sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Serra "passeia" de trem às 13h e é cobrado a voltar em horário de pico

Durante visita a uma estação da CPTM na zona sul da capital nesta sexta-feira, o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, foi cobrado por eleitores pela lotação do transporte sobre trilhos e por ter abandonado a prefeitura para disputar o governo em 2006. Ele estava ao lado do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Ao entrar em um trem na estação Berrini, um pequeno grupo questionou por que Serra não fazia campanha no horário de pico: "Vem aqui às 18h para ver como a gente fica", gritou um dos passageiros. A visita ocorreu por volta das 13h.


O deputado Orlando Morando (PSDB), que acompanhava Serra, retrucou: "Foi ele quem reformou isso aqui, esse trem novo foi ele quem trouxe".

Não surtiu efeito: "Isso é obrigação de político", respondeu o manifestante.

Serra e Alckmin mantiveram-se impassíveis.


Ao sair do trem na estação Pinheiros para tomar o metrô, novas manifestações: "Só vem aqui para ganhar voto", disse um usuário.


Um estudante que seguiu Serra durante todo o percurso continuou a ofendê-lo e foi abordado por um dos seguranças de Alckmin e por Morando.


Após a conversa com os dois, o estudante gritou: "Seu pessoal me chamou de babaca e disse que eu voto em mensaleiro. Isso é falta de respeito. Eles não sabem em quem eu voto. Manda votar nele de novo para ele abandonar a prefeitura."


Em entrevista do lado de fora da estação Faria Lima, Serra disse que as cobranças desse tipo são "naturais". "É natural as pessoas quererem mais trem e mais metrô mesmo depois de todo o nosso investimento."


Ele prometeu ampliar a destinação de recursos municipais para os transportes sobre trilhos, disse que quatro obras do metrô estão em andamento, inclusive duas para desafogar a linha 9, onde ouviu as primeiras críticas.

Fontes: Linha Direta - http://virou.gr/Ro9eEI

"Arco do Futuro" é um projeto do tamanho de São Paulo

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (16) que o Projeto Arco do Futuro – que prevê redefinir o desenvolvimento da cidade considerando o conjunto de avenidas que circundam a cidade, com uma série de obras viárias e benefícios tributários para geração de empregos em áreas distantes do centro – é um projeto “do tamanho da cidade”. “É do tamanho de uma cidade com 11 milhões de habitantes, inserida em uma metrópole com 21 milhões de pessoas”, disse o petista, destacando que deverão acontecer obras em importantes vias como Jacu-Pêssego, M’boi Mirim e Belmiro Marin, entrega de corredores de ônibus e antecipação da inauguração da entrega de Metrô. “Não é um projeto nem faraônico, nem medíocre, é o que São Paulo precisa.”
O ex-ministro da Educação também falou sobre a situação do trânsito em São Paulo. Para Fernando Haddad, desde 2005, quando teve início a gestão Serra/Kassab a situação da mobilidade urbana na cidade só piora.
“A sensação do paulistano é de que faltam investimentos públicos no transporte. Inclusive o próprio plano de metas da atual gestão previa 70 km de novos corredores, mas não temos notícia disso. Nada saiu do papel”, afirmou. “É importante resgatar esse compromisso com a população.”
Haddad também afirmou que não pretende fazer deslocamentos de helicóptero durante a campanha. “Quanto mais o candidato tiver os pés no chão e conhecer os problemas da cidade, melhor é sua campanha”, disse.
“A sensação do paulistano é de que faltam investimentos públicos no transporte. Inclusive o próprio plano de metas da atual gestão previa 70 km de novos corredores, mas não temos notícia disso. Nada saiu do papel”, afirmou. “É importante resgatar esse compromisso com a população.”
Recursos para o Arco do Futuro - Segundo o petista, o volume total de investimentos previstos para o Arco do Futuro, de R$ 20 bilhões, deve ser composto por R$ 8 bilhões de recursos repassados por meio de parcerias com o Governo Federal. “É um valor muito razoável, compatível com o que o Rio de Janeiro recebeu em recursos federais nos últimos anos.”

