quarta-feira, 6 de julho de 2016

Apesar de manobra, governo golpista não conseguiu votar projeto que entrega o pré-sal para empresas estrangeiras

Manobras, atropelos e açodamentos marcam, há mais de dois meses, o debate sobre o projeto de lei (PL 4567/16) de autoria do senador e ministro provisório de Relações Exteriores, José Serra (PSDB). A proposta retira da Petrobras a exclusividade na produção e exploração na camada do pré-sal. A estratagema usada, nesta quarta-feira (6), pelo líder do PMDB, Darcisio Perondi (RS), que propôs, no início da reunião da comissão especial, retirar o texto de pauta - já sabendo que a proposta seria rejeitada pelos seus pares - revoltou os deputados da Bancada do PT que compõem o colegiado. Apesar de toda a manobra entreguista, ficou para amanhã, às 9h30, a votação do parecer final do deputado Calos Aleluia (DEM-BA).

“Aqui tem uma maioria que quer passar o trator na minoria. Quer fazer tábula rasa porque nós estamos discutindo uma questão fundamental para o Brasil que é a questão energética, que a questão do petróleo, que qualquer país do mundo pensa em cuidar da melhor forma possível, mas que aqui querem ganhar no grito, querem votar logo. Só que estamos na democracia e a democracia exige respeito”, repudiou o segundo vice-presidente do colegiado, Carlos Zarattini (PT-SP). Ele se referia a pressa dos deputados defensores do governo golpista e temporário de Michel Temer em acelerar a aprovação do projeto entreguista. 

“Nós vamos levantar nossa voz. Vamos nos manifestar. Não tentem nos calar porque nós temos o Regimento. Só existe uma hipótese, é rasgar o Regimento, mas cuidado se rasgar o Regimento significa rasgar democracia e isso nós não vamos aceitar em hipótese alguma e a luta será grande”, garantiu o líder da Minoria. 

Em nome da liderança da Minoria, o deputado Carlos Zarattini chamou a atenção para uma das simbologias do projeto do senador tucano. “Esse projeto é simbólico porque, nós aqui sabemos muito bem, que ele é um primeiro passo que esse governo ilegítimo quer dar para arrebentar com regime de partilha e voltar o sistema de concessão”, alertou o deputado. 

Carlos Zarattini fez questão de mandar um recado para a ala governista. “Não fiquem nervosos. Haverá oposição, haverá obstrução e que nos vençam, porque nós vamos debater, porque nós vamos denunciar o povo brasileiro aquilo que está sendo feito de forma errônea, sabotando os interesses nacionais, tentando jogar crise nas costas do povo brasileiro”, afirmou o petista 

“Nós queremos impedir esse projeto de ser aprovado por que nós queremos que o povo brasileiro ouça aquilo que está acontecendo aqui nessa casa, disse Zarattini reafirmando que a sanha entreguista do PSDB/PMDB não contará com o silêncio das bancadas do PT, PC do B, PDT e Psol. 

Benildes Rodrigues / Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Simbolismo: Exposição na Câmara mostra luta dos brasileiros contra o fascismo e a opressão na 2ª Guerra Mundial

Momento de forte simbolismo e emoção marcou o encerramento do Seminário Internacional Brasil-Itália, nesta quarta-feira (6), na Câmara. É que o deputado Carlos Zarattini (PT/SP) presidente do Grupo Parlamentar que reúne os dois países, homenageou os militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram na Europa, na 2ª Guerra Mundial, com uma exposição histórica. A mostra, que traz como título a Participação do Brasil na Derrota do Nazifascismo, é uma realização do Grupo Parlamentar Brasil-Itália em parceria com as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e a Embaixada da Itália.
“Tenho certeza de que foi motivo de honra e glória para os brasileiros lutar contra o fascismo e a opressão”, disse o parlamentar petista.
“Não foi pouca coisa o que aconteceu no ano de 1944 -1945. Eu fico emocionado porque o Brasil é um país que tem incorporado em si, no seu povo, o sentimento democrático, o sentimento de lutar pela justiça, pela democracia. Isso nós não vamos abandonar nunca”, disse Zarattini, que também fez questão de lembrar que a FEB é pouco lembrada no Brasil.


