quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A novidade do Datafolha de hoje é a queda de Russomanno


Muito boa para nós petistas que temos um candidato a prefeito de São Paulo com as qualidades e o potencial do Fernando Haddad (PT-PCdoB-PSB-PP), a pesquisa Datafolha divulgada hoje. Ela não traz alterações bruscas na posição das candidaturas, é mais uma confirmação de tendências que já vínhamos acompanhando e registrando aqui.

Mas ela traz, sim, uma novidade: o candidato do PRB, ex-deputado Celso Russomanno está caindo pela primeira vez desde que a disputa intensificou-se com a ida da campanha para as ruas a partir do 6 de julho e o início da propaganda no rádio e TV no dia 21 de agosto.

Já o candidato tucano, José Serra (PSDB-DEM-PSD-PV) continua caindo e sua rejeição aumentando. E muito. E o Haddad, tendência que se verifica desde o início da campanha, continua crescendo, rumo aos 30% que o PT tem tradicionalmente em eleições na capital e que lhe assegurará a passagem no dia 7 de outubro para o 2º turno no dia 28.

José Serra mais uma caiu, agora um ponto na intenção de voto, descendo dos 21% que tinha anteriormente para 20% agora. Mas sua rejeição subiu tres pontos, foi de 43% do Datafolha anterior para 46% no de agora. Russomanno caiu três pontos percentuais, de 35% para 32% nesta. E o Haddad foi de 16% para 17%.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/RM7Oxl

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dilma ataca apagões e escassez de energia do governo FHC


Ao anunciar a redução das tarifas de energia elétrica, a presidente Dilma Rousseff lembrou o período de racionamento e apagões em 2001 - durante o governo FHC - e destacou que as medidas anunciadas hoje são o ápice de um processo iniciado por ela própria em 2003, quando assumiu, no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério de Minas e Energia.
"O novo momento exige que o País faça redução de custos e a redução das tarifas decorre do modelo hidrelétrico que implementamos em 2003. Lembro quando o mercado de energia não funcionava, mas esse País mudou, hoje respeitamos os contratos. Contratos venceram, não se pode tergiversar quanto a isso", disse.
Dilma destacou ainda que seu governo tem trabalhado "intensamente" nos últimos 20 meses em medidas que atendam às demandas conjunturais e também estruturais. "Um governo tem que olhar sempre no curto, médio e longo prazo", enfatizou. "Estamos olhando sempre o que as urgências nos mandam fazer, e há urgências", acrescentou. Dilma iniciou seu discurso logo após assinar mensagem e encaminhar a Medida Provisória sobre redução do custo de energia elétrica ao Congresso Nacional em evento realizado no Palácio do Planalto.
A presidente afirmou que o governo conseguirá reduzir o custo da energia elétrica sem comprometer a segurança do atendimento aos consumidores. Segundo ela, o Estado e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) serão cada vez mais vigilantes e fiscalizarão com rigor o cumprimento dos contratos e a qualidade dos serviços. "O bom atendimento é objetivo essencial do nosso governo. A partir de agora puniremos de uma forma bastante clara aqueles que mal gerirem essas concessões", completou a presidente.
Segundo ela, as medidas de redução do custo da energia demonstram a maturidade do sistema econômico e institucional do País. "A sociedade construiu e pagou por esse setor elétrico através de tarifas e chegou a hora de devolver a ela os benefícios desse pagamento, com tarifas mais baixas, mais justas, mais módicas", acrescentou.
Ela disse ainda que os serviços e produtos no País ficarão mais baratos, porque o peso do custo da energia na composição dos preços irá diminuir. "A medida tem impacto em toda a economia e vai reduzir a inflação e estimular o crescimento", afirmou.
Dilma lembrou que os preços mais baixos irão ajudar o Brasil na disputa internacional para conquistar mais mercados para os produtos nacionais. "Estamos mudando a base competitiva do nosso País e isso nos torna mais fortes para enfrentar a crise mundial", avaliou.
Ela informou ainda que as reduções na tarifa de energia poderão ser ainda maiores do que as anunciadas hoje, após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluir estudos sobre o setor.
Medidas
Dilma também afirmou que o governo tomou medidas pontuais e urgentes que a crise mundial impôs, mas, ao mesmo tempo, adotou iniciativas estruturais e duradouras na economia brasileiras. "Todas têm em comum a garantia de crescimento com melhora social", afirmou.
A presidente salientou que, em um ano, o governo brasileiro reduziu a taxa básica de juros em 5 pontos porcentuais - atualmente a Selic está em 7,5% ao ano. Com esse movimento, os juros reais do País estão em torno de 2%, conforme a presidente. "Reduzimos de maneira sensata e hoje temos os juros em patamar mais civilizado que o País já alcançou", disse.
Dilma enfatizou também que o governo adotou medidas para evitar que o câmbio fosse um entrave à economia brasileira. "Fizemos com que o câmbio valorizado por tsunamis monetários deixasse de ser um entrave para a conquista de mercados externos", pontuou, acrescentando que o governo tem feito novas concessões, realizado parcerias público-privadas e dado eficiência à estrutura logística. "Vamos acabar com monopólios criados no passado", prometeu.
A presidente garantiu também que vai tornar mais eficientes os portos e aeroportos e, ao mesmo tempo, assegurar infraestrutura regional no País.
Ainda nessa lista de garantias, Dilma disse que está atuando para tornar a carga tributária menor e mais racional. "Já realizamos desonerações expressivas, de bilhões de reais, como a folha de pagamentos, mas precisamos avançar ainda mais e tornar a estrutura tributária mais justa", considerou. "A sociedade brasileira sabe, pelo conteúdo das medidas que estamos anunciando, que a nossa maior preocupação é aumentar investimento público e privado."
Fonte: Estadão - http://virou.gr/TGyFRY