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/QJuH4r

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sem projeto para o país, tucanos praticam diversionismo

Os tucanos resolveram aparecer agora dizendo que o PT finalmente dobrou-se à prática das privatizações. É muita cara de pau, inclusive do presidente do PSDB , Sérgio Guerra, fazendo graça ao “cumprimentar a presidente Dilma por ter aderido ao programa de privatizações, há anos desenvolvido pelo partido”. Pois o que estamos fazendo é justamente o trabalho de consertar o que eles fizeram de ruim para o país, inclusive a venda, a preço de banana, de ativos que pertenciam ao povo brasileiro.

A fala da presidenta é clara neste sentido: “Nós aqui não estamos desfazendo de patrimônio público para acumular caixa ou reduzir dívida. Estamos fazendo parceria para amplia a infraestrutura do país, beneficiar sua população e seu setor privado, saldar uma dívida de décadas de atraso em investimento em logística e, sobretudo, para assegurar o menor custo logístico possível, sem monopólios”.

As concessões e PPPs viabilizam exatamente o que precisamos: investimentos, logística, custos menores, crescimento, mais empregos e mais renda. Uma infraestrutura melhor e mais barata, do século XXI, integrada e pública, sem reservas de mercado e cobrança de pedágios abusivos, sem monopólios ou com custos elevados. Rápida, eficiente e com custos internacionais. O novo modelo não só permite isso, como retoma o papel regulador do Estado, corrigindo os erros e as distorções do modelo tucano.

E mais um esclarecimento: as empresas que receberem as concessões anunciadas nesta 4ª feira pelo governo terão prazo de cinco anos após a assinatura dos contratos – que devem estar assinados até setembro de 2013 - para entregar as rodovias e ferrovias. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, os esclarecimentos são necessários porque muitos veículos noticiaram que o investimento seria nos próximos 25 anos, o que gerou confusão.

Dilma, de novo

A presidenta Dilma e o ministro da Fazenda, Mantega, negaram que o Programa de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias, de concessão de rodovias e ferrovias, anunciado nesta 4ª, seja uma forma de privatização. Segundo a presidenta, essa questão é “absolutamente falsa”.

A presidenta explicou: “Hoje, estou tentando consertar alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias. Estou estruturando um modelo no qual vamos ter o direito de passagem de tantos quantos precisarem transportar sua carga. Na verdade, é o resgate da participação do investimento privado em ferrovias, mas também o fortalecimento das estruturas de investimento e regulação.”

O ministro da Fazenda explicou a diferença do modelo adotado pelo governo ao rebater as críticas de que o setor de infraestrutura estaria passando por um processo de privatização. “Em parceria público-privada, é o setor público que vai fazer os investimentos. Privatização é quando se vende os ativos para o setor privado. Estamos privatizando o quê?”, questionou. No caso da concessão de ferrovias, será adotado o modelo de PPPs.

Ouvido pela presidenta Dilma antes do anúncio do modelo de concessões, que ainda vai incluir portos e aeroportos, o megaempresário Eike Batista avaliou que as comparações com o modelo de privatização não trarão prejuízos aos projetos. "Em uma concessão, o setor privado faz o investimento que é importante, tem o retorno do seu capital investido e depois [a estrutura] volta para o Estado. É um patrimônio do país. Acho que é um modelo muito feliz, que o capital estrangeiro e brasileiro aceita muito bem”, explicou.

Nas próximas semanas, aeroportos e o setor elétrico

Em entrevista após a solenidade de lançamento do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias, a presidenta Dilma disse que o governo lançará novas concessões de aeroportos nas próximas semanas. O novo pacote de concessões se somará aos contratos já assinados para os aeroportos de Brasília, Campinas e Guarulhos, em fevereiro.

E, no próximo mês, virão novas medidas em que estarão incluídas as concessões do setor elétrico, a fim de diminuir o custo da energia.“Até metade de setembro, nós pretendemos lançar tb toda a questão relativa ao custo da energia elétrica. Quando reduz custo, nós estamos dizendo que o Brasil cresça numa taxa elevada por um período longo. Elevada para nós é em torno de 4,5%, 5%”, afirmou. Essa taxa de crescimento, disse, é “fundamental para garantir emprego.

