segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Bem posicionado em 15 cidades, PT lidera corrida do segundo turno


São Paulo – O PT é a legenda com maior número de candidatos com chances de vencer nas cidades em que ocorre o segundo turno das eleições municipais, daqui a uma semana.  Ao todo, eleitores de 50 cidades voltam às urnas no próximo domingo (28). Segundo levantamento da Secretaria de Organização do partido, feito com base em pesquisas públicas e internas, o PT está bem posicionado em 15 dos 42 municípios em que havia sondagens disponíveis até a última sexta-feira.
Em seis dessas cidades, a diferença dos petistas para os adversários é superior a 12 pontos percentuais: São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mauá, João Pessoa e Niterói. Nas demais (Cuiabá, Montes Claros, Fortaleza, Ponta Grossa, Salvador, Vitória da Conquista, Rio Branco, Campinas e Cascavel) a situação é de empate técnico.  
Em segundo lugar entre os bem posicionados (na frente ou em empate técnico) vem o PSDB, com nove cidades: Rio Branco, Manaus, Belém, Teresina, Taubaté, Pelotas, Campina Grande, Blumenau e Sorocaba. Em seguida vem o PMDB em sete: Vitória da Conquista, Juiz de Fora, Petrópolis, Uberaba, Florianópolis, Guarujá e Sorocaba. 
Na disputa direta contra o PSDB, seu principal adversário, o PT está à frente em três cidades (São Paulo, João Pessoa e Guarulhos), atrás em duas (Pelotas e Taubaté) e empatado em uma (Rio Branco).
De acordo com os dados, e considerando os que já foram eleitos no primeiro turno, o PT pode chegar a 28 prefeitos no universo das 119 cidades com mais de 150 mil eleitores; o PSDB pode chegar a 26; e o PMDB a 20.

Mídia x políticas públicas

O bom desempenho do PT nas eleições de 2012 tem surpreendido a muitos, considerando o bombardeio midiático e a coincidência do julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, com os dois turnos do processo eleitoral. Para o cientista político Francisco Fonseca, da Fundação Getúlio Vargas, o julgamento teve pouco efeito para os propósitos eleitorais porque “há uma dissociação no Brasil, mais recentemente, entre o que aparece na mídia e o efeito das políticas públicas desenvolvidas pelos governos do Partido dos Trabalhadores”. 
Segundo ele, não é causal a coincidência entre os calendários das eleições e do julgamento do STF. “Não é uma coincidência fortuita e sim uma decisão política. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por exemplo, disse que gostaria que o julgamento do mensalão produzisse efeito (eleitoral). Além disso, o STF está sendo pautado pela mídia. Isso é muito problemático para a democracia”, analisa Fonseca.
No entanto, para ele, o eleitor não se deixa mais levar tão facilmente pelo  “massacre” midiático. “O cidadão comum entende que há duas coisas diferentes. Uma é o que aparece na mídia. Outra, sua vida está melhor, e ele entende que há mais emprego, mais crédito, transferência de renda inédita no país, aumento real de salário, programas com Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida”, avalia.

Primeiro turno

No primeiro turno das eleições municipais, o PT foi o partido com maior número de votos em números absolutos. Foram 17,3 milhões (4,2% a mais do que em 2008). O PMDB foi o segundo, com 16,7 milhões de votos, mas caiu 10% em relação à eleição anterior.
Já o PSDB caiu em relação a 2008. Teve 13,9 milhões de votos no primeiro turno em 2012, contra 14,6 milhões em 2008, queda de 4,8%.
Fonte: Rede Brasil Atual - http://virou.gr/Sh7d9B

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Datafolha: Haddad tem 60% dos votos válidos; rejeição a Serra sobe para 52%


