empresas que são as que mais empregam no Brasil e incluir mais setores nessa legislação. Tenho trabalhado na Comissão Especial que trata do assunto e devemos, no início do próximo ano, ter esse trabalho concluído.
Aliás, temos que desburocratizar radicalmente a vida empresarial, especialmente dos pequenos empresários. E essa deverá ser uma das principais tarefas do próximo Governo Federal e dos próximos governos estaduais.
Importante ressaltar que, neste ano, o Governo Dilma realizou um amplo programa de desoneração da folha de pagamento e de redução da carga tributária. Foram mais de R$ 80 bilhões de renúncia fiscal para diversos setores da indústria.
No entanto, não teremos avanços significativos na qualidade de vida dos brasileiros se não melhorarmos a saúde e a educação.

Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para o Povo
Nesse sentido, temos que destacar o trabalho corajoso do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, com apoio da Presidenta Dilma, criou o Programa Mais Médicos que está levando médicos para os lugares mais distantes do interior do Brasil e para a periferia das grandes cidades.

Todos sabemos que não adianta apenas a construção de Postos de Saúde, Prontos Socorros e Hospitais se não tivermos a garantia da presença dos profissionais.
Infelizmente, nem todos os médicos brasileiros aceitam esses empregos e o povo estava desassistido. Com nosso apoio na Câmara, aprovamos a vinda de médicos estrangeiros, em especial cubanos, que estão atendendo nossa gente com muito carinho e atenção.

Aprovamos também a obrigatoriedade da residência médica de dois anos no SUS e a abertura de novas faculdades de medicina em regiões carentes de médicos. Com certeza, estamos vivendo uma nova era na saúde pública brasileira que vai nos dar frutos ainda maiores nos próximos anos.

Mas, ainda precisamos melhorar a fiscalização e a regulação dos convênios médicos e planos de saúde particulares que cobram caríssimo e prestam serviços de má qualidade para a população.

Educação de qualidade para garantir um futuro melhor para nossos jovens
Da mesma forma, estamos assistindo o desenvolvimento da educação no nosso país. Dilma está construindo creches por todo o país, novas universidades e escolas técnicas. O Prouni continua ativo e já estamos atendendo mais de 3,5 milhões de jovens no PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Já temos mais de 300 mil jovens estudando no exterior com bolsa do Governo Federal.

Mas, como diz o Ministro Mercadante, ainda temos muito a caminhar. De cada 5 milhões de jovens com idade para entrar numa universidade apenas um milhão tem vaga garantida. Precisamos garantir cursos universitários ou técnicos para todos.

É necessário, senhores e senhoras, uma política mais efetiva para a nossa juventude.

Com os royalties do petróleo vamos melhorar a educação. Entretanto, temos que garantir espaços de cultura e esporte onde o potencial criativo da nossa juventude possa aflorar. Hoje, na periferia de muitas cidades, o tráfico de drogas e a criminalidade impõe uma dinâmica nefasta a muitos meninos e meninas. Precisamos ocupar esses espaços.

Temos que cuidar também do nosso sistema penal, pois há mais de 500 mil presos no Brasil, a maioria são jovens que praticaram pequenos delitos. Nosso sistema penal não recupera e, a maioria, após cumprir sua pena, volta a delinquir. É necessário repensar essa situação e adotar penas alternativas para jovens de baixa periculosidade ao invés de deixá-los em presídios onde reinam as quadrilhas.

Nosso Governo tem cuidado do nosso povo e muitas conquistas têm sido alcançadas.

Democracia e Direito à Informação
A democracia brasileira é vigorosa e, apesar de todo esforço da mídia conservadora para criminalizar a política, temos assistido, cada vez mais,milhões e milhões de brasileiros participarem e se interessarem pela política. Exemplo disso, foram as últimas eleições internas do PT onde mais de 400 mil militantes foram votar e escolher as novas direções.

Mas para a democracia se tornar completa temos que ter o direito à informação. No Brasil, ainda imperam algumas poucas famílias que controlam as principais emissoras de TV e rádio e os principais jornais. Não acredito que precisemos controlar o conteúdo podre que eles tristemente nos expõem todos os dias. Novelas e programas de baixa qualidade que apenas incentivam o consumismo e a degradação moral. Precisamos sim é de novos espaços.

A democratização do acesso a novos canais de TV e de rádio. Mais abertura e incentivo para as rádios comunitárias. Apoio aos jornais do interior do país e dos bairros das grandes cidades. Uma internet livre e não controlada pelas grandes empresas de comunicação onde nosso povo possa se manifestar culturalmente e opinativamente.

Soberania e Defesa Nacional
Para concluir, precisamos também continuar nos afirmando no cenário internacional. Diferentemente dos tucanos, que durante o governo FHC abaixavam a cabeça e faziam tudo que interessava aos EUA, Lula e Dilma estão mostrando que nosso país e nosso povo têm sua autodeterminação e estão dispostos a lutar pela paz mundial e pela preservação de nosso território e nossas riquezas.

Não entramos na aventura americana da guerra do Iraque e nem apoiamos as invasões da Líbia e as agressões contra o Irã. Queremos construir uma importante parceria com nossos irmãos latino-americanos (estamos revendo o Estatuto do Estrangeiro) e africanos. Para isso, nosso governo incentiva a vinda de estudantes para o Brasil e faz investimentos brasileiros que apoiam o seu desenvolvimento.

Queremos um Mercosul mais forte e uma relação com os povos africanos ainda mais próxima!

Precisamos e estamos ainda desenvolvendo um enorme esforço para implantar nossa Estratégia Nacional de Defesa. Não seremos mais compradores de armas e equipamentos. Queremos desenvolver tecnologia e tecnologia que possa ser útil também para usos civis.

Como Presidente da Frente Parlamentar da Defesa, pude acompanhar nestes últimos três anos importantes conquistas nesse campo. Estamos a pleno vapor com o nosso Programa Nuclear e com o desenvolvimento do Programa de Submarinos, estamos desenvolvendo mísseis de última geração. Já começamos a implantação do Sistema de Defesa de Fronteiras (SISFRON), implantamos uma poderosa indústria de helicópteros militares, estamos desenvolvendo um novo tipo de avião cargueiro militar (KC 390); já está em fabricação o novo satélite de comunicação das Forças Armadas que vai substituir o que foi privatizado por FHC.

Estamos investindo fortemente em defesa cibernética para impedir ataques e espionagem como a que foi dirigida contra nós pelos EUA. Tudo isso com uma nova lei que garante a participação de empresas nacionais, de capital nacional, na produção de bens e serviços.

Não queremos nos transformar numa potência militar para agredir ou invadir outros países. Queremos sim ter uma importante força dissuasória que impeça qualquer ataque ao nosso território ou às nossas riquezas. Esse é o fundamental para um país ser respeitado.

Reconhecimento dos Direitos Trabalhistas das Domésticas
Não poderia terminar este discurso sem me referir a mais importante conquista trabalhista dos últimos anos no Brasil. Participei da Comissão Especial que, com a relatoria da Dep. Benedita da Silva (PT-RJ), garantiu para as empregadas domésticas brasileiras os mesmos direitos de todos os trabalhadores. É o fim do resquício da escravidão que ainda existia na nossa Constituição e o reconhecimento dos direitos de mais de 6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

Em 2014 vamos manter o rumo certo
Em 2014 nosso povo vai às urnas novamente para decidir nosso rumo pelos próximos quatro anos. Tenho certeza que vamos continuar pelo caminho da justiça social, da democracia e da nossa independência. 

Temos um longo caminho a percorrer e precisamos manter essa revolução silenciosa iniciada por Lula em 2002. Só assim teremos um povo orgulhoso eum país realmente digno.

Obrigado.