A presidenta insistiu que não faz privatização. Afirmou que os modelos de concessões previstos no programa levarão em conta as características do país, a atratividade para os empresários e também a “eficiência” logística. “Queremos menos custos para quem paga impostos e, claro, que fundamentalmente assegure mais empregos”.

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/N6O5aP

Serra diz que trânsito em SP “não piorou desde 2005″

Embora a venda de carros tenha crescido em todo o Brasil nos últimos anos, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (15) que o trânsito na cidade "não piorou" entre 2005 e 2012. A declaração foi feita em um evento realizado pela Câmara Portuguesa em um hotel de luxo na região dos Jardins, centro expandido da cidade.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o congestionamento em julho deste ano quase dobrou em alguns horários em comparação ao mesmo período do ano passado. Às 15h, a lentidão aumentou 84%, às 16h, subiu 82%. Entre 18h e 20h, no horário de pico, a média de aumento foi de 22%.
Parte desse crescimento se deve ao aumento de crédito ao consumidor, que coloca nas ruas da cidade cerca de 700 carros por dia. De acordo com o Dentran-SP (Departamento de Transito do Estado de São Paulo), a cidade deve ter 8 milhões de carros nas ruas até 2014.
Serra disse, no entanto, que o trânsito não aumentou graças às obras que seu partido, no governo do Estado e na prefeitura, realizou nos últimos anos.
— De 2005 para cá o trânsito não piorou, mas também não melhorou.
Ele afirmou que não houve aumento porque o governo do Estado construiu o Rodoanel, "que cerca a cidade", e aumentou a quantidade de usuários do metrô.
— Em cinco anos [a frequência] aumentou de 5 milhões para 7 milhões de pessoas.
Ele também lembrou dos investimentos da prefeitura na avenida Jacu Pêssego, na zona leste, e "do maior encomenda de trens do mundo" feita pelo governo estadual.
Atrasado em 1h15 minutos para o encontro com empresários portugueses, Serra foi para a agenda seguinte da campanha, em São Mateus, Zona Leste da cidade, de helicóptero.

Fonte: R7 - http://virou.gr/QFT0QO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Demo-Tucanos não conseguem administrar Educação e apresentam índices abaixo da média.

O Ministério da Educação divulgou nesta terça (14) os dados da avaliação da educação básica, que envolve o ensino fundamental – infantil de 1ª à 9ª série, e médio.
 A medição é feita pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – índice considerado um termômetro da educação em todo o país – numa escala de 0 a 10 pontos, levando em consideração a nota dos alunos nas disciplinas de português e matemática na Prova Brasil, além das taxas de aprovação dos estudantes.
Os dados mostram que o Estado – governado pelo PSDB – e o município de São Paulo – pelo DEM – não apresentaram nenhuma melhora comparado aos índices anteriores.

Mais rico Estado da federação, São Paulo, apresentou baixo índice na rede estadual de ensino fundamental e as notas da Prova Brasil mostram rendimento médio menor que a média nacional nas provas de matemática.

A nota da 5.ª à 8.ª série foi 4,3. Entre 2009 e 2011, as notas não passaram dessa média. 10% das escolas no Estado não conseguiram alterar em nada seus resultados entre 2009 e 2011; 38% das escolas da rede estadual pioraram seu desempenho no mesmo período.

O ensino médio apresentou pequena elevação: o Ideb subiu de 3,6 para 3,9, nota prevista para a rede estadual em 2013.

As escolas municipais da cidade de São Paulo também não alcançaram a meta. A nota da rede foi de 4,3 - a meta, no entanto, era de 4,6. As escolas estaduais na capital paulista com alunos de 5.ª à 8.ª série tiveram nota de 4,1, abaixo da meta de 4,3.