“Hoje mesmo, quando estudamos a história do Brasil não estudamos o que foi a FEB e a participação fundamental de mais de 25 mil brasileiros que foram lutar no inverno na Europa, na Itália, pela liberdade e democracia daquele continente”, disse o presidente do Grupo Parlamentar que, emocionado, relatou que dos mais de 25 mil soldados brasileiros que lutaram ao lado de países Aliados contra os países do Eixo - 450 praças, 13 oficiais e 8 pilotos foram mortos. Ele disse ainda que cerca de 12 mil combatentes ficaram feridos.
Ao se referir às fotos e objetos da 2ª Guerra Mundial expostos, Zarattini disse que esta foi a “forma simbólica de testemunhar a garra e coragem desses combatentes que lutaram contra o nazismo e o fascismo no Velho Continente”. Ele reafirmou que essa página da história brasileira boa parte da nova geração conhece.
“Essa homenagem simbólica aos combatentes é essencial para manter viva a história desses homens que combateram as tropas nazistas na Itália. Os pracinhas conseguiram importantes vitórias na Itália como a Tomada de Monte Castelo, Turim, Montese, por exemplo. Esse esforço precisa ser lembrado”, observou o deputado.


A vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Marina Sereni disse que só recentemente teve conhecimento dessa história que une os dois países. Ela contou, que a Câmara dos Deputados do seu país recebeu o filme Rota 46 que retrata a participação do Brasil na retomada democrática daquele país.
“Estou aqui para dizer da nossa gratidão e, paralelamente, reforçar os valores que o deputado Zarattini relembrou. A missão brasileira que dedicou a vida para nossa libertação é realmente prova da força e amizade que unem mais ainda os dois países”, disse a parlamentar italiana.
“Com os valores de liberdade, de democracia, de justiça que caminhamos. Viva o Brasil! Viva a Itália! Viva a democracia”, concluiu Marina Sereni.
Benildes Rodrigues /Foto: Gustavo Bezerra

terça-feira, 5 de julho de 2016

Seminário Brasil-Itália: Só processo democrático e relação solidária entre povos superará estagnação econômica

Ao discursar na abertura do seminário internacional sobre as relações bilaterais entre Brasil-Itália, promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e o Grupo Parlamentar Brasil-Itália, o propositor do evento, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) alertou as delegações brasileira e italiana presentes no encontro sobre a necessidade de os países preservarem a democracia.
“Consideramos necessário que desenvolvamos a democracia em todos os aspectos. É preciso ter respeito ao voto. Esse é um debate que não podemos recuar”, afirmou Zarattini, que é presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Itália.
Conforme destacou Zarattini, a Itália sempre foi exemplo para o Brasil em relação ao desenvolvimento político, à formação dos partidos políticos e da participação popular. “O Brasil sempre olhou a Itália como exemplo dessa participação, de organização social e política”, salientou o petista.
Durante o seu pronunciamento Carlos Zarattini afirmou que fez questão de manter o encontro, apesar da conjuntura política em que o Brasil vive em virtude da transitoriedade de um governo provisório que só assumiu o poder a partir de um golpe parlamentar. Para ele, a vinda da delegação italiana ao Brasil foi importante para que se discutir as relações econômicas, culturais e ambientais entre os dois países.
O petista avaliou que a conjuntura mundial passa por momentos difíceis porque os governos não foram capazes de superar a crise econômica que se arrasta desde 2008.