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Empresário denuncia mensalão tucano implantado na gestão Serra


Em pleno processo eleitoral, um empresário da área de educação, Ernani de Paula, que é proprietário da Universidade São Marcos, sob intervenção do Ministério da Educação, denuncia que há “mensalão” no PSDB que ele vem da área de ensino superior. 

Ernani explica que o esquema consistiria em conceder bolsas de ensino a alunos-fantasma em instituições pouco conhecidas no mercado. Isso seria o caixa dois do PSDB que, segundo o empresário, foi implantado na gestão de Serra na prefeitura da capital e levado depois ao governo do Estado.

Em 2009, Ernani de Paula fez uma denúncia ao promotor Sílvio Marques, do Ministério Público de São Paulo – o mesmo que investigou o caso Maluf. À época, ele falava em repasses de R$ 80 milhões. Hoje, ele tem a informação de que, desde a chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, mais de R$ 800 milhões foram transferidos a essas instituições de ensino.

O caso mais sintomático, diz ele, é a da faculdade Sumaré, que liderou os repasses, embora seja pouco conhecida no mercado. “É o mensalão universitário”, diz Ernani de Paula. “Essa universidade, que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono já recebeu mais de R$ 70 milhões”, afirma. Outra, a Uniesp, também lidera o ranking. Juntas, as duas teriam levado quase R$ 140 milhões.

Segundo o empresário, no caso da educação superior, o esquema foi bolado pelo ex-secretário de Educação de Serra e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza, já falecido. Sua universidade, a São Marcos, não recebeu as bolsas de ensino do governo paulista, e passou a enfrentar dificuldades financeiras até sofrer a intervenção do MEC.

Depois disso, diz Ernani, ele foi procurado pelo filho de Paulo Renato de Souza, Renato Souza Neto, que dizia ter interessados na compra da instituição – se tivesse vendido, afirma o empresário, estaria à frente dos repasses das bolsas de ensino superior em São Paulo.

Ernani de Paula se diz disposto a colaborar com o Ministério Público de São Paulo para ajudar a desvendar o esquema de desvio de recursos públicos na educação superior. 