A dez dias do segundo turno das eleições municipais, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao seu adversário, o tucano José Serra.
Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra Haddad com 49% das intenções de voto totais contra 32% de Serra. Brancos e nulos somam 10%. Outros 9% dizem que não sabem em quem votar.
Na conta dos votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60%; Serra, 40%.
O levantamento mostra também que a rejeição ao nome de Serra disparou. Na última pesquisa feita pelo Datafolha antes do primeiro turno, nos dias 5 e 6 deste mês, 42% dos eleitores diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Agora são 52%.
É a primeira vez que mais da metade do eleitorado rejeita o tucano. Desde 1992, só dois candidatos a prefeito de São Paulo chegaram ao final da disputa com um índice superior a este. Em 2008, Paulo Maluf (PP) era rejeitado por 59%. Em 2000, Fernando Collor (PRTB) alcançou 62%.
A pesquisa de ontem mostra que Haddad vence Serra entre os eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno.
No grupo dos que optaram por Russomanno (21,6% dos votos válidos na primeira etapa), o petista ganha do tucano por 53% a 20%. No grupo dos que foram de Chalita (13,6% dos válidos), vence 50% a 26%. Chalita anunciou apoio a Haddad no segundo turno. Russomanno declarou-se neutro.
Para chegar a esses resultados, o Datafolha ouviu 2.098 eleitores ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

KASSAB REPROVADO

O alto índice de desaprovação da gestão do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), ajuda a explicar as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Serra.
Hoje, 42% dos eleitores classificaram a administração Kassab como ruim ou péssima. No início de setembro, eram 48%.
Essa queda de seis pontos na reprovação, porém, não representou ganhos de aprovação. Antes, 20% diziam que o trabalho de Kassab era bom ou ótimo. Agora são 19%. O que aumentou foi a avaliação regular (de 29% para 37%).
Convidados a dar uma nota de 0 a 10 a Kassab, os paulistanos deram 4,4, em média, igualando a nota do início de setembro, a pior desde julho de 2007.
Eleito vice em 2004 ainda pelo PFL, Kassab assumiu a prefeitura em 2006 após a renúncia de Serra para disputar o governo do Estado. Em 2008, foi reeleito com apoio do tucano. Agora defende a volta de Serra à prefeitura.
O clima por mudança na cidade fica evidente nas respostas a outra pergunta do Datafolha. O instituto perguntou se os eleitores querem mudança ou manutenção das ações do atual prefeito. Resultado: 88% preferem um novo prefeito com ações diferentes das de Kassab.


Fonte: Folha de São Paulo - 19/10/2012

Apenas 1 metro de túnel por dia: é o ritmo tucano de construir metrô


“No momento não temos nenhum Shield (tatuzão) trabalhando nas obras do metrô em São Paulo”. A afirmação foi feita pelo diretor de Engenharia e Construções do Metrô, Walter Ferreira de Castro Filho, ao ser questionado pelo deputado Simão Pedro, na audiência pública que discutia projeto de lei que autorizava o governo do Estado a realizar operação de crédito junto ao BNDES, na última semana (dia 10/10), na Assembleia Legislativa paulista.

Castro disse que, desde 2010, quando inaugurada parte da linha 4 – Amarela, nenhum “tatuzão” está em atividade na cidade.

A afirmação não prática significa que as obras do metrô paulista estão utilizando-se somente do método construtivo NATM (New Austrian Tunnelling Method), conhecido no Brasil como túnel mineiro. Nele, a perfuração é feita com escavadora ao ritmo de um metro de túnel por dia. Isso se contrapõe ao discurso do governo tucano de que as obras do metrô na capital “estão a todo vapor”.

Com o tatuzão (Earth Pressure Balanced Shield), método mecanizado, as escavações poderiam ganhar velocidade: seriam 14 metros de túnel diários. No entanto, o método não está sendo utilizado nas atuais obras.

Atualmente em São Paulo estão sendo construídas as linhas 5 – Lilás do Metrô, o monotrilho da linha 15 – Prata (Vila Prudente-Cidade Tiradentes) e a 17 – Ouro (Congonhas-Jabaquara – Morumbi). Na linha 5 – Lilás estão escavando as estações e terminando o túnel que foi feito pelo método mineiro (NATM) ligando a estação do Largo Treze à Adolfo Pinheiro.

A falta deste equipamento em obras do Metrô já foi questionada outras vezes por deputados do PT. Em outubro de 2010, representação da Bancada petista ao Ministério Público Estadual apontava que, entre outros problemas, no contrato da linha 4-Amarela o Metrô havia feito a exigência de utilização do equipamento shield, (tatuzão) o que eliminou do certame licitatório diversas empresas que estariam habilitadas para fazer as obras por outro método construtivo, e, posteriormente, já assinado o contrato, a companhia alterou o método construtivo, deixando de exigir a utilização do equipamento.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/R9sIIV

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Jornal Nacional não divulga pesquisa que a própria Globo contratou


As Organizações Globo - à frente a Rede Globo, que nunca é demais lembrar, é uma concessão de serviço público - contrataram a pesquisa IBOPE que saiu ontem, sobre o 2º turno em São Paulo, mas relegaramu os resultados apenas ao seu noticiário local, o SPTV da noite. Não disseram uma palavra a respeito em seu mais importante telejornal, o Jornal Nacional.