“Haverá uma marginalização econômica, enquanto o capital financeirocontinuar impondo uma política econômica excludente com níveis de concentração de renda elevados. Nós não vamos resolver o problema da crise econômica com medidas autoritárias ou restritivas dos direitos dos povos”, salientou Zarattini, que ainda reiterou que só com o processo democrático e a relação solidária entre os povos “será possível superar a situação de estagnação econômica e de exclusão social. Por isso, encontro como este é importante”.
O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini também destacou a relevância do evento na agenda de trabalho dos dois países. Disse ainda que o encontro permite troca de experiência e consiste em uma etapa importante para apontar e definir temas prioritários nas relações bilaterais entre os dois países, nas várias áreas de interesse comum.
“Os parlamentos da Itália e do Brasil fazem esse tipo de encontro desde pelo menos 15 anos. Eles levaram colaboração concreta em diferentes áreas. Neste seminário teremos a oportunidade de traçar atividades de cooperação nas áreas econômica, cultural e social. Os argumentos são bastante desafiadores, mas concretos. Tenho certeza de que o seu resultado será concreto também”, disse esperançoso o diplomata italiano.
O diplomata destacou também a amizade que une os dois países. “Falar de amizade histórica entre Itália e Brasil é algo que realmente passa da retórica. Desejo que a parceria entre nossos países seja o espelho dessa amizade que sempre teve como base muito respeito e o anseio de um desenvolvimento com os valores éticos e morais de nossas culturas”, concluiu Antonio Bernardini.
Em seu pronunciamento, a vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Marina Sereni disse que confia na democracia brasileira e que acredita que o Brasil encontrará uma solução para o momento político atual. A parlamentar italiana defendeu o aprofundamento das relações econômicas, culturais e ambientais entre os dois países.
Ela contou ainda que atualmente a Itália passa por reformas parlamentares e a Constituição daquele país passa por revisão. Em outubro, relatou, o cidadão italiano terá a oportunidade de se pronunciar sobre as mudanças constitucionais pretendidas.
Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, a parlamentar afirmou que “ainda é imprevisível” um diagnóstico preciso sobre o futuro da região.
Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra

Grupo Brasil-Itália vai promover exposição em homenagem a participação do Brasil na 2ª Guerra mundial

 Será no próximo dia 6 de julho, às 10h30, no Espaço Cultural Mário Covas, Anexo II da Câmara dos Deputados, a solenidade de inauguração da exposição em homenagem a “Participação do Brasil na derrota do nazifascismo”. O evento é uma realização do Grupo Parlamentar Brasil-Itália em parceria com as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e a Embaixada da Itália.

Tendo como principal inspiração a Segunda Guerra Mundial, a exposição conta parte da atuação da força militar brasileira, conhecida como Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou na Europa, especialmente na Itália, ao lado de países Aliados contra os países do Eixo. A FEB contou com um efetivo de 25.334 mil homens. O saldo da participação da FEB na guerra foi de 450 praças, 13 oficiais e 8 pilotos mortos, somando ainda mais aproximadamente 12 mil feridos pelos combates.


O presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Itália, deputado Carlos Zarattini (PT/SP), destacou a importância da homenagem simbólica aos combatentes. "Precisamos manter viva a história desses homens que combateram as tropas nazistas na Itália. Os pracinhas conseguiram importantes vitórias na Itália como a Tomada de Monte Castelo, Turim, Montese, por exemplo. Esse esforço precisa ser lembrado". 

A solenidade contará com a presença dos Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, do novo Embaixador da Itália, Antonio Bernardini, da Vice-Presidente da Câmara dos Deputados da Itália, deputada Marina Sereni, e de parlamentares italianos em missão oficial ao Brasil. A exposição poderá ser visitada pelo público de 4 a 8 de julho no Espaço Cultural Mário Covas, Anexo II da Câmara dos Deputados.

Foto: Gustavo Bezerra 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Câmara promove seminário Internacional Brasil - Itália

Dando continuidade ao aprofundamento das relações entre brasileiros e italianos, o Grupo Parlamentar Brasil- Itália em parceria com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional vai promover no próximo dia 5 de julho, às 10h, no Plenário 3, Anexo II da Câmara dos Deputados, seminário internacional. O evento tem como objetivo debater especialmente a questão das relações econômicas, culturais, sociais e de meio ambiente, buscando expandir e intensificar a troca de experiências entre os dois Parlamentos.

O presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Itália, deputado Carlos Zarattini (PT/SP), autor da iniciativa de realização do seminário, destacou que a previsão é que haja 60 milhões de descendentes de italianos no mundo e que a metade viva no Brasil. “Há uma imensa comunidade de descendentes italianos vivendo no nosso país e a nossa prioridade será intensificar a troca de informações e experiências em relação às políticas públicas”, destacou Zarattini.


O evento contará com a participação do novo Embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, da Vice-Presidente da Câmara dos Deputados da Itália e integrante da Comissão de Relações Exteriores italiana, deputada Marina Sereni, e de parlamentares italianos em missão oficial ao Brasil.

O Grupo Parlamentar foi criado em 1979 na Câmara dos Deputados. Ao longo da sua história, vários eventos foram promovidos no sentido de buscar o estreitamento das relações culturais, comerciais e políticas Nesta Legislatura, o Grupo conta com a participação de 84 parlamentares de vários partidos políticos e já promoveu quatro reuniões para troca de experiências entre os dois Parlamentos.


SERVIÇO:

Seminário Internacional Brasil - Itália
Período: 5 de julho de 2016
Local:  Plenário 3, Anexo II da Câmara dos Deputados

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Ataque fascista contra o PT é reflexo de narrativa do ódio construída pela mídia e judiciário, lamentam parlamentares

Na madrugada desta quinta-feira (30), o Partido dos Trabalhadores - que surgiu da necessidade de milhões de brasileiros de intervir na vida política do país para transformá-la com justiça social – sofreu ataque de vandalismo. A fachada da sede do partido, em São Paulo, foi toda destruída a golpes de picareta. O autor da barbárie, Emilson Chaves da Silva, 38 anos foi preso em flagrante pela 8º DP da capital paulista, mas liberado, imediatamente, sem sofrer nenhuma sanção pelo ato de depredação de patrimônio. Nas redes sociais, o vândalo disse que voltará a atacar o Partido dos Trabalhadores.
Para os vice-presidentes do PT, deputados Paulo Teixeira (PT-SP), José Guimarães (PT-CE) e Carlos Zarattini (PT-SP), este último vice-líder da Minoria na Câmara, toda essa violência que o PT vem sofrendo faz parte da cultura do ódio construída por setores da oposição, da mídia e do judiciário brasileiro.
“Esse ataque é reflexo da narrativa de setores da justiça que criminaliza o PT. É reflexo de campanha sistemática da mídia que destila o ódio contra o PT. Isso vai gerando violência política que, no Brasil, há muito tempo não se via”, lamentou Paulo Teixeira.
De acordo com José Guimarães, a forma desumana e a truculência com que parte da imprensa tem tratado o PT, incentivam essas ações violentas praticadas contra o partido. “É uma ação fascista que tem a colaboração daqueles que pregam o ódio e a violência como método para querer cassar a democracia”, denunciou Guimarães.
Para ele, essas ações fazem parte da agenda que os golpistas liderados pelo PMDB-PSDB tentam implementar como tentativa de impedir o crescimento do PT e tirar o partido da disputa de 2018.
“Nós do PT temos que reagir à altura, tripudiando e mobilizando a esquerda nacional, entidades do campo democrático para derrotarmos os fascistas pregadores do ódio, que querem acabar com a democracia através do golpe parlamentar”, afirmou José Guimarães.
O deputado Carlos Zarattini, que se pronunciou sobre o episódio em suas páginas nas redes sociais, também repudiou a cultura do ódio que tem dominado o país, da qual o PT tem sido a maior vítima. “O PT foi atacado. Mais um ataque fascista contra o nosso partido – estimulado pela campanha de ódio movida por setores do judiciário e da mídia golpista”, repudiou.
“Na verdade, eles querem impedir que o PT continue trabalhando pelo povo brasileiro. Tentam impedir que a gente possa colocar de pé um projeto nacional de desenvolvimento e distribuição de renda. Vamos continuar lutando. Não vão nos atemorizar. O PT vai continuar”, avisou Zarattini.
Benildes Rodrigues

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Zarattini propõe ‘aluguel social’ de imóveis para famílias de baixa renda

Para contribuir com a política de redução do déficit habitacional para famílias de baixa renda, o deputado federal Carlos Zarattini (PT/SP) apresentou nesta sexta-feira, 24, projeto de Lei 5663/2016, que prevê a opção de locação social de imóveis urbanos no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. O objetivo da proposta é que imóveis urbanos ociosos sejam alugados para famílias com renda mensal familiar de até R$ 1.395,00 com base no direito à moradia.