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/OlRecQ

O PSDB é onde mais tem ficha suja


Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) barraram até agora a candidatura a prefeito de 317 políticos com base na Lei da Ficha Limpa, mostra levantamento da Folha nos 26 Estados do país.
O número deve aumentar, já que em 16 tribunais ainda há casos a serem julgados. Entre esses fichas-sujas, 53 estão no Estado de SP.
Na divisão por partido, o PSDB é o que possui a maior "bancada" de barrados, com 56 candidatos --o equivalente a 3,5% dos tucanos que disputam uma prefeitura. O PMDB vem logo atrás (49). O PT aparece na oitava posição, com 18 --1% do total de seus postulantes a prefeito.
Todos os candidatos barrados pelos tribunais regionais podem recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, já disse que não será possível julgar todos os casos antes das eleições, mas sim até o final do ano, antes da diplomação dos eleitos.
Os nomes barrados pelos TREs irão aparecer nas urnas eletrônicas, mas todos os seus votos serão considerados sub judice até uma eventual decisão no TSE.
Exemplo: se o ficha-suja tiver mais votos, mas seu recurso for rejeitado, assume o segundo colocado na eleição.
Entre os barrados, destacam-se o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP-PE) e a ex-governadora Rosinha Garotinho (PR-RJ).
Severino tenta se reeleger prefeito de João Alfredo (PE) e foi enquadrado na lei por ter renunciado ao mandato de deputado federal, em 2005, sob a acusação de ter recebido propina de um concessionário da Câmara.
Já Rosinha Garotinho, atual prefeita de Campos (RJ), teve o registro negado sob a acusação de abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação durante as eleições de 2008.
A maioria dos barrados foi enquadrada no item da Lei da Ficha Limpa que torna inelegível aqueles que tiveram contas públicas rejeitadas por tribunais de contas.
De iniciativa popular, a lei foi sancionada em 2010, mas só passa a valer na eleição deste ano. A lei ampliou o número de casos em que um candidato fica inelegível --cassados, condenados criminalmente por colegiado ou que renunciaram ao cargo para evitar a cassação.
"A lei anterior era permissiva demais", disse Márlon Reis, juiz eleitoral e um dos autores da minuta da Ficha Limpa. Para André de Carvalho Ramos, procurador regional eleitoral de São Paulo, os próprios partidos vão evitar lançar fichas-sujas.

Fonte: Folha de São Paulo - http://virou.gr/OkUJjP

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Brasil é o único entre os Brics que melhorou competitividade

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil volta a subir no ranking de competividade global de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira (05/09). Foi único país entre o grupo de países emergente, o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a subir no ranqueamento. Agora, o Brasil ocupa a 48ª posição.

Entre os mercados emergentes, a República Popular da China continua a liderar o grupo do Brics, mas caiu três posições em relação ao ano passado, passando da 26ª para a 29ª posição. A África do Sul ocupa, atualmente, o 52º lugar, seguida pela Índia (59º) e pela Rússia (67º). O líder do ranking continua sendo a Suíça, seguida por Cingapura, Finlândia, Suécia, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Hong Kong e Japão.

O relatório
O ranking de competitividade é elaborado a partir de pesquisas de opiniões e percepções com 14 mil empresários em 144 países no mundo. O relatório de Competitividade Global destaca que o Brasil aparece agora entre as 50 economias mais competitivas do ranking, e que a melhora de posição acontece "apesar do índice de inflação de quase 7%".

O estudo afirma que o Brasil melhorou nas suas condições macroeconômicas e tira proveito de ter o sétimo maior mercado interno do mundo. O país também é elogiado por seu uso cada vez maior de tecnologias da informação e comunicação e no acesso a financiamentos para projetos de investimentos.

Os esforços do Brasil para incentivar micro e pequenas empresas são reconhecidos, mas o país ainda é visto como um dos mais difíceis para novos empreendedores, com percepção de que os impostos são altos demais e provocam distorções na economia.

Sobre competitividade sustentável, "o desempenho geral relativamente bom do Brasil mascara uma série de preocupações ambientais, como desmatamento da Amazônia, com o país registrando um dos maiores índices de desmatamento do mundo. E apesar de o Brasil demonstrar um desempenho geral razoável na área de sustentabilidade social, a desigualdade enorme do país segue preocupante".

Segundo o ranking, os países do Sul da Europa continuam a sofrer por causa da crise econômica, entre eles, a Grécia, que ocupava o 90º lugar no ano passado e caiu seis posições este ano. Já as economias asiáticas têm demonstrado grande desempenho. Além de Hong Kong e Japão, Taiwan (13º) e República da Coreia (19º) aparecem entre os 20 países mais competitivos do mundo.