É porque a pesquisa dá 49% das intenções de voto para o candidato Fernando Haddad, do PT e partidos aliados contra 33% atribuídas ao concorrente tucano José Serra? É porque, se considerados apenas os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos) Haddad chega a 60% e José Serra fica com 40%? É porque José caiu quatro pontos percentuais em relação ao IBOPE anterior e Haddad continua subindo na preferência do eleitorado?

Ao não noticiar a pesquisa IBOPE ontem, a despeito da importância política e econômica dessa eleição de São Paulo e de sua dimensão nacional, o JN dá provas de que está, na prática, fazendo campanha para o Serra. A ponto de não noticiar pesquisa que a própria Rede Globo contratou.

Manobra coloca o julgamento do STF colado à propaganda do PT

E fazendo campanha, inclusive pelo espaço que dá para o julgamento da Ação Penal 470 (o chamado mensalão), e a sequência em que o veicula, colocando o noticiário a respeito colado à propaganda eleitoral petista. Vão negar, mas é mais uma daquelas manobrinhas ridículas da cúpula da Globo.

Neste caso da pesquisa IBOPE divulgada ontem (não pelo JN...) cabe inclusive uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer o principio constitucional, artigo 220 parágrafo 2º, que estabelece ser vedada toda censura de natureza politica, ideológica e artística.

Ao não noticiar a pesquisa que mostra seu candidato o tucano José Serra com 33% das intenções de votos e Fernando Haddad com 49% a TV Globo viola abertamente a Constituição e impõe censura a uma noticia publica que ela mesmo contratou e que veicula, em horário nobre no JN, desde o início da campanha eleitoral desse ano. Menos ontem.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/Xuv8pe

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Uma página em branco: São Paulo nos artigos de Serra

Maria Cristina Fernandes

Valor Econômico, 02/03/2012

Entre a campanha presidencial de 2010 e a decisão de candidatar-se à Prefeitura de São Paulo, José Serra foi colunista de jornal. Escreveu 21 artigos em "O Estado de S.Paulo" e dez em "O Globo". A íntegra desses artigos está no seu site (www.joseserra.com.br), onde também se encontram discursos feitos em encontros partidários de que participou nesse período, comentários sobre a conjuntura e um artigo sobre goleiros publicado pelo jornal "Lance!".
Os artigos revelam o ex-candidato à Presidência da República, o ex-senador e, eventualmente, o ex-governador do Estado de São Paulo. Em nenhum momento, porém, avoca sua experiência de um ano e três meses frente à prefeitura da capital.
São textos fluidos e ácidos com raras concessões ao lirismo, como no texto em que revela sua simpatia pelos goleiros: "Vê seu time sempre pelas costas e o adversário pela frente. Trabalha com as mãos no esporte dos pés". Faz revelações de sua infância ao rememorar os 50 anos da renúncia de Jânio. Sua mãe entusiasmou-se pela campanha do tostão contra o milhão. As mulheres consideravam Jânio um político diferente dos outros. O jovem Serra também. Achava que havia feito um bom governo em São Paulo, "operoso e sem escândalos" e, por isso, tinha lhe dado o primeiro voto de sua vida. O pai era contra por sua gestão na prefeitura, quando os fiscais cobravam caixinha dos feirantes do Mercado Municipal.
Serra fez duas estreias. Na imprensa começou com um "Oposição para quê?", em que faz referências não tão veladas à proeminência que o senador Aécio Neves havia adquirido no partido. Diz que o PSDB não sabe fazer oposição e considera razoável o eleitor imaginar que "não sabe governar quem não sabe se opor". Sugere os 10 Mandamentos como cartilha para a oposição e sugere o 11º: "Não ajudarás o adversário atacando teu colega de partido".