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/PlkhLf

Governo anuncia R$ 133 bi em concessões de ferrovias e rodovias

O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 15, um pacote de concessões para aquecer a economia e melhorar a infraestrutura do País. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o programa terá investimento de R$ 133 bilhões em concessões em rodovias e ferrovias.
Deste total, R$ 79,5 bilhões serão aplicados em cinco anos e R$ 53 bilhões investidos entre o quinto e o 20º ano.
Para as ferrovias, serão R$ 91 bilhões para 10 mil quilômetros, sendo R$ 56 bilhões nos próximos cinco anos e o restante, R$ 35 bilhões, entre o 5º e o 30º ano. Já o investimento em rodovias será de R$ 42 bilhões para duplicação de 7,5 mil quilômetros.
O ministro afirmou que nove lotes de rodovias serão concedidos à iniciativa privada. Os trechos são: BR 101, na Bahia; BR 262, no Espírito Santo e em Minas; BR 153, em Tocantins e Goiás; BR 050, em Goiás e Minas Gerais; BR 163, no Mato Grosso; BR 163/BR 262/BR 267, no Mato Grosso do Sul; BR 060, no Distrito Federal; BR 153, em Goiás e Minas; BR 262, em Minas; BR 116, em Minas; BR 040, no Distrito Federal e em Goiás e Minas.
O governo quer a duplicação de toda a BR 116 no trecho que passa pelo Estado de Minas Gerais e também no trecho entre Juiz de Fora e Brasília da BR 040. Segundo Passos, obras como construção de contornos, de vias laterais, de travessias terão de ser feitas até o quinto ano após a assinatura do contrato. "Não será um programa que se dilua em 15, 20 anos", assegurou.
Outros aspecto mencionados pelo ministro é o de que a seleção do vencedor se dará pela menor tarifa de pedágio sem cobrança de ágio. Ele disse que não será cobrada tarifa na área urbana e os concessionários que se responsabilizarem por cada trecho só cobrarão pedágio quando tiverem pelo menos 10% das obras de concessão de suas áreas construídas.

Corredor

Segundo Passos, o governo vai abrir um grande corredor de ferrovias e poderá escoar mais de 5 milhões de toneladas de grãos e minérios. "Vamos fazer uma articulação por meio de ferrovias modernas entre o Nordeste, o Sul e o Sudeste."
Passos explicou que a Valec, em nome do governo, comprará a capacidade integral de ferrovias em todo o País e fará uma oferta pública dessa capacidade, assegurando o direito de passagem dos trens em todas as malhas, dentro da perspectiva de modicidade tarifária. A Valec, segundo o ministro, venderá parte dessa capacidade aos usuários que quiserem transportar cargas, aos operadores independentes e aos concessionários.
Dos 10 mil quilômetros de ferrovias, 2,6 mil já estão mais avançados em termos de informações e estudos disponíveis, como o Ferroanel São Paulo trechos Norte e Sul, acesso ao Porto de Santos, Lucas do Rio Verde a Uruaçu, Estrela d'Oeste/Panorama/Maracaju e Açailândia/Vila do Conde. Os estudos serão concluídos até dezembro. As audiências públicas serão feitas em janeiro, os editais serão publicados em março, as licitações serão feitas em abril e os contratos serão assinados entre maio e julho.
Os demais segmentos, que configuram 7,4 mil quilômetros, são: Uruaçu/Corinto/Campos, Salvador/Recife, Rio de Janeiro/Campos/Vitória, Belo Horizonte/Salvador, Maracaju/Mafra e São Paulo/Mafra/Rio Grande. Nesses trechos, os estudos serão concluídos até fevereiro, as audiências públicas serão feitas em março, os editais serão publicados em maio, as licitações serão feitas em junho e a assinatura dos contratos será feita entre julho e setembro.

'Cronograma é do governo'

Passos destacou à presidente Dilma Rousseff que o cronograma de concessões em infraestrutura é do governo, mas que conta também com a participação do setor privado.
Segundo Passos, Dilma tem "noção de urgência" e quer que "as coisas aconteçam logo". "É importante que se diga: a senhora tem um olho no presente e um olhar muito claro para o futuro. Estamos propondo projetos estruturais de grande importância para o Brasil."