Na África Subsaariana, a África do Sul (52º) e as Ilhas Maurício (54º) apresentam as melhores colocações, o que demonstra, segundo o ranking, que a maioria dos países da região continua a demandar esforços para melhorar sua competitividade. Na América Latina, o país com melhor posição é o Chile, que aparece em 33º lugar.

O ranking do Relatório Global de Competitividade é baseado no Índice de Competitividade Global, desenvolvido para o Fórum Econômico Mundial, e engloba 12 categorias, chamadas de pilares de competitividade, entre elas, instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária, capacitação e educação superior, eficiência no mercado de bens, eficiência no mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, prontidão tecnológica, tamanho de mercado, sofisticação de negócios e inovação.

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/OpIluy

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Serra defende Kassab. Agora fedeu!



Bem na hora em que o tucano José Serra decide sair do muro para assumir a sua cria, pesquisa Datafolha confirma que o prefeito da capital paulista, o ex-demo Gilberto Kassab, bate novo recorde de rejeição. Segundo a sondagem, a proporção dos eleitores que avalia a sua gestão como ruim ou péssima saltou nos últimos dias de 36% para 48%. É o pior índice desde que ele assumiu a prefeitura em 2006, em substituição ao tucano, que traiu um compromisso assinado e abandonou o cargo para disputar o governo estadual.

Serra fez de tudo para garantir o apoio do atual prefeito, que deixou o DEM e fundou o PSD. Brigou com a cúpula do PSDB, escanteou tucanos e demos e ainda deu a vice na chapa majoritária para um secretário de Kassab. Mas, diante da sua forte rejeição, Serra decidiu esconder o apoiador. Kassab foi excluído dos primeiros programas de rádio e televisão e passou a atuar nos bastidores, sem maior visibilidade. Como a manobra marqueteira não vingou, Serra resolveu assumir a paternidade e passou a defender o rejeitado prefeito.

Fidelidade causa inveja aos tucanos

Na semana passada, o programa de tevê do tucano passou a exibir obras na capital paulista, vendendo a falsa imagem de que a cidade é um paraíso. Serra também tomou as dores do prefeito, tão bombardeado pelos adversários. Para uma equipe de repórteres do jornal Estadão, ele fez juras de amor a Kassab. Disse que a atual prefeito faz um ótimo trabalho e que “os adversários mentem quando fazem críticas a ele”. A contundente defesa, que não é muito comum no “vampiro”, surpreendeu até o colunista José Roberto de Toledo:

“Sua fidelidade a Gilberto Kassab (PSD) é de fazer inveja aos tucanos. Sua disposição para elogiar a gestão do prefeito nos erros e nos acertos é rara na política. O candidato Serra mudou 180 graus em comparação à eleição presidencial de 2002. Tornou-se um campeão da continuidade com continuísmo. Era tudo o que Fernando Henrique Cardoso queria dez anos atrás. Alguém que defendesse seu governo e sua imagem com gana. Que falasse seu nome e mostrasse suas obras na TV”.

Toda a maquiagem televisiva, porém, não surtiu os efeitos desejados e a rejeição de Kassab cresceu mais 12 pontos nos últimos dias – um recorde nas capitais brasileiras. Pior para o Serra! A sempre suspeita pesquisa Datafolha (também chamada de DataSerra) também aponta que o tucano perdeu mais um ponto nas intenções de voto, que Fernando Haddad subiu dois e que eles estão tecnicamente empatados no segundo lugar – 21 a 16%. Serra não tem mais como descolar sua imagem de Kassab. Agora a coisa fedeu de vez!



Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/To7Akx

Fernando Haddad vai retomar programa de combate a incêndios em favelas


O candidato do PT à Prefeitura deSão Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (5) que irá retomar o programa de combate a incêndios em favelas implementado pela gestão da prefeita Marta Suplicy.

"Tínhamos um programa muito eficiente que treinava e equipava a população para evitar incêndios nas favelas", relembrou o candidato. "Infelizmente o programa foi interrompido na gestão Serra/Kassab”, criticou. 

Até ontem, a Defesa Civil registrou 32 “grandes incêndios” em favelas de São Paulo em 2012. No ano passado, foram 24 ocorrências. Já o Corpo de Bombeiros não divulgou os números deste ano; no ano passado, foram 79 incêndios em favelas de São Paulo. Em 2010, foram 91 casos; em 2009, 122; e em 2008, 130. Os números da Defesa Civil são diferentes em relação aos dados dos Bombeiros porque não há acionamento das equipes de defesa civil em todas as ocorrências. O Corpo de Bombeiros atende a todos as ocorrências, incluindo os incêndios de pequeno porte. 