Faltou São Paulo nos artigos de José Serra

Ao abrir o site, em um pequeno artigo com o título "Minha primeira vez", cita um conto de Machado de Assis: "As palavras têm sexo, unem-se umas às outras. E casam-se. O casamento delas chama-se estilo".
Na internet e nos jornais o que predomina são os textos de crítica ao governo federal. Desindustrialização, câmbio e infraestrutura são os temas econômicos mais frequentes. Recorre à terceira colocação do Brasil no índice do Big Mac mais caro para fazer suas críticas ao câmbio sobrevalorizado. Reclama de uma política mais agressiva para o turismo, capaz de competir pelos R$ 16 bilhões que os brasileiros gastaram em 2010 no exterior.
Considera o trem-bala "o pior projeto da história" e diz que as concessões petistas das rodovias federais "não foram "a preço de banana", foram de graça mesmo" para concluir que "a pior ideologia é a incompetência".
Faz um único elogio à política econômica, reservado ao site. Quando o Copom baixa meio ponto da Selic defende a credibilidade do Banco Central e o direito de a presidente conversar com seus diretores e ministros da área econômica sobre os rumos da política monetária.
Volta e meia analisa a economia internacional. Diz que o Euro foi o "maior erro de política econômica em escala internacional na segunda metade do século XX".
Faz críticas recorrentes a corrupção e a loteamento de cargos, queixa-se dos rumos da reforma política e do que avalia como abandono do tema dos direitos humanos na política externa. Faz um artigo sobre saúde, relembrando sua atuação no ministério e defendendo a vinculação de recursos. Já este ano escreveu um artigo sobre o Enem em que critica a iniciativa petista de tentar mudar a forma de ingresso nas universidades transformando-o num vestibular gigantesco e mal administrado.
Nos 12 meses em que escreveu Serra não falou do transporte público, das creches, das AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) ou da limpeza urbana da cidade de São Paulo.
Ele avisara, ao estrear como articulista, que estaria ocupado com o "futuro do Brasil e dos brasileiros". Na carta que entregou ao diretório municipal do PSDB reconheceu que os 44 milhões de votos que recebera em 2010 lhe estimularam a voltar sua atenção a questões nacionais.
Em sua primeira entrevista como pré-candidato, Serra disse que apresentava sua postulação por "necessidade política e por gosto de ser prefeito".
Se nem ele nem seu partido acreditavam ter alternativa, foi efetivamente por necessidade que resolveu se apresentar. Mas que a prefeitura mobiliza seus gostos não havia como adivinhar.
Esta é, no PSDB, uma das principais preocupações de sua campanha. Serra terá, provavelmente, a vantagem de liderar a mais robusta aliança partidária da sucessão paulistana. Além disso, conta com o histórico eleitoral de uma cidade que favorece candidaturas de centro-direita. Apesar disso tudo, porém, esta deve ser uma campanha mais difícil do que aquela em que venceu Marta Suplicy em 2004.
Naquele ano Serra ainda tinha fresco na memória do eleitor a passagem, havia dois anos, pelo Ministério da Saúde, quando fez uma gestão inovadora.
Agora já se passaram dez anos desde que deixou a Saúde. A avaliação é que lhe faltam marcas e sobram desgastes acumulados numa polêmica campanha presidencial. Aquilo que fez na rápida passagem pela prefeitura acabaria sendo creditado na conta de Gilberto Kassab, que ruma para concluir seu segundo mandato no posto. Também é difícil evitar que o que restou de sua administração como governador de Estado durante dois anos e três meses não se diluísse nos mais de sete anos que Geraldo Alckmin já acumula no cargo.
Até pode ser verdade, como diz Serra, que na eleição paulistana disputam-se os rumos da política nacional, dado o peso que os dois principais partidos do país jogam na parada. Mas não parece tão claro que a mão inversa funcione com a mesma fluidez. A blindagem do regime sírio, o futuro do euro, o nó cambial, o loteamento da Funasa ou a reforma política talvez tenham pouca influência sobre o voto paulistano.
Não que se deva esquecer o que escreveu. Há muitos momentos de lucidez nos artigos de Serra. A questão agora é preencher a página de São Paulo que ficou em branco.

Maria Cristina Fernandes é editora de Política.