Zarattini alerta que apesar dos programas sociais de oferta de moradias para a população de baixa renda, implementados nos governos Lula e Dilma – o programa Minhas Casa, Minha Vida –, o déficit habitacional ainda se mostra alto nesse segmento social. De acordo com estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2012, o déficit habitacional total no Brasil ainda era de cerca de 5,2 milhões de unidades e 73% das famílias que formam esse déficit têm renda mensal de até três salários mínimos.

Para viabilizar o programa, a proposta prevê que 50% dos recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), integralizados pela União na forma de cotas, serão destinados a ações de aluguel social para famílias de baixa renda. Os municípios que queiram receber recursos do FAR para a implementação do projeto terão que aplicar uma contrapartida, no mínimo, de 15% do total a ser aplicado. Esse sistema já é adotado em vários países do mundo como França, Alemanha e Áustria.



Para garantir mais segurança para as famílias e para os proprietários dos imóveis locados, o projeto do deputado Zarattini prevê prazo mínimo de três anos para os contratos e restringe o valor a ser cobrado a 30% do valor da renda familiar.

Possibilidade de Compra – O projeto prevê que em contratos de, no mínimo, 12 anos de locação às famílias poderão fazer opção de compra do imóvel, respeitadas às regras estabelecidas no Regulamento. Para a aquisição do imóvel, o governo também admitirá a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.  

Beneficiados – De acordo com a proposta, os principais beneficiários do programa serão famílias formadas por jovens ou por idosos, bem como famílias residentes em áreas de risco ou insalubres ou que tenham sido desabrigadas. “A nossa intenção é favorecer as famílias jovens que nem sempre podem adquirir uma moradia, pois ainda não estão estabilizadas profissionalmente e os idosos que nesta faixa de aposentadoria não conseguem arcar com parcelas de financiamento imobiliário tradicional”.

Crédito da foto: Lucio Bernardo Jr

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Desnacionalização do setor aéreo fere soberania nacional, diz Zarattini

O vice-líder da bancada do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), denunciou nesta terça-feira (21) como “absolutamente criminosa e contrária aos interesses nacionais ’ a decisão tomada pelo plenário da Câmara de aprovar emenda à Medida Provisória do Setor Aéreo (MP 714/16) que permite que empresas estrangeiras possam ter total controle do capital de companhias aéreas no Brasil. O texto original, enviado pela presidente Dilma Rousseff, permitia a possibilidade de controle dos atuais 20% para até 49%, mas emenda apresentada pelo líder do PMDB na Casa, deputado Baleia Rossi (SP), ampliou para 100%. A emenda foi aprovada por 199 votos a 71.
Segundo Zarattini, a proposta bancada pelo "governo golpista e usurpador de Michel Temer é antinacional e arranha a soberania nacional". Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica limita a participação de estrangeiros em 20%. A MP original enviada pelo governo Dilma Rousseff elevava esse porcentual para 49%, desde que houvesse reciprocidade do país da empresa estrangeira. “Dilma queria fortalecer as empresas nacionais, com a abertura para elas do mercado do país que aqui investisse”, disse Zarattini.