Nova companhia

Conforme o ministro, ao lado da criação de uma nova companhia para gerir o trem bala, a nova etapa de atuação do governo amplia a escala dos investimentos públicos e privados em infraestrutura. "Falamos em ferrovias e rodovias, destacando a duplicação dos principais eixos rodoviários do País", disse. "Se precisamos reforçar nossa condição institucional, isso se faz a partir de planejamento e logística", acrescentou.
O ministro dos Transportes também destacou que as licitações em rodovias e ferrovias contarão com "condições adequadas" de financiamento, de acordo com as necessidades de cada projeto. Segundo ele, os projetos terão juros de TJLP mais uma taxa de até 1,5% e carência para início de pagamento de até três anos. A amortização será feita em até 20 anos, segundo o ministro. "Estes empreendimentos serão desenvolvidos com grau de alavancagem de 65% e 80%", disse. 

150 mil novos empregos

O ministro dos Transporte disse que o programa de investimentos em infraestrutura vai gerar pelo menos 150 mil novos empregos. "Trata-se de uma escala de investimentos muito grande realizada em espaço curto", disse. "Os empreendimentos terão impacto econômico imediato e muito forte e, além disso, naturalmente esses projetos terão poder de atração de novos empreendimentos."

Fonte: Estadão - http://virou.gr/OiY2EP

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mensalão não afeta avaliação do governo Dilma, aponta Datafolha

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não afetou a avaliação do desempenho do governo da presidente Dilma Rousseff junto aos brasileiros. A taxa de aprovação está estável, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, realizada na quinta-feira e divulgada nesta terça-feira.
O governo foi classificado como ótimo ou bom por 62% dos eleitores, dois pontos abaixo do levantamento anterior, mas dentro da margem de erro, também de dois pontos. O recorde atingido pela gestão da presidente ocorreu em abril, quando obteve 64% de aprovação.
Outros 30% avaliam que a administração Dilma é regular e a desaprovação (soma de ruim e péssimo) está em 7%. O Datafolha ouviu 2.562 pessoas com 16 anos ou mais em 159 municípios do país.
A pesquisa indica que os entrevistados não vêem relação entre o desempenho do governo e o julgamento do mensalão, escândalo que aponta compra de votos pelo PT no governo Lula. O julgamento, iniciado em 2 de agosto, recebe ampla cobertura dos meios de comunicação.
Entre os que dizem ter tomado conhecimento do julgamento, o governo é aprovado por 62% e entre os que não tomaram conhecimento, a aprovação é praticamente a mesma, de 63%.
No domingo, levantamento do instituto mostrou que 73% dos brasileiros defendem a condenação dos réus do mensalão, mas apenas 11% acreditam que de fato isso ocorrerá.

Fonte: Valor Econômico - http://virou.gr/MXJBJm

Governo vai investir R$ 137,8 bilhões no setor de transportes até 2014, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (14), na coluna Conversa com a Presidenta, que serão investidos R$ 137,8 bilhões até 2014 no setor de transportes. Ao responder pergunta de Otávio Vieira, 51 anos, representante comercial em São Paulo (SP), sobre investimentos em ferrovias e hidrovias, Dilma disse que, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram retomados os investimentos em todos os sistemas de transporte.

“Precisamos ampliar nossas ferrovias e hidrovias que, em um país continental como o Brasil, são excelentes alternativas de transporte de passageiros e cargas, mas precisamos também investir em rodovias, aeroportos e portos, pois esses modais se completam. Essa é a orientação de meu governo, Otávio, e por isso investiremos R$ 137,8 bilhões nessas áreas entre 2011 e 2014. A infraestrutura de transporte brasileira precisa ser ampliada e modernizada, porque isso torna o Brasil mais competitivo, estimula a economia, gera empregos e aumenta a qualidade de vida de todos os brasileiros”, disse.


Na coluna, Dilma falou ainda sobre os investimentos do PAC em usinas hidrelétricas, em resposta ao advogado José Antonio de Oliveira, de Porto Velho (RO). De acordo com ela, esses investimentos têm impulsionado o crescimento sustentável e garantido a oferta de energia limpa e renovável para a população e para as empresas brasileiras.