Haddad assina compromisso para cumprir mandato integralmente


São Paulo – O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, assinou hoje (17), durante entrevista à rádio CBN, documento em que se compromete a cumprir integralmente o mandato, caso eleito no próximo dia 28. Ontem, no mesmo programa, o tucano José Serra não documento de igual teor, alegando tratar-se de uma “palhaçada”.
A iniciativa, nos dois casos, foi do jornalista Gilberto Dimenstein – que há três eleições tem repetido a cobrança aos candidatos. Na primeira, em 2004, Serra chegou a assinar o compromisso, mas ficou apenas um ano e quatro meses na prefeitura, renunciando ao mandato para concorrer ao governo do estado pelo PSDB. Questionado posteriormente sobre a quebra de palavra, argumentou tratar-se de um “papelzinho” que não estava registrado em cartório.
Hoje, o petista foi enfático ao responder a Dimenstein: “Não há nenhuma hipótese (de não cumprir os 4 anos de mandato). Vale minha palavra e a minha assinatura. Acho que a população tem que punir quem mente a respeito de uma coisa como essa. Temos que resgatar a dignidade da política. A palavra deveria bastar”.

'Kit gay' e 'mensalão'

No início da longa entrevista, que durou das 10h às 11h, Haddad foi questionado sobre dois temas ligados à disputa política: a Ação Penal 470, conhecida por processo do “mensalão”, e o projeto de combate à homofobia elabora pelo MEC quando ele era ministro da Educação, batizado genericamente de “kit gay”.
No primeiro caso, disse que as instituições estão funcionando “adequadamente” e que isso seria o aspecto mais importante do julgamento. Ele lembrou que tanto o Procurador Geral da República, que fez a denúncia contra petistas, quanto a maioria dos membros do STF, que a aceitaram, foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cobrou, no entanto, isonomia em relação aos casos envolvendo outros partidos.
“Agora temos o processo contra dirigentes do PSDB, que deu início a toda essa confusão que está sendo chamada de mensalão. Se o STF tratar da mesma maneira todos o casos, a democracia vai sair fortalecida”, afirmou.
No tema do “kit gay” - que ontem provocou violenta reação de Serra contra o jornalista Kennedy Alencar – Haddad foi questionado, pelo mesmo repórter, sobre o vídeo que deveria fazer parte do pacote contra homofobia nas escolas, mas que suspenso devido à repercussão negativa.
Haddad disse que a iniciativa partiu de uma emenda aprovada pelo Congresso Nacional, cuja execução estava sendo cobrada pelo Ministério Público, mas que tanto ele quanto a presidenta Dilma Rousseff decidiram vetar a parte do material que “não estava adequada”. Ele afirmou ainda que o custo total do projeto anti-homofobia foi de R$ 1,3 milhão. Segundo o candidato, a maior parte desse dinheiro foi gasta em seminários com professores universitários e que o custo do vídeo vetado foi “irrisório”.
A apresentadora Fabíola Cidral quis saber se Haddad tinha a intenção de “implantar o kit gay” em São Paulo. O petista respondeu que não precisa implantar porque já existem programas semelhantes tanto na cidade como no governo do Estado. “Já está na rede. O que me causou perplexidade foi eles (os tucanos) negarem, o que acabou desmentido pelos fatos”. Haddad criticou Serra pela maneira como este aborda o assunto. “Ele fez isso com a Dilma (em 2010, em relação ao aborto) e agora está fazendo contra mim”.


Bilhete único, inspeção veicular e Arco do Futuro

No restante do programa, Haddad foi questionado sobre os possíveis pontos fracos das propostas que vem apresentando durante a campanha, entre elas o bilhete único mensal, o fim da taxa de inspeção veicular e o projeto arco do futuro, que prevê isenção de impostos para empresas que gerarem empregos em áreas descentralizadas.
Fabíola quis saber por que a proposta de bilhete único não previa integração com trens e metrô. Haddad respondeu que esses serviços são estaduais e que irá procurar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para tratar do assunto. “Mas primeiro preciso ganhar a eleição”, ressalvou.
Sobre a inspeção veicular, Fabíola questionou o fato de haver um contrato garantindo à empresa Controlar a exploração do serviço até 2017 – e que, portanto, a promessa do petista poderia ser barrada na justiça.
Haddad lembrou que o contrato é alvo de contestação judicial. “O Ministério Público entrou com uma ação contra o prefeito (Gilberto Kassab) e seu secretário de Meio Ambiente (Eduardo Jorge), dizendo que provocaram prejuízo de mais R$1 bilhão à cidade de São Paulo. Vou me associar ao MP para rever o contrato”. Além disso, segundo Haddad, se a prefeitura não quiser cobrar a taxa de inspeção, “não existe nenhum juiz” que possa obrigá-la a cobrar.
O petista também negou que a isenção de impostos para descentralização de postos de trabalho (projeto Arco do Futuro) vá provocar queda na arrecadação, como sugeriu a apresentadora. “Pelo contrário, teremos aumento de arrecadação”. Isso acontecerá, de acordo com ele, porque a redução do ISS (de 5% para 2%) e a isenção total de IPTU irá atrair de volta a São Paulo empresas que se transferiram para outras cidades devido a benefícios parecidos.
Haddad disse ainda que os contratos com as Organizações Sociais para administração de serviços públicos de saúde irão continuar, mas que a partir de agora os serviços serão fiscalizados – o que não estaria ocorrendo na gestão Kassab. Segundo ele, caso eleito essas OSs também de se adequar à lei do serviço público e contratar pessoal por concurso.  
Fonte: Rede Brasil Atual - http://virou.gr/VbiXjM