De acordo com o vice-líder da Bancada do PT, as consequência da abertura total patrocinada pelo governo provisório e golpista Temer é danosa, não só por potencialmente destruir as empresas brasileiras do setor, como também no aspecto da segurança nacional, já que prejudica a própria integração do País.
“As empresas de capital internacional, que vão dominar em pouco tempo esse nosso mercado, vão operar unicamente nas linhas de alta densidade, abandonando completamente as regiões de baixa densidade”, afirmou Zarattini. “Quem hoje já reclama das péssimas condições de atendimento no Norte e no Nordeste daqui a pouco tempo vai reclamar muito mais”.
Integração - O parlamentar frisou que em um país continental como o Brasil é fundamental haver políticas que garantam sua integração, com o setor aéreo exercendo um papel estratégico. “Com a mudança, o interior do Nordeste e a Amazônia vão deixar de ter transporte aéreo em pouco tempo”, alertou Zarattini. Segundo ele, as empresas estrangeiras não vão ter interesse na integração nacional e tenderão a concentrar seus serviços em poucas rotas e somente nas lucrativas.
Para o petista, a mudança insere-se num conjunto de medidas antinacionais que o governo golpista Temer defende, contrariando os interesses do País e colocando-o à mercê dos estrangeiros. Ele citou como exemplo a pretendida liberação de venda de terras para estrangeiros, a privatização da BR Distribuidora (pertencente à Petrobras) para grupos externos além de abertura do pré-sal para petroleiras estrangeiras.
O caso específico da BR Distribuidora pode afetar todos os brasileiros, uma vez que hoje a empresa atua em todo o território nacional levando combustíveis e gás a todos os rincões, a partir de uma visão estratégica da Petrobras orientada pelos interesses nacionais. “Se a BR Distribuidora for vendida a grupos privados, não haverá interesse em atender os pontos mais remotos”, observou Zarattini.
“O governo provisório e golpista quer realizar a toque de caixa medidas para desnacionalizar ainda mais a economia nacional. Isso vai trazer prejuízos para o povo brasileiro”, alertou o vice-líder do PT.
Matéria vinculada no Site 247. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Projeto do PSDB que privatiza a Petrobras e entrega o pré-sal às multinacionais deve ir a voto nesta terça

A comissão especial constituída para emitir parecer sobre o projeto de lei (PL 4567/16), de autoria do senador e atual ministro interino de Relações Exteriores, José Serra (PSDB) marcou para esta terça-feira (21) a apresentação, discussão e votação da proposta entreguista tucana que elimina a exigência de que a Petrobras seja operadora única dos blocos contratados sob o regime de partilha. “Cumpre reconhecer que o marco legal do setor petróleo carece de alterações bem maiores que a ora discutida”, admite o relator José Carlos Aleluia (DEM-BA), que gostaria que o desmanche fosse maior do que preconiza a proposta.
“Estou convencido de que a iniciativa privada pode dar importante contribuição para o desenvolvimento dos recursos de petróleo e gás natural de propriedade da União – isto é – de todos os brasileiros”, diz, categoricamente, o parecer emitido por Aleluia, que completa: “Não se pode desconhecer que a exigência de que todos os blocos contratados sob o regime de partilha de produção tenham de ser operados pela Petrobras desencoraje a participação de outras empresas”, escancarou o relator.
 Em outro trecho do parecer, que revela a sanha privatizante, fica claro quando o inimigo do patrimônio público nacional diz, textualmente, ser contrário ao regime de partilha (Lei 12.351/10) encaminhado pelo ex-presidente Lula e aprovado pelo Congresso Nacional.