“Desde o lançamento do PAC, em 2007, entraram em operação 22 usinas hidrelétricas, que ampliaram a capacidade instalada no país em mais de 4 mil MW. Hoje, estão em obras 11 empreendimentos, que somarão 18.702 MW. No primeiro semestre deste ano, foram incorporados ao sistema elétrico brasileiro mais de 500 MW de fonte hidroelétrica”, explicou.

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/QytVHf

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Haddad lança programa de governo e promete ‘redesenhar’ SP

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou nesta segunda-feira, 13, o seu programa de governo baseado num replanejamento urbanístico da cidade. Chamado pelo marqueteiro João Santana de "arco do futuro", o projeto descentraliza a lógica urbanística da cidade fazendo com que moradia e emprego girem em torno do novo eixo que começa na Avenida Cupecê (Zona Sul), seguindo pelas marginais Pinheiros e Tietê e fechando na Avenida Jacu Pêssego (Zona Leste), fazendo fronteira com as cidades da região metropolitana. Para isso, o plano prevê um investimento de R$ 20 bilhões em obras viárias nos próximos quatro anos com a ajuda maciça do governo federal. "Está todo mundo, todos os dias, indo para os mesmos lugares. É como se todo o Uruguai fosse para o centro expandido", diagnosticou o petista.
De acordo com o candidato, o "arco do futuro" é um projeto de desenvolvimento inédito na cidade que rompe com o modelo de 80 anos de Prestes Maia, onde a metrópole se divide em cidade dormitório e área de trabalho. "Nunca ninguém apresentou uma proposta de redesenho urbano como nós estamos apresentando. É a primeira vez que rompemos com o paradigma de Prestes Maia", afirmou o candidato.
A ideia do PT é usar estímulos fiscais para atrair as empresas para as regiões do arco. O candidato promete reduzir de 5% para 2% o ISS das empresas que forem para essas regiões e ainda avalia zerar o IPTU das iniciativas que se deslocarem das regiões de maior para menor demanda imobiliária. "Ninguém vai morar mais em bairro dormitório", garantiu o candidato. "O projeto promove a descentralização do desenvolvimento da cidade de maneira a levar esperança para a população do extremo sul e leste de forma que eles terão uma cidade ao seu alcance", completou. De acordo com Haddad, somente 20% das subprefeituras oferecem 2/3 das ofertas de emprego da cidade, o que provoca grandes deslocamentos diários e congestionamentos que tornam a cidade, em sua visão, desequilibrada e insustentável.
No plano estratégico petista, todos os projetos de educação, saúde e cultura da cidade seguirão essa visão de desenvolvimento urbano tirando o foco das regiões do centro e Avenidas Faria Lima, Paulista e Engenheiro Luiz Carlos Berrini. Assim, as subprefeituras voltarão a ser descentralizadas e passarão a administrar "pequenas cidades".
Transportes. O plano petista prevê a construção de 150 km de corredores de ônibus em faixas exclusivas, além do já divulgado bilhete único mensal e semanal. "Tem no mundo inteiro, mas aqui é um retrocesso (a proposta)", ironizou o candidato, numa referência às críticas do PSDB em relação ao projeto. Haddad disse que por não ter "preconceito com parceria" gostaria de ter a CPTM e o Metrô integrados na proposta. "Não custa nada para o metrô e os trens se integrarem ao bilhete único mensal", afirmou.
O candidato ressaltou que pretende manter a parceria na construção de novas linhas, mas que vai exigir contrapartida. "Não é justo ficar só na parceria, vamos marcar data (para a entrega das obras)", avisou. "Nós vamos oferecer os recursos. Agora diz não (para a parceria com a prefeitura) e explica para a população porque ela vai ficar no ritmo tucano de governar", respondeu, sobre a possibilidade de o governo estadual recusar o apoio financeiro do governo municipal.
Se eleito, Haddad vai sugerir ao governo estadual a extensão da Linha 3-Vermelha do metrô da Barra Funda à Lapa, ajuda financeira para a integração subterrânea entre as estações Barra Funda e Brás, antecipação da inauguração da estação Pirituba da Linha 6-Laranja do Metrô, a extensão da Linha 2-Verde da Vila Madalena até Cerro Corá e a ampliação da linha 5-Lilás de Capão Redondo até o Jardim Ângela.

Fonte: Estadão - Daiene Cardoso, da Agência Estado - http://virou.gr/SeSUB3

domingo, 12 de agosto de 2012

Colunista da Folha critica cobertura do "mensalão"


Acusação e defesa
Os advogados que até agora atuaram no julgamento do mensalão não merecem menos aplauso e defesa do que têm recebido, com fartura, o procurador-geral. Não bastando que sua tarefa seja mais árdua, os defensores são alvos, digamos, de uma má vontade bem refletida na imprensa, por se contraporem à animosidade da opinião pública contra os seus clientes.
Ainda que não assegurem, necessariamente, a inocência de tal ou qual acusado, numerosas contestações pareceram muito mais convincentes, em pontos importantes, do que as respectivas acusações.
Na maioria desses casos, a defesa se mostrou mais apoiada do que a acusação em testemunhos e depoimentos tomados pelo inquérito, assim como em documentos e fatos provados ou comprováveis.
Com isso, outros pontos importantes da acusação estão ainda mais em aberto. É o caso, crucial, do mensalão como múltiplos pagamentos para assegurar votos ao governo na Câmara ou como dinheiro para gastos de campanha eleitoral.
A acusação não comprova a correspondência entre as quantias entregues a deputados e os votos na Câmara. Nem, sobretudo, a relação entre os pagamentos com valores tão diferentes e os votos que teriam o mesmo peso na contagem.
Não fica resolvida também, na acusação, a afirmada finalidade de compra de votos na Câmara e o dinheiro dado, por exemplo, aos leais deputados petistas Professor Luizinho e João Paulo Cunha, entre outros bem comportados aliados do governo também agraciados.
E houve, ainda, dinheiro destinado a seções partidárias estaduais, que nada tinham a ver com votações de interesse federal.
A afirmação de compra de votos, sustentada pelo procurador-geral Roberto Gurgel, foi tomada à CPI dos Correios por seu antecessor, Antonio Fernando de Souza, para formular a denúncia ao STF, há cinco anos.
A afirmação prevaleceu na CPI, porém, por conveniência política da oposição, e não porque os fatos apurados a comprovassem. Acertos de campanha eram muito mais coerentes com o constatado pela CPI. E já figuravam nas acusações de Roberto Jefferson, quando admitiu também haver recebido do PT, para o PTB e para candidatos petebistas.
Outro exemplo de afirmação fundamental e em aberto, porque construída de palavras e não de comprovações, está na acusação agora apresentada por Roberto Gurgel ao STF: "Foi José Dirceu quem idealizou o sistema ilícito de formação da base parlamentar de apoio ao governo mediante pagamento de vantagens indevidas" -e segue.
Seriam indispensáveis a indicação de como o procurador-geral soube da autoria e a comprovação de que José Dirceu "idealizou" o "sistema ilícito". Não só por se tratar de acusação com gravidade extrema.
Ocorre que o "sistema ilícito" foi aplicado já em 1998 por Marcos Valério, com suas agências de publicidade, e pelo Banco Rural para a frustrada reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas. Foi o chamado "mensalão do PSDB", descrito pela repórter Daniela Pinheiro, como já indicado aqui, na revista "piauí" deste mês.
Logo, para dar fundamento às palavras do procurador-geral Roberto Gurgel, só admitindo-se que José Dirceu "idealizou" tudo uns cinco anos antes do mensalão do PT. E, melhor ainda, que "idealizou" o "sistema ilícito" para beneficiar o PSDB de Eduardo Azeredo, hoje senador ainda peessedebista.
Os votos dos ministros do Supremo não suscitam expectativa só por carregarem consigo a absolvição e a condenação, mas pela maneira como encarem as divergências perturbadoras entre acusação e defesas.
Janio de Freitas – Folha de S. Paulo