Movimento sindical de SP apoia em peso candidatura de Haddad


A manifestação ganha relevo num quadro em que um dos dirigentes sindicais mais representativos, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), ex-candidato que fracassou nas urnas no primeiro turno da eleição paulistana, tomou a decisão errada de apoiar isoladamente e sem respaldo na sua categoria e na central que já dirigiu – a Força Sindical – o candidato conservador e neoliberal, José Serra.O Vermelho publica a nota que será lida no ato, que transcorrerá a partir das 11h na sede do Sindicato dos Eletricitários, no bairro da Liberdade, zona central de São Paulo.

Por que o movimento sindical apoia Fernando Haddad

Nas últimas eleições presidenciais, o movimento sindical caminhou junto para eleger por duas vezes Lula e depois Dilma Rousseff, em defesa de um projeto de governo voltado para o desenvolvimento soberano do país e para o combate da desigualdade social com valorização do trabalho e a geração de renda.

Nossa luta impediu que forças do atraso, responsáveis pelo desmonte do Estado e pela regressão dos direitos trabalhistas, sociais e sindicais, voltassem ao poder. Hoje, é visível que o Brasil melhorou. O país se desenvolveu, a pobreza regrediu e os trabalhadores lutam para ampliar direitos.

Por isso, dirigentes sindicais ligados às Centrais Sindicais CUT, CTB, Força Sindical, CGTB, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, CSB e UGT conclamam os trabalhadores a participarem como protagonistas do segundo turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo.

A campanha será marcada por uma acirrada disputa entre dois projetos antagônicos de administração da cidade. De um lado, temos um candidato que representa as forças conservadoras da sociedade, participante ativo do governo retrógrado de FHC, que se notabilizou por ser antinacional e inimigo dos direitos trabalhistas, sindicais e sociais.

FHC reduziu o valor das aposentadorias, promoveu a terceirização e flexibilizou a legislação trabalhista. Destruiu o patrimônio público brasileiro e adotou uma política econômica que causou desemprego em massa e aumentou a miséria. Implementou o fator previdenciário, acabou com a aposentadoria especial e apoiou práticas antissindicais.

Aliás, o desmonte do Estado tornou José Serra protagonista do livro Privataria Tucana, best-seller que descreve casos de grossa corrupção subjacente às privatizações. O candidato tucano é um dos expoentes deste passado. Sempre manteve uma relação truculenta com os movimentos sociais e sindicais.

Além disso, representa a continuidade da gestão caótica de Kassab à frente da administração municipal. Seu objetivo, na verdade, é a Presidência da República. Por isso, ele é ruim para o Brasil, é ruim para o estado de São Paulo e é ruim para a nossa cidade.

Fernando Haddad, ao contrário, está comprometido com as forças democráticas e com o desenvolvimento do país. Está ao lado dos trabalhadores, pois defende a soberania nacional e a valorização do trabalho. Sua proposta de administração do município está associada a uma gestão democrática com ampla participação popular.

Diante disso, o movimento sindical sugere ao candidato Fernando Haddad que estabeleça como prioridade de seu governo ações capazes de solucionar os grandes problemas da cidade. É fundamental investir na saúde, educação, qualificação profissional, criação de empregos com qualidade, moradia, transporte público, segurança, creches públicas e no saneamento básico.

Com a participação democrática dos trabalhadores nos conselhos populares e na administração pública, assim como a instalação de uma mesa de negociação permanente para dialogar com os servidores públicos municipais, o governo Haddad será a síntese das aspirações democráticas dos trabalhadores e da população do município de São Paulo.

Por fim, é do interesse dos trabalhadores e das trabalhadoras, assim como da população paulistana, apoiar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura da cidade de São Paulo.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/QsiBQ9

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Para Serra, programa de governo é 'coisa exótica' que 'não vale muito'


São Paulo – José Serra nem venceu as eleições e já cumpriu uma de suas promessas de campanha. Nos idos de setembro, ao ser pressionado sobre sua falta de plano de governo, o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo disse que apresentaria o documento durante o 2° turno. Ontem (15), faltando treze dias para o duelo eleitoral com Fernando Haddad (PT), a cúpula do tucanato paulista abarrotou uma das salas do Cine Livraria Cultura, na Avenida Paulista, para o lançamento oficial do programa de José Serra. Em seu pronunciamento, porém, o candidato pouco falou de propostas: preferiu saudar colegas, atacar o rival petista e lembrar feitos passados. Depois, saiu apressado sem falar com a imprensa.
“Leonel Brizola dizia uma coisa que é verdadeira: programa compra-se pela internet. Monta-se uns grupos, o sujeito escreve, o candidato fica se informando sem saber direito do que está tratando... Programa é assim: em geral não tem muito conteúdo, não vale muito no Brasil”, menosprezou José Serra, fazendo referência ao ex-governador do Rio de Janeiro, morto em 2004. “O PT ganhou prestígio no governo federal porque não cumpriu o programa que apresentou em 2002. Às vezes essa coisa de programa é tão exótica que quem não cumpre é aplaudido por isso: propunha tanta bobagem que quando chega e não faz bobagem, essa passa a ser uma virtude. São circunstâncias da vida.”
De acordo com o tucano, um dos elementos mais importantes de um programa de governo são as prioridades. “Quando tudo é prioritário, nada é prioritário”, ensinou. “Para governar é preciso escolher – e isto o PT tem horror de fazer, e nós temos gosto de fazer, porque isso significa viabilizar as coisas.” No entanto, durante sua meia hora de discurso, José Serra não elencou uma só proposta prioritária. O candidato do PSDB fez apenas duas menções a projetos que pretende executar na capital caso seja eleito.
Um deles é o bolsa-creche, espécie de auxílio financeiro para mães que estiverem aguardando vagas para seus filhos nas creches da cidade. A medida foi originalmente proposta pela candidata derrotada no primeiro turno, Soninha Francine, do PPS, e acabou sendo englobada pelo tucano neste 2° turno. "Copiar, na vida pública, não é plágio, é virtude", justificou. "Coisa boa a gente copia." Outro projeto citado pelo tucano foi aumentar a integração com o governo do estado, atualmente ocupado por seu correligionário Geraldo Alckmin, em todas as áreas da administração pública. “São Paulo tem duas prefeituras: a estadual e a municipal”, repetiu. “A estadual é totalmente responsável pela segurança, pelos trilhos e saneamento, além de metade da saúde, metade da educação e outro tanto da habitação. Então, tem que funcionar junto, com a gente ajudando. A parceria é fundamental.”
O plano de governo tucano tampouco enumera prioridades – ou melhor, elenca centenas delas, sem destacar nenhuma. O documento possui 70 páginas e tem uma tiragem de dois mil exemplares. Está composto por três seções. Na primeira, a coligação Avança São Paulo (PSDB, PSD, PR, DEM e PV) traz uma carta de José Serra aos eleitores, reconhece os avanços das últimas duas gestões da prefeitura e esboça os desafios para o futuro. Na segunda parte vêm as propostas propriamente ditas, divididas em 15 temas: saúde, educação, transporte, habitação etc. Por fim, a candidatura publica uma longa lista de colaboradores – gente que auxiliou na elaboração do programa.
“Montamos vinte grupos de trabalho que ouviram técnicos, especialistas e educadores. Foram mais de 120 reuniões, nas quais participaram mais de duas mil pessoas”, contabilizou Hubert Alquéres, coordenador do programa de governo do PSDB. “Tivemos ainda contribuições que vieram pela internet, e nosso vice-governador, Guilherme Afif Domingos, coordenou a caravana Avança São Paulo, que percorreu inúmeras regiões da cidade, nas 31 subprefeituras, para ouvir as demandas da população.” Alquéres destacou a rigorosidade de José Serra ao analisar todas as propostas do plano antes de aprová-las e anunciou que o documento não possui nenhum projeto publicitário. “Estamos preocupados em articular as ações. Nosso programa tem preocupação em ter propostas factíveis, com âncora no orçamento.”
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) – que assumiu o governo paulistano após a saída de José Serra, em 2005, e foi reeleito em 2008 – discursou em apoio ao antecessor, dizendo que o tucano recebeu São Paulo mergulhada no caos deixado por Marta Suplicy (PT). “Agora a cidade terá mais um instrumento para comparar as candidaturas”, anotou. “Que possamos daqui a alguns dias ter esse plano de governo como Bíblia da nossa cidade, porque é esse o documento que vai continuar as grandes transformações iniciadas por você oito anos atrás e que vai fazer com que São Paulo cada vez mais seja o orgulho dos paulistanos e referência para o Brasil e para o mundo.”
Fonte: Rede Brasil Atual - http://virou.gr/T9cbtp

Royalties poderão entrar na pauta do Plenário desta semana



Sem medidas provisórias trancando a pauta, o Plenário tem a semana livre para analisar outras propostas. O presidente da Câmara, Marco Maia, anunciou na semana passada a intenção de colocar em votação o projeto que redistribui os royalties do petróleo (PL 2565/11) e beneficia os estados e municípios não produtores, ou seja, que não têm área de extração de petróleo. 

Os líderes dos partidos se reúnem hoje para discutir a pauta.

A escolha de projetos a ser votados também será objeto da reunião dos líderes dos partidos da base governista, às 11 horas, na sala da liderança do governo.

O deputado José Guimarães (PT-CE), que é vice-líder do governo, defende a votação do projeto dos royalties rapidamente “O Congresso precisa voltar à sua normalidade, e essa matéria é fundamental para o País. Eu sou defensor de que o presidente Marco Maia ponha na pauta para votarmos quarta-feira.”

Interesse nacional

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), também cobra agilidade. “Nós estamos demorando muito para tomar uma decisão, porque o Senado já concluiu esse trabalho. Sempre há disposição de se mudar. E tomara que seja para melhor. Queremos que seja uma votação de interesse nacional, não apenas para beneficiar este ou aquele estado ou município.”

A proposta enfrenta resistência dos estados produtores, principalmente do Rio de Janeiro. O texto em análise na Câmara vem do Senado e, se modificado aqui, retorna para nova votação dos senadores.

Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas companhias exploradoras pago à União, aos estados e aos municípios. O pagamento é uma forma de compensação pelo uso do recurso natural, que é caro e não renovável, e pelos impactos causados nas cidades exploradoras.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/WitKI8

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fernando Haddad cobra discussão de propostas no segundo turno


Ao participar de carreata no bairro do Jaçanã, Zona Norte de São Paulo, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que irá mostrar ao eleitor neste segundo turno propostas para os problemas da cidade, e cobrou que o adversário entre nesse debate. “Estamos a duas semanas das eleições no segundo turno e até hoje o adversário não mostrou seu plano de governo. Vai esperar passar a eleição para fazê-lo?”, disse o ex-ministro da Educação.

A carreata reuniu grande número de participantes, e percorreu ruas do Jaçanã e bairros vizinhos, com grande receptividade de moradores. Haddad discursou à militância e ressaltou a importância de que o PT e partidos da coligação Para Mudar e Renovar São Paulo mantenham o ritmo apesar da liderança nas pesquisas. A atividade se desenrolou durante cerca de 1 hora.

Em entrevista a jornalistas, o candidato do PT revelou que irá implementar 31 centros universitários para capacitação de professores da rede municipal, em todas as regiões das subprefeituras de São Paulo. “Serão pólos da Universidade Aberta do Brasil, para oferecer especialização – mestrado ou doutorado – aos professores perto de suas casas”, explicou. “Já existem mais de 600 pólos no Brasil, e infelizmente nenhum na cidade, que poderia ter ao menos 30”, completou Haddad, explicando que o projeto será uma parceria da Prefeitura com o governo federal.

Haddad apontou as deficiências da educação na capital, e usou como indicador da má qualidade de São Paulo o fato de a capital ter piores indicadores no Ideb do que Teresina, capital do Piauí, “uma cidade com muito menos recursos do que temos aqui”. Ele também explicou o critério inicial para implementação do ensino em tempo integral: escolas com indicadores ruins no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) serão as primeiras a contarem com esse serviço.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/WenPDX