“A Petrobras, União, Estados e Municípios nada ganham com a expressiva diminuição dos investimentos na área do pré-sal decorrentes da manutenção dos dispositivos da Lei nº 12.351/2010, que determinam que ela seja a operadora exclusiva de todos os blocos contratados sob o regime de partilha de produção e que tenha participação mínima de 30% (trinta por cento) no consórcio vencedor da licitação”, escancara o texto com DNA do PSDB e do DEM - que não escondem o desejo de contemplar seus parceiros da Chevron, por exemplo.
Ao enfrentar esses argumentos sustentados por aqueles que não veem a hora de aprovar a entrega da maior riqueza brasileira às empresas petrolíferas internacionais, o segundo vice-presidente da comissão, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), reiterou diversas vezes nos debates ocorridos na comissão que essa narrativa oposicionista não passa de falácia.
“A retirada da Petrobras da exploração e produção da nossa maior riqueza é um atentado à nossa segurança energética. É um projeto grave e mexe com o interesse nacional e o povo brasileiro não pode aceitar a sua aprovação”, alertou Zarattini, que ainda conclamou seus pares a defender a Petrobras e o pré-sal da sanha entreguista que caminha a passos largos na Câmara dos Deputados.
Zarattini ainda reiterou que o objetivo do projeto privatizante do senador José Serra é abrir às multinacionais os campos do pré-sal – considerados os mais produtivos do mundo. “São os campos que produzem o petróleo mais barato. Portanto, são alvo de cobiça das multinacionais,  ainda mais que o preço do petróleo entrou em baixa – e as multinacionais do petróleo querem colocar a mão nessa importante jazida do pré-sal”, denunciou Carlos Zarattini.
Indústria Nacional – Ainda, conforme o texto produzido por Aleluia, ter a Petrobras como operadora única na exploração e produção do pré-sal é “negativo” para o crescimento e competitividade da indústria nacional. “Se houvesse outros operadores, a queda no volume de pedidos à indústria nacional seria bem menor. Não se trata, frise-se, de privilégio do setor petróleo/gás natural. Pelo contrário, há farta literatura a respeito dos prejuízos causados a uma determinada indústria pela existência de apenas um comprador”, argumenta Aleluia em seu parecer, demonstrando o porquê na correria em aprovar sua proposta.
Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Lista de Sérgio Machado revela que compra de votos é “mania” do PSDB, diz Zarattin

Em discurso contundente, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP), em nome da Liderança da Minoria na Câmara, desconstruiu a constante narrativa de parlamentares tucanos em tentar desqualificar e atacar o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças. De acordo com Zarattini, a delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, além de desmascarar o discurso oposicionista, revela prática recorrente do PSDB: a compra de votos.
“Ora, falar em corrupção depois da lista do Sérgio Machado, que remonta a 1998, quando o hoje senador Aécio Neves, então deputado federal, na disputa da Presidência desta Casa, recebeu de propina 1 milhão de reais para comprar votos de deputados e se eleger Presidente? Aliás, comprar votos nesta Casa é uma mania do PSDB”, ironizou Zarattini.
Ainda, conforme lembrou o deputado, essa corrupção histórica praticada pelos tucanos para garantir a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso puniu os corruptos e deixou livres os corruptores.
“Depois da votação da reeleição de Fernando Henrique, ocorreu um fato que até hoje não entendi: foram cassados deputados porque receberam propina, mas não se investigou quem pagou a propina”, afirmou Zarattini, lembrando o fato ao deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que constantemente ocupa a tribuna para acusar o PT e governos petistas de praticar corrupção.


“Deputado Luiz Carlos Hauly, o seu partido constantemente está envolvido com denúncias de corrupção; historicamente, está envolvido com compra de votos nesta Casa. Faça-me o favor!”, retrucou Carlos Zarattini.
“É interessante observar que na lista do Sérgio Machado, a presidenta Dilma não é citada nenhuma vez”, observou Zarattini. De acordo com o deputado, tal fato só comprova que o golpe travestido de impeachment só tinha uma intenção, a de destituir a presidenta e emplacar medidas que destroem as conquistas sociais verificadas nos últimos anos.
“O objetivo desse golpe foi exclusivamente tirá-la do poder com qualquer argumento. Para quê? Para impor um programa econômico que vai acabar com direitos dos trabalhadores, direitos trabalhistas, direitos previdenciários, conquistas feitas ao longo de décadas”, alertou.
No seu discurso, Zarattini recomendou ao presidente interino e golpista de Michel Temer para não travestir “essas medidas econômicas criminosas contra o povo brasileiro atrás de denúncias infundadas de corrupção, de agressões que querem levar à vala comum um partido que construiu a democracia brasileira, uma presidenta da República que é honrada e que sobre ela não pesa nenhuma denúncia de corrupção”.
Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados