sexta-feira, 17 de março de 2017

Líder do PT critica pauta bomba do governo Temer e diz que população lutará contra retrocessos

A celeridade do governo ilegítimo de Michel Temer para aprovar a “pauta bomba”, que fere de morte os direitos dos trabalhadores brasileiros, sofreu duras críticas, nesta segunda-feira (6), do líder do Partido do Trabalhadores na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “Querer aprovar a toque de caixa a reforma da Previdência é um verdadeiro absurdo”, reagiu o petista. De acordo com o líder, a reforma mexe com interesse de 200 milhões de brasileiros e não poderia ser feita desta forma.

“Esta é uma reforma que vai, na prática, impedir que boa parte desses milhões de brasileiros possa se aposentar e, os poucos que conseguirem, receberão menos do que aquilo a que têm direito e com o qual contribuíram a vida toda”, ponderou o líder do PT.

Zarattini classificou de “verdadeiro absurdo” a tentativa do governo de querer passar o “rolo compressor” num tema dessa importância. “Com certeza não vão conseguir”, antecipou.

O líder apontou ainda como mais um exemplo da pressa do governo em penalizar o trabalhador, a manobra de ressuscitar o projeto de lei (PL 4302/98), da era de Fernando Henrique Cardoso (FHC), que versa sobre terceirização de mão de obra.

Ele criticou a ideia do governo de voltar a discutir a questão da terceirização resgatando um projeto que vem de 1998 e que foi discutido em outra composição Congresso. “É um projeto muito antigo, mas o governo quer passar esse projeto também a toque de caixa”, alertou.


Ao se pronunciar sobre a afirmação do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), que adiantou que o governo não vai abrir mão da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, Zarattini afirmou que esse é um dos pontos fundamentais defendidos por Michel Temer.

“Como é que podemos admitir colocar uma idade mínima tão alta para o padrão da idade média do brasileiro? Como se pode colocar no texto que só pode se aposentar com 65 anos, sendo que há regiões em que a maioria dos brasileiros não chega a essa idade?, questionou Zarattini.

“Nas regiões Nordeste e Norte, e mesmo na periferia de grandes cidades, como são Paulo e Rio de Janeiro, tem uma grande parcela de brasileiros que não chega aos 65 anos. Então, é uma proposta que não tem pé e nem cabeça”, criticou.

Mobilização – Adiantou o líder do PT que o massacre que o governo Temer pretende fazer à classe trabalhadora, terá resistência. “Vai ter uma mobilização muito grande que vai começar agora no dia 8 de março. Em muitas cidades do país as mulheres vão às ruas contra a reforma da Previdência. Esse vai ser um tema principal porque as mulheres vão ser muito prejudicadas se aprovada essa reforma”, explicou Zarattini.

Benildes Rodrigues
Foto: Nilson Bastian / Agência Câmara

Um ano após condução coercitiva ilegal e outras violações, Moro segue impune sua perseguição contra Lula

Completa um ano, neste sábado (4), o nefasto episódio da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor na sede da Polícia Federal do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP). Após a medida ilegal e arbitrária, o juiz responsável pela Operação Lava-Jato, Sérgio Moro, protagonizou uma série enorme de violações da lei que prejudicaram o direito de defesa de Lula e de outras pessoas – como a presidenta Dilma Rousseff – que são vítimas da perseguição judicial comandada pela “República de Curitiba”.

Os advogados do ex-presidente denunciaram - inclusive em petição à Comissão de Direitos Humanos da ONU - cada uma das ilegalidades cometidas por Sérgio Moro e pelos procuradores e delegados que se somaram à estratégia de lawfare* contra Lula. Foram cobradas dos órgãos de controle judicial as sanções e reparações cabíveis, sobretudo o afastamento do magistrado por absoluta falta de imparcialidade no caso, mas ele jamais sofreu qualquer penalidade.

Mesmo o Supremo Tribunal Federal – onde o falecido ministro Teori Zavascki teceu duras críticas ao vazamento ilegal das conversas entre Dilma e Lula – não determinou qualquer medida que garantisse o pleno direito à defesa e o respeito ao devido processo legal. No Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), a situação foi ainda pior: as ilegalidades de Moro foram não apenas ratificadas ou minimizadas, mas geraram manifestações de natureza política favoráveis à atuação do juiz que costuma se vestir todo de preto nos inúmeros eventos sociais nos quais desfila como celebridade.



Para o procurador da República Eugênio Aragão, a Lava-Jato entrará para a história com essa “mácula” que é a imparcialidade dos agentes públicos que a conduzem. A Lava-Jato servirá inclusive, diz Aragão, para os próprios juristas aprenderem “como não se faz justiça” numa democracia. “A Operação Lava-Jato pode até dar alguma contribuição, mas ela vai ficar marcada na história por esses abusos que foram gritantes. Condução coercitiva, não só do Lula, mas de qualquer pessoa que não tenha sido intimada, é um abuso. Se a pessoa em momento nenhum prestou resistência, você não pode sair presumindo que se ela não for conduzida ela vai, vamos dizer, se conectar com outras testemunhas para falsear. O que se tem com isso é uma presunção de culpabilidade das pessoas ao invés de se trabalhar com a presunção de inocência”, criticou Aragão, que era o ministro de Justiça do governo Dilma Rousseff no momento do golpe parlamentar.

Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apesar da impunidade de Moro, a ofensiva contra Lula não funcionou. “Essa operação para criminalizar Lula está dando com os burros n’água. A cada dia que passa, se comprova mais que Lula é inocente de todas as acusações. E cada dia mais o povo brasileiro lembra de Lula e o coloca como esperança de uma vida melhor”, avalia o líder petista, que considera grave a impunidade de Moro.

“O STF deveria tomar atitudes para evitar esse tipo de perseguição, sobretudo porque estamos vendo que esse tipo de conduta [de Sérgio Moro] está se proliferando entre juízes que conduzem processos ao arrepio da própria lei”, cobra Zarattini.

Seletividade
– De acordo com Aragão, a condução de Lula deixou todos “atônitos” em relação à seletividade política explícita. “A condução coercitiva de Lula não era a apenas a condução coercitiva de mais uma testemunha da qual se pressupôs que ela não quisesse comparecer se ela tivesse sido contatada. Não, trata-se de uma violência praticada contra um ex-presidente da República que tem uma gravíssima conotação política. Nós não conhecemos nenhum outro político de peso que está em situação parecida com a do presidente Lula, seja Serra, seja Aloysio Nunes, que tenha sido conduzido coercitivamente. Isso mostra também uma enorme seletividade política da própria operação”, ressaltou o procurador.

Quem também sofreu com a atuação politizada de Moro foi o jornalista Breno Altman, do site Ópera Mundi. A exemplo de Lula, Altman foi conduzido coercitivamente – em abril do ano passado – para prestar depoimento sem que tivesse recebido qualquer intimação anterior. Agora, o jornalista foi absolvido, mas afirma que sua vida foi arruinada pelo juiz paranaense. “Apesar de o juiz Sérgio Moro ter me declarado inocente, eu paguei uma pena. O fato é que eu paguei por um crime que não cometi, e tenho certeza que essa pena não será compensada. Toda publicidade do site, em função da minha condução coercitiva, foi cancelada. Jornalistas vivem de imagem e credibilidade”, explicou Altman em entrevista à Folha de São Paulo.

Rogério Tomaz Jr.

*Lawfare é o conceito dado à estratégia política de ataque e desconstrução da imagem de uma liderança a partir de seguidos processos judiciais.

Charge: Latuff

Bancada do PT promove encontro ampliado dia 9 para debater “desmonte” da Previdência

O “Encontro de Parlamentares do PT – Contra o desmonte da Previdência”, promovido pela bancada do PT na Câmara, acontecerá no próximo dia 9 de março, em Brasília.
O objetivo do encontro é informar, debater e mobilizar contra a proposta golpista de Michel Temer de reforma da Previdência, que retira direitos dos trabalhadores.

Participarão vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, gestores e dirigentes do Partido dos Trabalhadores de todo o País.
“Vamos fazer um grande encontro de vereadores, deputados e senadores para discutir a reforma da Previdência e principalmente para organizar a mobilização contra essa reforma que pretende acabar com as aposentadorias no Brasil”, analisa o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “Temos que derrotar essa ofensiva do governo no Congresso e nas ruas”, complementa o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Agenda: 
Encontro de Parlamentares do PT – Contra o desmonte da Previdência
Data: 9 de março
Hora: 8h às 18h
Local: Centro de Convenções Brasil 21 (Setor Hoteleiro Sul, quadra 6, Asa Sul)

Líder do PT cobra demissão do ministro Eliseu Padilha : “tornou-se insustentável”

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), cobrou nesta sexta-feira (24) a imediata demissão do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Segundo ele, a permanência de Padilha se tornou insustentável após a denúncia feita pelo jornalista Lauro Jardim, de que o melhor amigo de Michel Temer e ex-assessor especial da Presidência da República, José Yunes, entregou a Padilha um “pacote” com dinheiro proveniente de caixa dois. De acordo com o jornalista, o montante foi entregue a Yunes pelo doleiro Lúcio Funaro, operador do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Padilha, “braço-direito” de Temer, pediu licença do cargo na quinta-feira (23) alegando problema na próstata. 
A revelação de Yunes foi feita em delação espontânea prestada ao Ministério Público e confirmada em entrevista ao jornalista. O ex-assessor de Temer decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, executivo da empresa, Michel Temer e Marcelo Odebrecht acertaram em 2014 o pagamento de uma propina de R$ 11 milhões ao PMDB. Desse total, cerca de R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes, em São Paulo. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara.
Segundo depoimento de Yunes, o doleiro Lúcio Funaro contou durante o encontro que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados. Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.
“Eu não saberia avaliar o problema de saúde dele (Eliseu Padilha) mas de uma coisa eu tenho certeza: ele tem que sair do ministério já. São tantas irregularidades e ilegalidades que não tem mais sentido a permanência dele na Casa Civil. Temer tem que demitir Padilha imediatamente, uma vez que ele operou recursos ilegais provenientes de propina”, afirmou Zarattini. (Leia nota do líder do PT aqui)

Na mesma linha de raciocínio, o deputado Bohn Gass (PT-RS) destacou que não discute a licença do ministro para o tratamento de saúde, mas defende uma investigação rigorosa sobre a denúncia.
“Do ponto de vista humanitário, desejo que ele se recupere rápido. Mas sobre a denúncia em que ele é acusado, espero uma investigação rigorosa. Afinal, não é qualquer pessoa que faz a acusação, é simplesmente o ex-assessor pessoal e melhor amigo do atual presidente”, observou.
Pelo Twitter, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ressaltou que a denúncia de José Yunes tem o poder de “estragar o carnaval de muitos golpistas que imaginaram um feriado tranquilo”. Segundo ele, “com a nomeação de um aliado de Cunha para o Ministério da Justiça (Osmar Serraglio), Temer achou que as coisas ficariam mais calmas”. Em Brasília, circulavam rumores de que Cunha ameaçava delatar Temer e ministros caso o governo não o livrasse da prisão.
Sobre o escândalo gerado pela confissão do ex-assessor de Temer, Paulo Pimenta disse que “Bezerra da Silva vai ser hit do carnaval no Planalto”, reproduzindo refrão de um grande sucesso do sambista.
“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Entenderam porque Serra fugiu ontem? ”, disse o parlamentar, também se referindo ao pedido de demissão de José Serra do ministério das Relações Exteriores. Assim como Padilha, o senador tucano alegou problema de saúde e da mesma forma que o ministro licenciado da Casa Civil, José Serra também é delatado na Lava Jato. O senador do PSDB é acusado de ter recebido US$ 23 milhões em contas na Suíça, proveniente de propina paga pela Odebrecht.
Héber Carvalho

Política recessiva de Temer provoca desemprego recorde e destrói avanços

Com o Brasil sob o comando golpista, o número de desempregados atingiu – entre novembro, dezembro e janeiro passado – a marca recorde de 12,9 milhões de pessoas, o que representa um crescimento de mais 879 mil pessoas sem emprego em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No confronto a igual trimestre do ano anterior, o aumento foi de mais 3,3 milhões de pessoas. O percentual de desempregados atualmente no País é de 12,6%, que expressa o maior índice desde que o IBGE passou a medir o desemprego no Brasil por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), os números do desemprego no País são o reflexo de uma política recessiva implementada pelo atual governo de Michel Temer. “Em nome do ajuste fiscal, que eles consideram a máxima de política econômica, estão sacrificando a nossa indústria, nossos serviços e, consequentemente, o emprego de milhões de brasileiros. Eles dizem que os juros caem, mas a inflação está caindo e o juro real está aumentando. Quem é pequeno, médio e até mesmo os grandes deixam de investir, porque não vão pagar juros tão altos”, explicou o líder.