Reunião com empresários

A declaração de Haddad foi feita na manhã desta quarta (25) durante uma reunião com integrantes da Associação de Empresários da região de Itaquera. No local, Haddad apresentou seu plano de governo e destacou a implementação do Arco do Futuro e de projetos como a Rede Hora Certa. 

“Hoje acidade tem uma força que atrai o desenvolvimento para o centro”, disse o candidato. “Vamos mudar isso, e fazer com que as regiões distantes do centro se desenvolvam”, garantiu o petista.

Delimitado pela Avenida Cupecê, na região sul, pelas Marginais Pinheiros e Tietê, e pela Avenida Jacu-Pêssego, na região leste, o Arco do Futuro irá reestruturar o crescimento de São Paulo, levando empregos para as periferias e desafogando o centro expandido. 

Para isso, o projeto prevê a execução de diversas obras viárias, no valor total de R$ 20 bilhões, além da concessão de incentivos fiscais (como a redução do ISS de 5%para 2%) para empresários que levem empreendimentos e postos de trabalho ao longo e no torno do Arco.

Além disso, a gestão Haddad também criará a Agência São Paulo de Desenvolvimento, com o objetivo de estimular o empreendedorismo e desburocratizar a abertura de novas empresas “Nós temos o melhor plano de governo e uma visão para São Paulo”, finalizou.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A má performance do candidato tucano no debate RedeTV/Folha


Campeão nos índices de rejeição, com a candidatura em queda vertiginosa nas pesquisas e desesperado porque não consegue convencer 2/3 do eleitorado com suas justificativas nem sobre as razões de ter abandonado a Prefeitura de São Paulo em 2006 e nem de que cumpriria o mandato até o fim agora, caso se elegesse, o candidato tucano José Serra (PSDB-DEM-PV), ainda por cima saiu mal no debate RedeTV/Folha de S.Paulo/UOL nesta 2ª feira (ontem).

Deu respostas pueris, como esta de que foi o povo e não ele que elegeu o atual prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, hoje PSD).Ou, ainda, esta outra, de que é rejeitado - segundo o Datafolha 43% adiantam que não votam nele "de jeito nenhum" - porque é o mais conhecido. E se desgastou, também, ao bater boca com o concorrente do PMDB, deputado Gabriel Chalita.

Fora o fato de introduzir de novo a religião na campanha eleitoral, como fez antes em 2010 quando disputou e perdeu a Presidência da República. Ora, como é que José vai criticar o postulante do PRB, ex-deputado Celso Russomanno, por ter apoio de evangélicos, quando ele, José, passou todo o mês de agosto visitando igrejas e negociando apoios exatamente com líderes evangélicos?

Respostas esquivas, pueris e óbvias

Sobre o fato de ter deixado a prefeitura para Kassab e de tê-lo ajudado a se reelger em 2008 José Serra não poderia ter resposta mais esquiva e pueril. "Não fui eu quem deu a ele (Kassab) a prefeitura. Ele foi eleito com 61% dos votos contra a Marta", afirmou o candidato tucano. Mais essa, agora José parte para o "óbvio ululante", quem sabe numa homenagem ao autor da frase, o teatrólogo Nelson Rodrigues, no ano do centenário de seu nascimento...

É claro que Kassab foi reeleito pelo voto do povo em 2008, mas herdou seus 2,5 anos de mandato iniciais quando José, de quem era vice, renunciou ao cargo. E nas duas vezes, em 2004, como vice, e em 2008 reeleito, Kassab se elegeu e reelegeu com a ajuda de José Serra. Era isso que estava em discussão.

José também bateu boca com o candidato do PMDB, deputado Gabriel Chalita, chamou-o de mentiroso e disse que não fechou as escolas de tempo integral no Estado, como acusa o adversário. Saiu-se mal. "Quem disse que não conhecia o Paulo Preto não fui eu. Quem disse que não nomeou o Aref não fui eu. Quem disse que não sairia da prefeitura não fui eu", retrucou Chalita,ao responder a acusação de José de que mentira.

Paulo Preto, acusado por tucanos de sumir com dinheiro da campanha eleitoral em 2010 (ele nega), foi diretor da DERSa no governo José Serra. Em um primeiro momento, questionado sobre o episódio, José disse que não o conhecia. Hussein Aref foi nomeado diretor na Secretaria de Habitação pelo prefeito José há 8 anos e demitido recentemente sob a suspeita de ter construído patrimônio incompatível com sua renda.


Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/RHfzFa

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Haddad anuncia valor do Bilhete Único Mensal: R$ 140,00 inteira e R$ 70 estudante

Uma das principais propostas da campanha de Fernando Haddad (PT) para a Prefeitura de São Paulo, o Bilhete Único Mensal, teve seu custo definido pela área técnica da campanha. “Fixamos o valor do Bilhete Único Mensal em R$ 140,00 e para o estudante, R$ 70,00. Nenhum cidadão vai ter um gasto com transporte maior do que este no mês e poderá fazer quantas viagens quiser ao longo de 30 dias, qualquer dia da semana e a qualquer hora”, disse Haddad após carreata que passou pela Saúde, Cursino e Sacomã na manhã desde domingo (2/09).

O candidato do PT também informou que o Bilhete Único de três horas, criado na gestão de Marta Suplicy na Prefeitura, será mantido. “O Bilhete Único Mensal vai conviver com o Bilhete Único tradicional, que funcionará para quem faz poucas viagens no mês”, comentou.


A implantação do Bilhete Único Mensal integra uma série de ações propostas por Haddad para a retomada dos investimentos em transporte público na cidade de São Paulo. “Com o Bilhete Único Mensal, a manutenção do Bilhete Único tradicional e a construção de 150 km de novos corredores, a implantação de 150 km de faixas exclusivas e a reforma dos corredores existentes teremos um melhor fluxo de pessoas pela cidade, pois, hoje, elas não conseguem se deslocar”, analisou Haddad. “Tudo isso é uma grande colaboração para aumentarmos o número de usuários de transporte público da cidade.”


A nova modalidade de tarifação de transporte, de acordo com Haddad, terá um custo de cerca de 1% do Orçamento para o Tesouro Municipal, ou seja, cerca de R$ 400 milhões por ano.


Haddad também disse que quer irá conversar com o Governo do Estado para integrar o Bilhete Único Mensal com o transporte sobre trilhos assim que ele for implantado. "A intenção é, ainda este ano se possível, após as eleições, definir o lançamento do Bilhete Único Mensal já com a integração a trens e metrô."


Neste domingo, Haddad ainda visita a Festa de Achiropita, no bairro do Bexiga, região central de São Paulo, a partir de 20h.


Suspensão de propaganda - A Justiça Eleitoral determinou a imediata suspensão da veiculação da inserção de propaganda eleitoral da campanha do candito do PSDB, José Serra, que diz que a proposta do Bilhete Único Mensal “não tem pé nem cabeça”. De acordo com o juiz Henrique Harris Júnior, a coligação liderada pelo PSDB “veiculou propaganda na televisão cujo conteúdo degrada e ridiculariza o candidato adversário, além de não ter identificado, na peça televisiva, as legendas de todos os partidos que a compõem”. A decisão do juiz tem número 189.107.

Fonte: Linha Direta - http://virou.gr/OhFq7f

Os conflitos internos da candidatura de Serra


Por Adamastor
Do Maria Frô
Tenho conversado com alguns políticos tucanos e não me espanta que mesmo entre eles, Serra seja motivo de piada.
Para piorar, José Serra e sua ampla simpatia – que colabora tanto com as lentes dos fotógrafos-  resolveu ficar de mal com o jornal que declarou em edital voto a ele.
Segue o relato do jornalista @pagina2 sobre mais uma crise vigorosa no PSDB e sobre crimes de campanha envolvendo sigilo de prontuário médico:
Após entrevista ao Estado, tucanos quase saem no tapa
Por: Página 2, em sua página do Facebook
Na mesma semana, candidato tucano desidratou nas pesquisas e viu sua rejeição explodir
As principais lideranças tucanas de São Paulo se reuniram na última sexta-feira. O clima não poderia ser pior. A discussão sobre os rumos da candidatura de Serra quase terminou em agressão física, evitado pela turma do bem do partido. Era o fim de um agosto, amargo para o candidato tucano.
No começo do mês, Serra estava na liderança das pesquisas. Mantinha uma imagem de vozinho, meio desastrado, na mídia e Haddad não ameaçava ninguém, ainda abaixo dos 10%.
Tudo começou a virar com a entrada do horário político. Serra foi ultrapassado por Russomano na pesquisa Ibope. O petista Fernando Haddad cresceu forte, rompeu a barreira dos 10% e está a 4 pontos do tucano (16% a 20%). Ainda nas cordas, viu sua rejeição explodir. Ultrapassou os 40%, índice comparado apenas a Maluf e que torna tecnicamente inviável a eleição de um candidato.
Como se fosse pouco, Serra deu uma grosseira entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, na qual ataca a reportagem, acusando o jornal de ficar “do lado dos transgressores” e mente ao defender um crime.
Serra perdeu o norte ao ser questionar sobre a quebra de sigilo médico do caminhoneiro José Machado. O paciente apareceu na propaganda eleitoral de Haddad afirmando ser portador de catarata e esperar a dois anos na fila da cirurgia.
Procurado pela reportagem do Estadão, a Secretaria da Saúde da cidade divulgou a ficha do paciente. Afirmou que Machado não sofria de catarata, mas de pterígio (uma espécie de pele que recobre parte do olho). O que permitiu a Serra defender-se acusando a campanha de Fernando Haddad de “manipulação”.
Serra afirmou que a decisão de cometer um crime foi um “serviço de utilidade pública” prestado pela Secretaria de Saúde. “É a primeira vez que vejo um jornal ficar do lado dos transgressores”. Serra diz que não houve quebra de sigilo. “Você pisaram no tomate, francamente. O PT saiu falando ‘pega ladrão, pega ladrão’ e vocês caíram nessa. Esse cidadão não tinha catarata”.
Na mesma aspa Serra cometeu dois erros. Um de informação; o outro político. O candidato tucano ignorou a informação que no dia anterior Machado havia passado por consulta em uma unidade do SUS –inicialmente marcada para 26 de dezembro – na qual foi constado que Machado, além de pterígio também tem catarata. Na verdade, Machado ainda não operou da catarata porque falta um exame pedido pelos médicos e que a Secretaria alega não fazer parte do SUS.
O erro político é quase uma infantilidade para quem se autodeclara o mais preparado. O Estadão é aliado Serrista de tempos imemoriais. Foi o único jornal a declarar apoio público a Serra em 2010 e demitiu uma colunista, Maria Rita Kehl, que ousou questionar a campanha intestina do tucano.
Outro erro, por óbvio, foi apoiar um crime, classificando-o como “serviço público”. O art. 154 do Código Penal Brasileiro estabelece prisão de 3 meses a 1 anos para quem “revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem”. Na entrevista Serra acusou Haddad por esse crime. No entanto, a doença do caminhoneiro José Machado foi revelada pelo próprio paciente.
Na consulta em que ficou comprovado que Machado tem catarata, além de pterígio, estavam presentes, segundo o Estadão, o diretor técnico do hospital, Pedro Cardoso, o gerente administrativo do Instituto Cema (braço do hospital que atende pelo SUS), Edgar Escobar, e assessores de imprensa do Cema. O vereador Carlos Neder (PT), coordenador de planejamento de saúde de Haddad, também esteve lá, a convite da mulher de Machado.
Justiça Eleitoral, Ministério Público e Conselho Regional de Medicina abriram investigação para apurar os crimes cometidos pela Secretaria de Saúde.
Vereadores
No mesmo dia 31, a Folha afirmou que candidatos a vereador pela coligação tucana haviam desistido de associar os nomes a Serra. Três candidatos a vereador da coligação de Serra -dois deles concorrem à reeleição- confirmaram à Folha, sob anonimato, que já jogaram a toalha e decidiram fazer campanha sozinhos, sem “dobradinha” com o tucano”.
Segundo o jornal, Antônio Carlos Rodrigues (PR), um dos caciques políticos da zona sul, associa apenas parte do seu material de campanha a Serra. Em outros, lembra que é suplente da senadora Marta Suplicy (PT).
Fonte: Luis Nassif Online - http://virou.gr/TdNYQ8