Embora o governo do ilegítimo insista em responsabilizar a presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff por esse desastre econômico e social, os dados não mentem. Para os mal intencionados, continua valendo o falacioso argumento segundo o qual o governo golpista ainda não teve tempo de “arrumar a casa”. Na verdade, a lógica é inversa: o tempo que o governo já teve foi utilizado para desarrumar o País com medidas que aceleram e agravam o desemprego no País.


Vale lembrar que há pouco mais de dois anos, quando Dilma encerrava seu primeiro mandato, em 2014, a crise política já estava instalada, o Brasil ainda sentia os efeitos da crise econômica mundial e, ainda assim, o País vivia uma situação de pleno emprego. As informações são do próprio IBGE, que, ao divulgar o resultado do desemprego em novembro e dezembro daquele ano, mostrou que o índice era de 4,8% e caiu para 4,3% no último mês do mandato de Dilma. Assista à matéria do Jornal da Globo em que, à época, a própria emissora exibiu reportagem sobre o assunto (“Brasil encerra 2014 com a menor taxa de desemprego já registrada”) e reconheceu o feito do governo Dilma.

No geral, a presidenta fechou seu último ano de primeiro governo com uma média de desemprego – entre janeiro e dezembro – de 4,8%, configurando-se como o menor percentual de toda a série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Veja aqui os dados detalhados do IBGE. Mais que isso, o instituto mostrou naquele ano de 2014 que a média de desempregados foi estimada em 1,176 milhão, contingente 54,9% menor que o de 2003 – primeiro ano do governo Lula, que, de fato, havia herdado de seu antecessor tucano – o ex-presidente FHC – um País afundado em desemprego.

Foi justamente Lula quem iniciou o grande ciclo virtuoso de geração de empregos, de incentivo à produção, de apoio à indústria nacional, de estímulo à micro e pequena empresa, fazendo o contrário do que o governo atual faz hoje com o País, implementando uma política econômica que privilegia unicamente o grande capital financeiro, em prejuízo dos setores da economia que, de fato, geram emprego. Portanto, o desemprego em alta é o resultado mais imediato do golpe e é de responsabilidade exclusiva daqueles que criaram e insuflaram uma crise política, que atualmente revela seus efeitos econômicos contra a população brasileira.

Tarciano Ricarto

quinta-feira, 16 de março de 2017

Parlamentares apoiam acampamento da Paulista e defendem luta contra retrocessos

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara e no Senado reforçaram nesta quinta-feira (23) a luta dos militantes pró-moradia que resistem bravamente há nove dias num acampamento montado em plena Avenida Paulista – o maior centro financeiro do Brasil e um dos maiores do mundo. Na esquina com a Rua Augusta, centenas de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) montaram barracas e levaram colchões para reivindicar a liberação de novas contratações do “Minha Casa, Minha Vida” para a faixa mais pobre da população, cujas obras ficaram comprometidas após a chegada dos golpistas ao poder.
“Esse acampamento aqui é um ponto de resistência no País. A Bancada do PT lá em Brasília está solidária e firme com vocês. Em todos os cantos que houver resistência, nós vamos estar juntos e vamos ser parceiros da luta. Mais que isso, queremos derrotar esse governo nas ruas e no Parlamento. Não vai passar essa reforma da Previdência Social, não vai passar essa reforma Trabalhista. Nós vamos lutar!”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP). Reforçando o discurso do líder, o coordenador Nacional do MTST, Guilherme Boulos, lembrou que, para além da luta pela moradia, o acampamento é reforço na luta contra as reformas golpistas.
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) dimensionou como o acampamento na Paulista é emblemático, já que está cravado no coração de onde foi articulado o golpe contra a democracia e contra a presidenta Dilma Rousseff. “Foi aqui que ele foi tramado, foi aqui que ele foi financiado contra o povo. A Dilma foi só um instrumento, mas quem foi golpeado foi o povo brasileiro”. Chinaglia lembrou ainda que neste momento, após consumado o golpe, as reformas significam o pagamento para aqueles que o financiaram.
“É uma aberração atrás da outra. Estão com tanta ousadia no Congresso, que estão colocando a reforma da Previdência, que é uma contrarreforma; a contrarreforma trabalhista; estão tocando também a chamada reforma tributária, e até mesmo a reforma política. Lá dentro do Congresso eles são maioria, mas aqui eles não têm o voto, porque vocês são pessoas que lutam a partir de uma consciência conquistada”, pontuou. “Contamos que a luta na rua é o que vai virar o Congresso Nacional”, emendou.


Nesse mesmo sentido, Zarattini fez uma convocação a todos os manifestantes para que chamem cada um dos parlamentares eleitos com votos da cidade de São Paulo e cobrem deles um posicionamento com relação às propostas de Michel Temer. “Quero que vocês que são da periferia perguntem aos deputados que hoje apoiam o governo, mas que foram eleitos com o voto da periferia, em quem eles vão votar: ‘se a favor do povo ou das reformas de Michel Temer?’. Essa pergunta nós precisamos fazer”, afirmou.
Depois de repudiar veementemente as propostas de desmonte da Previdência e de desarticulação da legislação trabalhista, o líder fez uma retrospectiva dos demais ataques do governo Temer para retirar direitos, lembrando que a sanha golpista se estende para dilapidar o patrimônio que pertence aos brasileiros. Um dos exemplos é a pretensão do governo de liberar a venda de terras no País para estrangeiros. “Querem entregar o Brasil”, protestou.
“A intenção é fazer verdadeiros enclaves em nosso País, porque o Brasil tem solo fértil, tem sol, não tem desastres naturais. E eles querem usar as nossas terras, o nosso clima para fazer grandes plantações onde possam garantir a sobrevivência e a exploração através do monopólio dos alimentos em outros países do mundo. O monopólio dos alimentos já existe, e eles querem fazer ainda mais. E nós queremos fazer a reforma agrária, queremos democratizar a terra, e não concentrá-la, muito menos com enclaves estrangeiros”, detalhou Carlos Zarattini.
Ainda como parte desse processo entreguista, o líder falou do desmonte da Petrobras e da entrega do pré-sal – que é uma das nossas maiores riquezas naturais – para o capital externo. “Eles estão entregando a Petrobras, o nosso maior orgulho, a nossa maior empresa, que garante a autonomia energética no Brasil. Estão vendendo a Petrobras aos pedaços. E pior que isso: vendendo as jazidas de petróleo, como já venderam o Campo de Carcará. Querem fazer cinco leilões, sem a Petrobras participar de nenhum leilão do pré-sal”, completou.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) fez questão de ressaltar a importância da luta de quem faz parte do acampamento do MTST na Paulista. “A luta de vocês é histórica”, reforçou. “Não tenho dúvida de que, no futuro, quando olharmos para a história desse País, quando a gente for ver o que aconteceu com esse golpe contra a democracia, estará claro que o objetivo era retirar direitos dos trabalhadores, era entregar o nosso patrimônio público nacional. Mas depois vamos mostrar também a resistência, porque acharam que era dar o golpe, tirar a Dilma e passar os seus projetos. (...) Todos estão olhado para vocês aqui na Paulista, e dessa ocupação aqui temos que levantar o povo contra esse governo de Michel Temer e pedir eleições diretas”.
Tarciano Ricarto 
Foto: Roberto Parizotti/CUT

Líder do PT: José Serra sai e política externa equivocada não deixará saudades

O ministro das Relações Exteriores, o senador tucano José Serra, pediu demissão do cargo na noite de quarta-feira (22), alegando motivo de saúde. Na avaliação de deputados da Bancada do PT na Câmara, Serra sai e não deixará saudades pela política externa equivocada. “O período de Serra no Itamaraty foi um verdadeiro desastre”, afirmou o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP).
Na avaliação do líder petista, Serra desmontou toda a política de relacionamento com os países da África e da América Latina, hostilizou a Venezuela e impediu que a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) avançasse, ao mesmo tempo em que pensava colocar o Brasil alinhado com a política externa dos Estados Unidos. “Com a vitória de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, ficou evidente que essa política não ia adiante. O Trump não tem nenhum olhar para a América Latina, para o Brasil”, enfatizou Zarattini.
O líder do PT sustentou que objetivo principal dele (Trump) é fazer com que toda a política anterior do Barak Obama – o tratado Transpacífico e outras políticas de cunho de dominação dos EUA sobre países da Ásia e da América Latina - fosse desmontada. Nesse contexto, a política de Serra foi equivocada. “Foi um fracasso que o Serra teve na sua política pela mudança de conjuntura. A política de Trump, de alterar o multilateralismo americano visa privilegiar o mercado interno, a indústria interna. E nessa política não cabe o Brasil”, reforçou.

Na avaliação do líder Zarattini, que é integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, é evidente que o Brasil vai ter que retomar a política externa dos períodos Lula e Dilma. “Uma política de relacionamento de novos mercados”, afirmou.
Rede social – Vários deputados da Bancada do PT usaram suas redes sociais para comentar a saída de Serra do governo Temer. Na sua conta no twitter, o deputado Décio Lima (PT-SC) escreveu: “Serra cumpre missão apátrida, entrega nosso petróleo e sai pela porta dos fundos!”.
O deputado Afonso Florence (PT-BA) replicou twitter da Carta Maior: “Serra sai; fica o rastro: tucano destruiu o Mercosul; destruiu a soberania no pré-sal; e destruiu exigência de conteúdo nacional(de 65% p/ 25%)”.
Também replicando twitter, Paulo Pimenta (PT-RS) disse: “Já que hoje só serve para nos fazer vergonha, o Itamaraty poderia ser extinto e, no seu lugar, Temer abriria escritório de interesses dos EUA”.
O deputado Helder Salomão‏ (PT-ES) usou sua conta para fazer um trocadilho: “Serra desceu a ladeira”. E o deputado Zé Geraldo‏ (PT-PA) escreveu: “E o Serra? Nem esperou a delação vir a público!”, em uma referência à delação premiada da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, que acusa o senador tucano e agora ex-ministro, de ter recebido R$ 23 milhões em propina na Suíça.
Vânia Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra

Parlamentares e dirigentes petistas discutem ações para barrar desmonte da Previdência

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados promove no próximo dia 9 de março (quinta-feira), em Brasília, o “Encontro de Parlamentares do PT – Contra o desmonte da Previdência”. O objetivo é o de debater com parlamentares, gestores e dirigentes do Partido dos Trabalhadores caminhos para barrar a reforma golpista da Previdência Social. O evento será das 8h às 18h, no Centro de Convenções Brasil 21 (Setor Hoteleiro Sul, quadra 6, Asa Sul), e as inscrições podem ser feitas até o dia 3 de março (acesse ficha abaixo).


“Vamos fazer um grande encontro de vereadores, deputados, senadores, prefeitos e dirigentes para discutir a reforma da Previdência e principalmente para organizar a mobilização contra essa reforma que pretende acabar com as aposentadorias no Brasil”, convoca o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP). Para ele, é importante que haja mobilização em todos os cantos do País. “É essa mobilização que vai fazer com que muitos deputados da base do governo mudem de posição e votem contrário à proposta do governo”, defende o líder.
Entre os temas na pauta do encontro, estão o diagnóstico da Previdência Social, o que é a reforma da Previdência, as estratégias nas redes sociais e a mobilização contra o desmonte. Dúvidas sobre o evento podem ser esclarecidas pelo telefone (61) 3215-9102 ou enviadas para o e-mail ptnacamara@gmail.com.Para se inscrever e saber mais detalhes sobre o encontro, clique no link abaixo:
PT na Câmara

Zarattini denuncia mentiras contra Lula por sua liderança em pesquisas eleitorais

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), denunciou nesta terça-feira (21) a tentativa desesperada da oposição e de seus aliados na imprensa e na Operação Lava-Jato para tentar tirar o ex-presidente Lula da disputa para a Presidência da República nas eleições de 2018. “À medida que o ex-presidente Lula cresce nas pesquisas eleitorais, crescem os ataques contra ele”, disse o líder na tribuna da Câmara. Ele ressaltou, contudo, que o povo brasileiro percebe cada vez mais a campanha de factoides e de falseamento de informações para prejudicar a imagem de Lula, que saiu do governo, em 2010, com mais de 80% de aprovação.
As últimas pesquisas mostram que Lula lidera em todos os cenários em 2018, no primeiro e no segundo turnos, demonstrando claramente a esperança do povo brasileiro no ex-presidente e por dias melhores. O líder lembrou que o governo Temer, fruto de um golpe que derrubou a presidenta legítima Dilma Rousseff, tem um único objetivo: destruir direitos trabalhistas e previdenciários, além de entregar as riquezas nacionais a estrangeiros.
“O governo Temer tem dezenas de medidas para prejudicar a população”, afirmou Zarattini. Ele citou, por exemplo, que os processos de revisão de benefícios da previdência têm levado 60% das pessoas à perda do que ganham, ficando na rua da amargura”. Até os programas sociais dos governos Lula e Dilma, que tiraram o Brasil do Mapa da Fome e são reconhecidos internacionalmente, estão sendo destruídos pelos golpistas, observou o líder.

Zarattini criticou os meios de comunicação que, para tentar enfraquecer Lula, dão espaços a denúncias vazias de pessoas sem nenhuma credibilidade. Da mesma forma, criticou o delegado Marlon Oliveira Cajado, da Polícia Federal, por tentar criar um factoide ao pedir o indiciamento de Lula e Dilma pelo episódio da nomeação do ex-presidente como ministro, no ano passado.
O delegado atribui a ambos o crime de “obstrução da Justiça”, mas Zarattini lembrou que o próprio Supremo Tribunal Federal já decidiu que nomeação de ministro não configura desvio de finalidade e que prerrogativa de foro não importa obstrução da Justiça ou paralisação de investigação. O ministro Celso de Mello, do STF, manteve a nomeação de Moreira Franco como ministro de Temer, enquanto a nomeação de Lula foi suspensa pelo ministro Gilmar Mendes.
“Não há nada que incrimine Lula. Os depoimentos de dezenas de testemunhas na Lava-Jato o inocentam de todas as acusações”, disse o líder do PT. Entretanto, ele alertou que as forças conservadoras que patrocinaram o golpe que afastou Dilma vão continuar tentando tirar Lula do páreo. E isso só ocorrerá se houver “farsas e tentativas de falseamento de provas”.
Maldades – Para o líder, procura-se atacar Lula, com a ajuda da mídia comercial, a fim de encobrir o arsenal de maldades do governo Temer contra o povo. “É um governo que quer acabar com as aposentadorias, as leis trabalhistas, as pensões, aprovar a terceirização, entregar as riquezas nacionais aos estrangeiros, enfraquecer o povo e levar à falência o Estado”, afirmou. “Dizem que o país está melhorando, mas o povo não esquece que há 13 milhões de desempregados em todo o País”.
Zarattini observou também que o governo Temer tem usado todas as estratégias para blindar os seus integrantes e apoiadores das investigações da Operação Lava-Jato. Segundo o líder, o atual governo já controlou a Polícia Federal e agora passa para uma nova etapa da blindagem, com a indicação do ministro da Justiça (licenciado) Alexandre Moraes, para cargo de ministro do STF. Além disso, completou Zarattini, especula-se que será nomeado José Bonifácio Filho para o cargo de Procurador-Geral da República, com o fim do mandato de Rodrigo Janot. Bonifácio é conhecido por suas ligações com o PSDB.
PT na Câmara
Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

Oposição e centrais sindicais definem calendário de atividades contra desmonte da Previdência

 bloco de oposição da Câmara dos Deputados e as centrais sindicais vão trabalhar unidos contra o desmonte da Previdência (PEC 287/17). O calendário de atividades e a estratégia de mobilização foram definidos nesta terça-feira (21), em reunião que contou com a presença de líderes partidários e representantes da CUT, CTB, NCST e Contag. “Construímos um discurso forte contra a reforma da Previdência porque ela significa acabar com a aposentadoria rural e urbana. Uma reforma perversa que agride e retira direitos”, criticou o líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE).
A agenda aprovada pelos parlamentares e pelos sindicalistas prevê manifestações em milhares de municípios de todas as regiões brasileiras. “Vamos fazer atos e combater essa proposta absurda aqui no parlamento e nas ruas”, afirmou José Guimarães, destacando dois grandes eventos nacionais: o primeiro será realizado no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher –, ocasião em que estarão em evidência os retrocessos que o governo Temer quer aprovar contra as mulheres, com as mudanças das regras para aposentadoria. “Estaremos unidas às Margaridas no Brasil inteiro contra essa perversidade que Temer e sua turma querem fazer”, afirmou Guimarães.
A outra grande mobilização acontecerá no dia 15 de março - Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações contra a Reforma da Previdência, convocada pelas centrais sindicais. “A população não pode ser prejudicada pela absurda reforma proposta por Temer”, reforçou Guimarães.
O líder da Bancada do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), participou da reunião e destacou a importância da mobilização nas ruas para esclarecer a população sobre as consequências do desmonte da Previdência. Ele alertou ainda para a necessidade de os trabalhadores pressionarem os parlamentares da base governista. “É preciso fazer um trabalho de convencimento para que deputados da base do governo mudem o voto e rejeitem essa proposta perversa”.
Zarattini falou ainda das emendas que os partidos de oposição vão apresentar para tentar minimizar danos. “Somos contra a reforma como um todo, mas como o governo tem um rolo compressor, é preciso pelo menos propor emendas ao texto para reduzir prejuízos”, defendeu.
Também presente na reunião, o deputado José Mentor (PT-SP) reforçou que a proposta de reforma da Previdência do golpista prejudica todo mundo. “É uma maldade, o governo apresentou uma proposta muito dura, que retira direitos e frustra expectativas de direitos. Jogou alto para depois ceder um pouquinho na sua maldade e ainda posar de bonzinho”, criticou. Ele destacou ainda a necessidade de esclarecimento do que está em jogo na reforma. “É preciso explicar, informar. A população sabe que vai ter uma reforma, sabe que haverá prejuízo, mas não sabe o quanto será prejudicada”, afirmou.
Assistência social - O presidente da Contag, Alberto Broch, disse que os sindicalistas têm a clareza dos retrocessos que serão impostos caso a reforma seja aprovada, como o governo ilegítimo de Temer quer. “Cerca de 85% dos trabalhadores rurais não conseguirão se aposentar com as regras defendidas pelo governo Temer. E é exatamente essa a intenção. Eles não querem a nossa contribuição, querem nos deixar de fora da Previdência, nos jogando na assistência social com 75 anos, para receber meio salário mínimo”, lamentou.


Os representantes da CUT, CTB e NCST mostraram disposição para a luta nas ruas. Eles informaram que além das grandes manifestações nacionais, já estão acontecendo debates nas assembleias legislativas com a participação de deputados federais. Eles consideram importante fazer esta discussão na base eleitoral de cada parlamentar para saber de que lado estão os seus representantes, se do governo ou do povo brasileiro.
Os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Henrique Fontana (PT-RS), Pepe Vargas (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP), além de líderes e parlamentares do PCdoB, PDT e PTdoB, também participaram da reunião e manifestaram apoio às mobilizações contra o desmonte da Previdência.
Agenda – Como parte das manifestações para convencer deputados a votar contra a reforma da Previdência, a Contag e trabalhadores da agricultura familiar realizaram na tarde desta terça-feira ato no Espaço Mário Covas. Eles alertaram que, com os retrocessos na Previdência Rural, vai faltar alimento na mesa dos brasileiros. Os sindicalistas, acompanhados pelo líder da Minoria, José Guimarães, pelo deputado Vicentinho (PT-SP), entre outros parlamentares de oposição, também foram recebidos pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pedir mais tempo para a tramitação das reformas da Previdência e Trabalhista.
Vânia Rodrigues 
Foto: Crisvano Queiroz